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Carro de combate pesado

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Carro de combate pesado (Vickers Defence)
Khalid

Projeto: Vickers Defence
Reino Unido
Dimensões
Comprimento
Comprimento máximo
Largura
Altura
Altura máxima
8.39
11.55m
3.52m
2.98M
Peso vazio
Peso / combate
Cap. Carga
Reboque
56.5t
58t
N/disponivel
N/disponivel
Motor / potência / capacidades
Motor
Potência
Vel. maxima
Terr. Irregular
Perkins Condor 12V
1200cv
56 Km/h
30 Km/h
Tração
Tanque combustivel
Autonomia
Tripulação
Lagartas
950 Litros
400Km
4
60º
40º
1.07M
3.15M
0.91M

Armamento básico
- 1 x 120mm L-11 (Calibre: 120mm - Alcance estimado de 0.2Km a 3Km)
Sistema de radar auxiliar:


Forum de discussão

O Khalid, é basicamente um tanque Chieftain com um conjunto de modificações e modernizações. A sua construção tinha sido inicialmente solicitada pelo Irão, para um Chieftain moderinizado (Shir-1) juntamente com uma nova versão do Chieftain (basicamente o Challenger-I).

Os iranianos tinham encomendado 125 destes tanques, mas os problemas no Irão nos finais dos anos 70 levaram a que a encomenda fosse cancelada.

Uma encomenda da Jordânia para carros de combate pesados, acabou por permitir vender à jordânia a versão modernizada que havia sido pensada para o Irão, tendo além disso os jordanos adquiridi 274 unidades.

O Khalid é idêntico ao Chieftain, mantendo a mesma suspensão e o mesmo canhão estriado modelo L-11 de 120mm mas o seu motor de 1200 cv. É muito mais potente que o do modelo anterior.

O tanque possiu ainda um sistema de visão nocturna «Pilkington-Condor» e um telemetro laser «Marconi», que para os anos 70 era considerado dos mais sofisticados.

Informação genérica:
Os carros de combate Chieftain e Challenger, sendo embora diferentes entre si, foram no entanto resultado de uma linha de desenvolvimento em que uns são base para o fabrico dos seguintes.

O Chieftain, que começou a ser estudado no final dos anos 50 foi na prática o substitudo do famoso Centurion, que foi desenhado para a II Guerra Mundial mas não chegou a ser utilizado no conflito. O grande numero de Centurion atrasou de facto o novo tanque, tendo a Grã Bretanha estudado outro tipo de tanques super-pesados como o Conqueror, no inicio dos anos 50.

Foi o falhanço do Conqueror que levou a que os britânicos desenvolvessem o Chieftain, tentando resolver parte dos problemas que tinham sido detectados.

Embora fosse um tanque muito pesado, o Chieftain estava equipado com o canhão de 120mm L11, o que o tornava no inicio dos anos 60 o mais poderoso carro de combate dos países ocidentais,equipando um tanque com um canhão de 120mm mais de dez anos antes de os restantes países da NATO o fazerem.

O Chieftain foi também exportado para vários países do médio oriente, nomeadamente para o Irão, que pretendeu efectuar mais encomendas do veículo, não o tendo feito por razões políticas.

Uma versão mais sofisticada do Chieftain foi vendida à Jordânia.

A encomenda do Irão para uma versão mais poderosa do Chieftain, resultou na prática no Challenger-I, que quando a venda ao Irão ficou comprometida, foi adquirido pelo exército britânico para substituir o Chieftain em serviço.

A última versão do Challenger, é a versão II, que foi lançada pela empresa Vickers[1] como um projecto privado para comercialização no mercado internacional.

O modelo foi entretanto escolhido pelo exército britânico em 1991 como substituto do Challenger-1

Além da Grã Bretanha apenas o Omã adquiriu este carro de combate.




[1] A Vickers comprou a Royal Ordnance em 1986.