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Carro de combate pesado

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Carro de combate pesado

KV-1
Carro de combate pesado

SU-152 / ISU-152
Canhão de assalto

KV-85
Carro de combate pesado

 

KV-1
Carro de combate pesado (Soviet State Factories)
KV-1

Projeto: Soviet State Factories
União Soviética
Dimensões
Comprimento
Comprimento máximo
Largura
Altura
Altura máxima
6.27
6.68m
3.1m
2.43M
Peso vazio
Peso / combate
Cap. Carga
Reboque
43t
47.5t
N/disponivel
N/disponivel
Motor / potência / capacidades
Motor
Potência
Vel. maxima
Terr. Irregular
V-2K V12 / Diesel
600cv
35 Km/h
15 Km/h
Tração
Tanque combustivel
Autonomia
Tripulação
Lagartas
N/disponível
250Km
5
35º
25º
1.44M
2.69M
1.2M

Armamento básico
- 1 x 76mm/42 F-34 Mod.1940 (Calibre: 76mm - Alcance estimado de 0.3Km a 1.5Km)
- 5 x 7.62 DT Degtiarev (Calibre: 7.62mm - Alcance estimado de 0.8Km a 0.8Km)
Sistema de radar auxiliar:

País: União Soviética
Designação Local:KV-1
Qtd: Máx:8000 - Qtd. em serviço:0
Situação: Retirado
Operacionalidade:
Os KV-1 começaram a ser produzidos no inverno de 1940 tendo sido produzidos 243 durante esse ano. Um pelotão destes veículos foi testado na guerra na Finlândia num ataque frontal contra posições finlandesas.
Nenhum dos KV-1 foi destruido.

O KV-1 dominava completamente o campo de batalha, e rapidamente se transformou no terror das forças alemãs depois de nos primeiras semanas da guerra os alemães terem entendido que praticamente não tinham armas capazes de parar o KV.

No entanto, o poder do tanque não era correspondido por um treino eficiente de tripulações nem pela qualidade e quantidade das munições disponíveis.

Como acontecia com os T-34, o treino das tripulações russas era tão deficiente, que a forma mais comum de lutar contra os canhões anti-tanque alemães (o principal inimigo dos KV) era arremeter directamente contra a peça para a esmagar.


Forum de discussão

Os primeiros KV-1 foram encomendados ainda em Dezembro de 1939 num lote de 50 exemplares e foram produzidos nas fábricas de Kirovsk. O modelo evoluiu ao longo de 1940, com a inclusão de uma peça principal de 76mm mais moderna (F-32).

Os primeiros modelos do KV-1 sofriam de vários problemas mecânicos e especialmente ao nível da suspensão. Esses problemas só acabaram sendo resolvidos no Verão de 1940, na altura em que a França já se tinha rendido. Desde meados de 1940 até Junho de 1941 a produção foi ligeiramente superior a 50 unidades por mês.

Feito para resistir ao tiro dos canhões de 37mm e 45mm, o KV-1 fez exactamente isso, quando a Alemanha invadiu a URSS em 22 de Junho de 1941. Além de ficarem preocupados com o número de tanques T-34 disponíveis, os alemães ficaram espantados com a dimensão e peso dos tanques KV-1.

Um KV-1 destruido é analisado pelos alemães. A blindagem da viatura está muito marcada por ressaltos de armas de calibres menores, provavelmente 37mm. O tanque terá sido imobilizado por destruição das lagartas e o cano está partido.
Com uma blindagem mais poderosa que a do T-34, o KV-1 não tinha as laterais em angulo pronunciado para melhorar a resistência aos projecteis inimigos. Ao invés, o KV-1 baseava a sua defesa numa blindagem maior. O grande peso do KV-1 era no entanto o seu principal problema. Dado o seu motor ser pouco mais potente que o motor do T-34, o KV-1 dificilmente atingia a sua velocidade máxima de 35Km/h, raramente atingindo sequer os 30Km em terrenos relativamente lisos.

A unica forma que os alemães tinham para deter este carro de combate era com a utilização de peças de artilharia anti-aérea de 88mm ou então com canhões de campanha de 105mm disparados a curta distância.

Quando em 22 de Junho de 1941 a Alemanha invadiu a União Soviética, 643 KV-1 tinham sido produzidos, embora apenas 508 tivessem sido entregues ao exército vermelho. Estava na altura a decorrer uma gigantesca reorganização do exército, que previa a criação de 61 divisões de tanques, em 29 corpos mecanizados, cada um com 1031 tanques, dos quais 126 seriam KV-1. A complexidade da reorganização, levou a que muitos tanques não estivessem entregues.
O número de unidades produzidas tinha atingido 1364 quando os alemães chegaram aos arrabaldes de Moscovo no inverno de 1941.

