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Viatura táctica média

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RG-31 Mk.3 «Nyala»
Viatura táctica média (BAE Systems / Land systems S.A.)
RG-31 Mk.3 «Nyala»

Projeto: BAE Systems / Land systems S.A.
África do Sul
Dimensões
Comprimento
Comprimento máximo
Largura
Altura
Altura máxima
6.4
n/disponivel
2.47m
2.1M
Peso vazio
Peso / combate
Cap. Carga
Reboque
6.4t
7.5t
1600Kg
N/disponivel
Motor / potência / capacidades
Motor
Potência
Vel. maxima
Terr. Irregular
Daimler OM352A 5,7L 6cyl
123cv
100 Km/h
35 Km/h
Tração
Tanque combustivel
Autonomia
Tripulação
Quatro rodas motrizes
N/disponível
900Km
2+9
60º
40º
1M
0M
0.4M

Sistema de radar auxiliar:


Forum de discussão

O RG-31 é uma evolução dircta do veículo conhecido como do veículo Mamba concebido quando a Reumech/OMC ainda era uma empresa independente da BAE Systems. Ele partilha componentes com o chassis do UNIMOG alemão, embora não seja construido sobre aqueles chassis, como é por exemplo o caso do veículo PUMA.

Trata-se de um veículo adequado para protgecção CAT-I ou seja ele pode resistir a munição 7,62x39 de origem russa ou 5,56 NATO.
Como outros veículos deste tipo, ele conta com um chassis elevado e com um casco desenhado para deflectir o impacto da explosão de minas.
Ele pode resistir a um rebentamento de até 7,5Kg. de TNT ou explosivo equivalente.


A mais recente versão do RG-31, conhecido como «Charger» pelos norte-americanos foi apresentada em 2006 e é conhecida como «RG-31 Mk-5». O veículo conta com modificações ao nível da capacidade para utilizar blindagem modular e existe também em versão 6x6. O RG-31 Mk-5, também tem maior capacidade de transporte de pessoal e de carga.


Informação genérica:
A família de veículos RG-31/33 tem origem na África do Sul e nos estudos levados a cabo pela empresa Reumech posteriormente OMC, numa altura em que a principal preocupação das autoridades militares da África do Sul eram os problemas com a SWAPO no norte da Namíbia e os ataques que efectuava, desde as suas bases no sul de Angola.

A principal característica dos veículos deste tipo, é a incorporação de um casco com uma configuração em «V», mais ou menos pronunciado consoante o veículo, a qual é considerada a melhor forma de deflectir a energia de uma explosão de minas anti-pessoal e mesmo de minas anti-carro.

Os veículos são fabricados na África do Sul e também no Canadá pela General Dynamics Land Systems.

A experiência do fabricante sul africano foi aproveitada pela BAE Systems, quando surgiu a necessidade de viaturas blindadas adaptadas para as operações no Iraque e posteriormente no Afeganistão.

Respondendo às especificações MRAP norte-americanas os veículos deste tipo foram vendidos em quantdades consideraveis para as forças armadas de vários dos países que colocaram forças militares naqueles países.

Tendo como base o sucesso destas viaturas, a BAE Systems, apresentou veículos complementares, que juntam as características da viatura desenhada para operações de policiamento em regiões minadas, com as características de viaturas de combate mais convencionais.

RG35

Em 2009 foi apresentada uma viatura designada RG-35, a qual pretende ser um hibrido entre viatura anti-minas e viatura blindada de transporte de pessoal.

RG-41

Em 2010 foi apresentado o que poderá ser o culminar desta linhagem de viaturas, já não lembra em praticamente nada a linha de viaturas blindadas anti-minas da BAE Systems da Áfirca do Sul. É uma viatura 8x8, com o qual foi tido o mesmo cuidado com a protecção contra minas.

JLTV
JLTV (Joint Light Tactical Vehicle) ou veículo táctico ligeiro conjunto, é um programa do Pentagono (equivalente norte-americano ao Ministério da Defesa) para fornecer aos vários ramos das forças armadas norte-americanas, uma viatura táctica ligeira que deverá substituir o antigo HUMVEE / Hummer.
O novo veículo deverá evitar os problemas que apareceram com as modificações do Hummer que sobrecarregaram o veículo tornando-o dificil de utilizar.

Entre as várias caracteristicas exigidas, as principais são as seguintes:
- Capacidade para gerar energia electrica, incorporando um gerador electrico.
- Capacidade para transportar uma caixa de munição para M-16 (5.56), uma de granadas para lançador M-203 (40mm) e mais seis caixas de munição 5.56 ou 7.62 para metralhadora ligeira, além dos armamentos propriamente ditos.
- Portas que não encravem quando o veículo é atingido por minas, pare evitar que os ocupantes fiquem encarcerados
- Sistema automático anti-incêndio.
- Barras de protecção adicionais para evitar e deter estilhaços de explosão.
- Capacidade de protecção balistica nível «A» e possibilidade de incorporação de um kit adicional passando a um nível de protecção mais elevado.
- Sistemas comuns entre os vários veículos da família que for escolhida
- Capacidade para continuar a andar mesmo com dois pneus furados.
- Capacidade para transporte a bordo de uma aeronave do tipo C-130
- Possibilidade para lançamento por para-quedas.



MRAP-I
MRAP ou Mine Resistant Ambush Protected, é uma especificação norte-americana que se aplica a veículos militares suficientemente equipados para resistir a projecteis balisticos e a minas ou explosivos improvisados. A partir do momento em que apareceu a especificação MRAP-II, designa-se a especificação anterior como MRAP-I para facilitar a identificação dos modelos, que já de si é algo complicada.

Os veículos devem possuir casco inferior em V e chassis elevado e a especificação divide-os em:

CAT-1 MRUV (Mine Resistant Utility Vehicle) que é adequada a um veículo que deverá ter capacidade para efectuar missões de patrulha em ambiente urbano, tendo capacidade para transportar 6 pessoas..
CAT-2 JERRV (Joint Explosive Ordnance Disposal Rapid Response Vehicle) que se destina a veículos adequados para multiplas missões podendo eventualmente transportar armamento ou ser adaptados para funcionar como veículo de apoio ou ambulância ou ainda veículo de escolta. Estes veículos têm que transportar pelo menos 10 pessoas.
CAT-3 MPCV (Mine Protected mine Clearance Vehicle). É a designação para a categoria 3 e é adequado para a remoção de dispositivos explosivos por detonar.

Uma das caracteristicas exigidas para que um veículo cumpra a especificação, é a existência de uma casco em V, que permita uma maior capacidade para deflectir a força de uma explosão que ocorra ou debaixo das rodas ou debaixo do veículo, ao centro.

É importante notar, que de entre os veículos selecionados ou propostos, existem aqueles que tanto podem cumprir com os requisitos da Cat-I como da Cat-II, sendo a principal diferença a quantidade e disposição da blindagem. Essa possibilidade é muitas vezes anunciada pelos fabricantes.

Não confundir MRAP-II com MRAP Cat-II
No final de Julho de 2007, os fuzileiros navais dos Estados Unidos, emitiram uma nova especificação MRAP, conhecida como MRAP-II.
A nova especificação destina-se a delinear as características de um veículo que seja resistente às novas minas de energia quimica (de ogiva deformável), devendo por isso ser bastante mais blindado e resistente que os modelos que cumpram com a especificação MRAP-I.