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Carro de combate pesado

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Chieftain Mk. 5
Carro de combate pesado (Royal Ordnance Factories)

Fabricante: Royal Ordnance Factories - Reino Unido
Tripulação: 4
Comprimento: 7.518 - Incluindo canhão: 10.795M - Largura: 3.504M - Altura: 2.9M
Peso vazio: 53500Kg. - Peso preparado para combate: 56000Kg.
Motor/potência/capacidades
Sistema de tracção:Lagartas
Motor: Leyland L-60 12cyl. Potência: 750 cv
Velocidade máxima: : 48 Km/h - Velocidade em terreno irregular: 30 Km/h
Tanque de combustível: 950 LitrosAutonomia máxima: 500Km
60º
40º
1.07M
3.15M
0.914M

BlindagemMobilidade5
Sis. combate 2Com/electr.6
Potência de fogo contra:
Blindados 3Construções7
Pessoal3Aeronaves7

Armamento básico
- 1 x 120mm L-11 (Calibre: 120mm - Alcance estimado de 0.2Km a 3Km)
Sistema de radar auxiliar:


O Chieftain foi desenvolvido desde o inicio dos anos 50 como substitudo do tanque Centurion, desehado ainda durante a II guerra mundial. O primeiro protótipo foi apresentado ainda em 1959, mas o processo de desenvolvimento e comercialização do tanque demorou muito tempo, pelo que ele começou apenas a entrar ao serviço no final dos anos 60, tendo a produção sido parada em 1978 para passar à produção de veículos mais modernos e de conceito mais recente.

O Chieftain foi desenhado segundo a velha escola britânica, ainda com influências dos conceitos pré II Guerra Mundial para um tanque de «Infantaria» extremamente pesado e blindado, abrindo mão da velocidade em favor da protecção.

Porém, com o aparecimento dos tanques Leopard-2 alemão e Abrahams M1 norte-americano, o Chieftain perdeu o título de mais pesado tanque dos países ocidentais. Tanto os veículos alemães como americanos eram mais pesados e melhor armados.

Informação genérica:
Os carros de combate Chieftain e Challenger, sendo embora diferentes entre si, foram no entanto resultado de uma linha de desenvolvimento em que uns são base para o fabrico dos seguintes.

O Chieftain, que começou a ser estudado no final dos anos 50 foi na prática o substitudo do famoso Centurion, que foi desenhado para a II Guerra Mundial mas não chegou a ser utilizado no conflito. O grande numero de Centurion atrasou de facto o novo tanque, tendo a Grã Bretanha estudado outro tipo de tanques super-pesados como o Conqueror, no inicio dos anos 50.

Foi o falhanço do Conqueror que levou a que os britânicos desenvolvessem o Chieftain, tentando resolver parte dos problemas que tinham sido detectados.

Embora fosse um tanque muito pesado, o Chieftain estava equipado com o canhão de 120mm L11, o que o tornava no inicio dos anos 60 o mais poderoso carro de combate dos países ocidentais,equipando um tanque com um canhão de 120mm mais de dez anos antes de os restantes países da NATO o fazerem.

O Chieftain foi também exportado para vários países do médio oriente, nomeadamente para o Irão, que pretendeu efectuar mais encomendas do veículo, não o tendo feito por razões políticas.

Uma versão mais sofisticada do Chieftain foi vendida à Jordânia.

A encomenda do Irão para uma versão mais poderosa do Chieftain, resultou na prática no Challenger-I, que quando a venda ao Irão ficou comprometida, foi adquirido pelo exército britânico para substituir o Chieftain em serviço.

A última versão do Challenger, é a versão II, que foi lançada pela empresa Vickers[1] como um projecto privado para comercialização no mercado internacional.

O modelo foi entretanto escolhido pelo exército britânico em 1991 como substituto do Challenger-1

Além da Grã Bretanha apenas o Omã adquiriu este carro de combate.




[1] A Vickers comprou a Royal Ordnance em 1986.