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Carro de combate pesado

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Carro de combate pesado (Vickers Defence)
Challenger 2

Projeto: Vickers Defence
Reino Unido
Dimensões
Comprimento
Comprimento máximo
Largura
Altura
Altura máxima
8.33
11.55m
3.52m
2.49M
Peso vazio
Peso / combate
Cap. Carga
Reboque
60.5t
62.5t
N/disponivel
N/disponivel
Motor / potência / capacidades
Motor
Potência
Vel. maxima
Terr. Irregular
Perkins Condor 12V
1200cv
54 Km/h
35 Km/h
Tração
Tanque combustivel
Autonomia
Tripulação
Lagartas
1592 Litros
450Km
4
60º
30º
1.07M
2.34M
0.9M

Armamento básico
- 1 x 120mm L-30 «Charm» (Calibre: 120mm - Alcance estimado de 0.3Km a 4.5Km)
Sistema de radar auxiliar:


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O Challenger-2 é o tanque britânico para o século XXI.
Ao contrário do que normalmente pode ser pensado, pela nomenclatura, embora ele seja exteriormente idêntico ao Challenger-1, as diferenças para aquele anterior modelo são tantas que ele se pode considerar um novo tanque quase construido de raiz.

Ele foi escolhido pelo exército britânico em 1991 e esteve em combate em 2003 na invasão do Iraque.

O Challenger-2 está equipado com a mesma arma raiada de 120mm do Challenger-1, que pode disparar desde munição perfurante de energia cinética até munição do tipo HESH.
O canhão é estabilizado.

A blindagem do Challenger-2 é também superior à do Challenger-1 e é uma blindagem composta tipo Chobham de segunda geração.

O veículo está ainda equipado com um computador digital de controlo de tiro, telemetro a laser com alcance de 10Km, capacidade de visão nocturna e intensificador passivo de imagem para o condutor.

Challenger-2E
Foi entretanto desenhada uma versão de exportação do carro de combate, que foi proposta para venda a países como a Arábia Saudita a Grécia ou o Qatar, embora sem sucesso.

A principal diferença, é que a versão 2E está equipada com um motor mais potente da MTU de (1500cv), alguns equipamentos ópticos de origem francesa.
Com um motor mais compacto o «2E» tem maior autonomia e maior velocidade máxima que a versão standard.

Informação genérica:
Os carros de combate Chieftain e Challenger, sendo embora diferentes entre si, foram no entanto resultado de uma linha de desenvolvimento em que uns são base para o fabrico dos seguintes.

O Chieftain, que começou a ser estudado no final dos anos 50 foi na prática o substitudo do famoso Centurion, que foi desenhado para a II Guerra Mundial mas não chegou a ser utilizado no conflito. O grande numero de Centurion atrasou de facto o novo tanque, tendo a Grã Bretanha estudado outro tipo de tanques super-pesados como o Conqueror, no inicio dos anos 50.

Foi o falhanço do Conqueror que levou a que os britânicos desenvolvessem o Chieftain, tentando resolver parte dos problemas que tinham sido detectados.

Embora fosse um tanque muito pesado, o Chieftain estava equipado com o canhão de 120mm L11, o que o tornava no inicio dos anos 60 o mais poderoso carro de combate dos países ocidentais,equipando um tanque com um canhão de 120mm mais de dez anos antes de os restantes países da NATO o fazerem.

O Chieftain foi também exportado para vários países do médio oriente, nomeadamente para o Irão, que pretendeu efectuar mais encomendas do veículo, não o tendo feito por razões políticas.

Uma versão mais sofisticada do Chieftain foi vendida à Jordânia.

A encomenda do Irão para uma versão mais poderosa do Chieftain, resultou na prática no Challenger-I, que quando a venda ao Irão ficou comprometida, foi adquirido pelo exército britânico para substituir o Chieftain em serviço.

A última versão do Challenger, é a versão II, que foi lançada pela empresa Vickers[1] como um projecto privado para comercialização no mercado internacional.

O modelo foi entretanto escolhido pelo exército britânico em 1991 como substituto do Challenger-1

Além da Grã Bretanha apenas o Omã adquiriu este carro de combate.




[1] A Vickers comprou a Royal Ordnance em 1986.