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Veículo ligeiro de reconhecimento



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BRDM-2
Veículo ligeiro de reconhecimento (GAZ)
BRDM-2

Projeto: GAZ
Russia
Dimensões
Comprimento
Comprimento máximo
Largura
Altura
Altura máxima
5.75
n/disponivel
2.35m
2.31M
Peso vazio
Peso / combate
Cap. Carga
Reboque
6.3t
7t
N/disponivel
N/disponivel
Motor / potência / capacidades
Motor
Potência
Vel. maxima
Terr. Irregular
GAZ-41V8
140cv
100 Km/h
25 Km/h
Tração
Tanque combustivel
Autonomia
Tripulação
Quatro rodas motrizes
290 Litros
750Km
4
60º
30º
Anfíbio
1.25M
0.4M

Armamento básico
- 1 x 14,5mm KPVT (T) (Calibre: 14.5mm - Alcance estimado de 1Km a 2Km)
Sistema de radar auxiliar:

País: Angola
Designação Local:BRDM-2
Qtd: Máx:500 - Qtd. em serviço:50
Situação: Em serviço
Operacionalidade:
O BRDM-2 foi um dos veículos mais comuns em Angola durante o periodo que se seguiu à independência. 200 unidades foram fornecidas entre 1977 e 1978, quando ainda se considerava que este tipo de sistemas ligeiros poderia ser suficiente para deter os movimentos que se opunham ao governo do MPLA, que controlava Luanda.

Ainda que viaturas mais sofisticadas tenham sido enviadas para Angola, o BRDM transformou-se na mais numerosa viatura em serviço, tendo sido recebidas novas quantidades ao longo dos anos.

Além dos 200 exemplares recebidos em 1977, logo em 1980 foram encomendados mais 75 exemplares, recebidos entre 1981 e 1985. Nesse mesmo ano, foram encomendados mais 188 exemplares, que foram recebidos até 1989. Neste caso eram veículos retirados de serviço na União Soviética, onde já tinham sido substituidos por viaturas do tipo BTR-80.

No total Angola terá recebido cerca de 500 exemplares, mas há fontes que indicam um maior numero de sistemas ao serviço. É no entanto possível que esses numeros juntem as viaturas 4x4 BRDM-2 às viaturas BTR-60 que também foram recebidas por Angola. Aparentemente ainda há viaturas do tipo BRDM-2 ao serviço em Angola. O número de viaturas operacionais não poderá no entanto ser significativo.


Forum de discussão

Concebido para substituir o veículo BRDM-1, o BRDM-2 foi visto pela primeira vez no ocidente em 1966.

O veículo apresenta melhor mobilidade, possível com um motor bastante mais potente, além de uma mobilidade acrescida com a utilização de depósitos de combustível com maior capacidade.

O armamento do BRDM-2 também foi melhorado, com a inclusão de uma torre equipada com uma metralhadora calibre 14,5mm e outra 7,62mm em vez da metralhadora calibre 7,62 não protegida que equipava o modelo anterior.

O BRDM-2 era fornecido com sistema de regulação da pressão dos pneus, kit de descontaminação.

Como no caso dos BRDM-1, o veículo contava com quatro pequenas rodas adicionais, que permitiam aumentar a mobilidade do veículo em terreno irregular.

Informação genérica:
Durante a a II guerra mundial os soviéticos não deram especial atenção à protecção da infantaria, a qual era da maior importância para acompanhar as unidades blindadas.
Durante aquele periodo a infantaria de protecção de um tanque, viajava muitas vezes em cima do própprio tanque, tendo os soviéticos adicionado suportes onde os militares se pudessem agarrar na parte exterior dos carros de combate T-34 e KV-1/IS-2.

Tanto os alemães, quanto os aliados ocidentais tinham no entanto desenvolvido sistemas de transporte que permitiam a protecção da infantaria, tendo os ocidentais chegado ao ponto de converter tanques, para os utilizar como veículos blindados para proteger a infantaria, como foi o caso das conversões Kangaroo.

As enormes perdas humanas[1], levaram as autoridades militares a considerar a necessidade de possuir um veículo que permitisse dar pela primeira vez, alguma protecção à infantaria. Isto ocorreu ainda em 1944, embora só em 1947 fosse apresentado o projecto 141 (Objekt-141) pela fábrica GAZ em Gorky. A viatura foi aceite para produção e as entregas começaram no inicio dos anos 50.

Inspirado na viatura Scout Car da White Motors norte-americana, que tinha sido fornecido aos soviéticos pelos americanos ao abrigo da Lei do Emprestimo-Arrendamento, o primeiro veículo blindado destinado a proteger a infantaria soviética foi o BTR-40.

Como o seu congénere norte-americano o BTR-40 utilizou o chassis de um camião 6x6 modelo GAZ-63.

Quase ao mesmo tempo, foi concebida uma versão de maiores dimensões, desta vez baseada no camião médio ZIL-151 / ZIL-157.

A evolução das viaturas blindadas 4x4 continuou com o aparecimento do BRDM-1, especificamente feito para missões de reconhecimento, que se destacava pela sua capacidade anfíbia.

Ppara substituir o BRDM-1 foi posteriormente lançado o BRDM-2 com a mesma função mas funcionalidades e características que o transformavam num veículo superior.

As autoridades militares soviéticas demonstraram preferência pelas viaturas com oito rodas motrizes com o aparecimento do BTR-60, pelo que o desenvolvimento das viaturas 4x4 deixou de ser considerado primordial.


[1] - É importante frisar que o numero de perdas humanas resultado dos ataques frontais com infantaria desprotegida, está directamente relacionado com a existência no Exército Vermelho de unidades disciplinares, para onde eram enviados militares indisciplinados ou os suspeitos de serem anti-soviéticos. A estas unidades era dada a função de «abrir caminho» e os militares eram enviados contra as posições alemãs sem qualquer protecção.
Os objectivos eram dois:
Desalojar o inimigo com a carga de infantaria.
Aproveitar o facto de muitos dos militares soviéticos serem facilmente mortos pelos alemães.
As unidades disciplinares do Exército Vermelho, funcionavam na prática como pelotões de fuzilamento, em que quem pagava a munição eram os alemães.