Em Agosto de 1942, foi lançado o KV-1s, um KV-1 com blindagem mais fina, com o objectivo de tornar o tanque mais rápido, quando a sua exasperante lentidão era o principal problema apontado pois fora isso até ali o KV-1 era praticamente imune aos canhões alemães.

No entanto, também foi desenvolvida uma versão com blindagem adicional rebitada na torre, quando os alemães introduziram canhões de infantaria mais poderosos, no final de 1941 e durante 1942.

O tanque continuou em produção até ao verão de 1943, quando foi substituido pelo KV-85.

Na imagem abaixo, um KV-1 com blindagem rebitada:


Informação genérica:
O tanque KV-1 e os seus sucessores e derivados, podem ser considerados como a primeira familia de tanques pesados modernos a ter entrado em serviço no mundo.

A União Soviética foi muito influenciada pelas visões ocidentais que se tornaram dominantes logo a seguir à I guerra mundial e que defendiam a criação de grandes veículos com várias torres, que seriam autênticos couraçados terrestres.

Estas ideias foram sendo abandonadas por vários países europeus, mas a URSS continuou a considera-las e a coloca-las em prática, logo que ficou pronta a primeira fase da instalação de uma poderosa industria automóvel soviética, no final da década de 1920.

Vários modelos de carros de combate com múltiplas torres foram desenvolvidos, projetados, desenvolvidos e mesmo produzidos em série, como foi o caso do tanque médio T-28 e do tanque pesado T-35. No entanto, no final da década de 1930, até os soviéticos se tinham convencido de que a ideia de grandes tanques com muitas torres não era prática.

Em 1937, a GABTU (Direção de Blindados e Forças Mecanizadas) pediu a dois gabinetes de desenvolvimento que apresentassem propostas para um carro de combate pesado, cuja principal característica fosse a blindagem e não o armamento.

Os concorrentes do KV-1: Testes no terreno de combates reais na Finlandia resultaram na escolha do KV-1.


O tanque, deveria ser capaz de resistir a um projetil de 37mm ou 45mm disparado de qualquer distância e teria que resistir a um projetil de 75mm a 1200m de distância.

Depois de várias propostas, que inicialmente chegaram a passar por carros com duas torres, o projeto apresentado por Zhozef Kotin, da fábrica Kirovskiy de Leninegrado apareceu como o mais interessante.

Embora Estaline tivesse ordenado a construção de protótipos dos modelos com duas torres, o KV, acabou mostrando ser superior, já que era mais leve que o seu competidor direto e conseguia ter melhor proteção blindada. Além disso utilizava o mesmo motor do tanque T-34 que estava em desenvolvimento e também o mesmo armamento principal.

Em Setembro de 1939, três protótipos foram testados no campo de testes de Kubinka. Os tanques com multiplas torres mais uma vez demonstraram a dificuldade de coordenar o tiro das duas torres.

O KV-1 recebeu ordem de produção em série equipado com o já obsoleto canhão L11 de 76mm, mas como aconteceu com o T-34 ele também recebeu o novo F-34 (ou ZIS-5) com o mesmo calibre, mas mais poderoso.

Em 19 de Dezembro, depois de um teste real na Finlandia, em que um dos protótipos concorrentes ficou imobilizado, foi dada ordem para a produção em série do KV-1.

Depois da invasão alemã a producção dos KV passou a ser realizada em Cheliabinsk, para onde foi transferida a fábrica de Kirov quando se tornou evidente que os alemães pretendiam atingir Leninegrado.

Além do modelo KV-1, foi também produzido o KV-2 que estava equipado com um canhão de 120mm de baixa pressão utilizado essencialmente para apoio de infantaria.

Foram igualmente produzidos vários veículos experimentais como o KV-3 e o KV-13, com o objectivo de reduzir o peso do tanque KV.

Mais tarde, o KV, recebeu o mesmo canhão de 85mm que foi adaptado ao T-34, de que resultou o KV-85.

O KV-85 continuou a ser objecto de modificações e a última dessas modificações resultou no tanque IS-85, posteriormente equipado inicialmente com um canhão de 100mm e depois de 122mm e que passou a ser conhecido como carro de combate pesado IS-2.


Embora lateralmente o KV-1 e o IS-2 sejam relativamente parecidos, pode-se ver que, numa visão frontal, os veículos são completamente distintos.