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Carro de combate pesado

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KV-2
Carro de combate pesado

KV-1
Carro de combate pesado

SU-152 / ISU-152
Canhão de assalto

KV-85
Carro de combate pesado

 

KV-2
Carro de combate pesado (Soviet State Factories)
KV-2

Projeto: Soviet State Factories
União Soviética
Dimensões
Comprimento
Comprimento máximo
Largura
Altura
Altura máxima
7.1
6.3m
3.25m
3.2M
Peso vazio
Peso / combate
Cap. Carga
Reboque
49t
52t
N/disponivel
N/disponivel
Motor / potência / capacidades
Motor
Potência
Vel. maxima
Terr. Irregular
V-2K V12 / Diesel
600cv
25 Km/h
15 Km/h
Tração
Tanque combustivel
Autonomia
Tripulação
Lagartas
600 Litros
250Km
6
20º
15º
1.44M
2.69M
0.35M

Armamento básico
- 1 x 152mm M-10 Mod.1938 (Calibre: 152mm - Alcance estimado de 0.35Km a 2Km)
Sistema de radar auxiliar:


Forum de discussão

Embora classificado como tanque pesado, por causa da sua blindagem o KV-2, que se baseou no chassis do KV-1 estava mais próximo de uma peça de artilharia auto-propulsada que de um tanque.

Mas embora equipado com poderoso obús de 152mm o KV-2 não podia competir contra carros de combate mais leves e equipados com armas que embora fossem de calibre menor, eram mais adequadas contra blindagem, dado o canhão de 152mm ser uma peça de baixa velocidade.

A juntar a este facto, havia também o peso do veículo, que era mais pesado que o já pesado KV-1 e que fazia com que a sua velocidade máxima atingisse os 25Km/h. Em combate e se fosse necessário retirar o KV-2 ficaria inevitavelmente para trás.

Compreendendo que se tratava de um veículo demasiado caro para as poucas vantagens que poderia trazer às tropas no campo de batalha, as autoridades militares soviéticas retiraram o KV-2 de produção em 1941 quando a invasão alemã levou a que se concentrasse a produção nos veículos KV-1.

Informação genérica:
O tanque KV-1 e os seus sucessores e derivados, podem ser considerados como a primeira familia de tanques pesados modernos a ter entrado em serviço no mundo.

A União Soviética foi muito influenciada pelas visões ocidentais que se tornaram dominantes logo a seguir à I guerra mundial e que defendiam a criação de grandes veículos com várias torres, que seriam autênticos couraçados terrestres.

Estas ideias foram sendo abandonadas por vários países europeus, mas a URSS continuou a considera-las e a coloca-las em prática, logo que ficou pronta a primeira fase da instalação de uma poderosa industria automóvel soviética, no final da década de 1920.

Vários modelos de carros de combate com múltiplas torres foram desenvolvidos, projetados, desenvolvidos e mesmo produzidos em série, como foi o caso do tanque médio T-28 e do tanque pesado T-35. No entanto, no final da década de 1930, até os soviéticos se tinham convencido de que a ideia de grandes tanques com muitas torres não era prática.

Em 1937, a GABTU (Direção de Blindados e Forças Mecanizadas) pediu a dois gabinetes de desenvolvimento que apresentassem propostas para um carro de combate pesado, cuja principal característica fosse a blindagem e não o armamento.

Os concorrentes do KV-1: Testes no terreno de combates reais na Finlandia resultaram na escolha do KV-1.


O tanque, deveria ser capaz de resistir a um projetil de 37mm ou 45mm disparado de qualquer distância e teria que resistir a um projetil de 75mm a 1200m de distância.

Depois de várias propostas, que inicialmente chegaram a passar por carros com duas torres, o projeto apresentado por Zhozef Kotin, da fábrica Kirovskiy de Leninegrado apareceu como o mais interessante.

Embora Estaline tivesse ordenado a construção de protótipos dos modelos com duas torres, o KV, acabou mostrando ser superior, já que era mais leve que o seu competidor direto e conseguia ter melhor proteção blindada. Além disso utilizava o mesmo motor do tanque T-34 que estava em desenvolvimento e também o mesmo armamento principal.

Em Setembro de 1939, três protótipos foram testados no campo de testes de Kubinka. Os tanques com multiplas torres mais uma vez demonstraram a dificuldade de coordenar o tiro das duas torres.

O KV-1 recebeu ordem de produção em série equipado com o já obsoleto canhão L11 de 76mm, mas como aconteceu com o T-34 ele também recebeu o novo F-34 (ou ZIS-5) com o mesmo calibre, mas mais poderoso.

Em 19 de Dezembro, depois de um teste real na Finlandia, em que um dos protótipos concorrentes ficou imobilizado, foi dada ordem para a produção em série do KV-1.

Depois da invasão alemã a producção dos KV passou a ser realizada em Cheliabinsk, para onde foi transferida a fábrica de Kirov quando se tornou evidente que os alemães pretendiam atingir Leninegrado.

Além do modelo KV-1, foi também produzido o KV-2 que estava equipado com um canhão de 120mm de baixa pressão utilizado essencialmente para apoio de infantaria.

Foram igualmente produzidos vários veículos experimentais como o KV-3 e o KV-13, com o objectivo de reduzir o peso do tanque KV.

Mais tarde, o KV, recebeu o mesmo canhão de 85mm que foi adaptado ao T-34, de que resultou o KV-85.

O KV-85 continuou a ser objecto de modificações e a última dessas modificações resultou no tanque IS-85, posteriormente equipado inicialmente com um canhão de 100mm e depois de 122mm e que passou a ser conhecido como carro de combate pesado IS-2.


Embora lateralmente o KV-1 e o IS-2 sejam relativamente parecidos, pode-se ver que, numa visão frontal, os veículos são completamente distintos.

Canhão de assalto pesado

Canhão de assalto / Sturmeschutz / pesado
Entendendo que eventuais ofensivas blindadas alemãs teriam que enfrentar a tática do «ouriço», os alemães consideraram a necessidade de canhões de assalto, que acompanhassem a infantaria destruindo os pontos fortes do inimigo, mas também consideraram a necessidade de um canhão de assalto pesado, que pudesse ser utilizado com eficácia contra posições especialmente protegidas.

Esta necessidade levou à incorporação de uma arma de campanha de grande calibre 150mm, com capacidade para tiro direto contra fortificações.
Como a arma de infantaria era demasiado pesada, desde o inicio da guerra que se considerou a necessidade de instalar essas peças em plataformas móveis.

Daí surgiu o conceito do blindado de assalto pesado.
A arma de 150mm, embora seja do mesmo calibre dos óbuses de artilharia alemães, é no entanto adequada para tiro direto, o que é especialmente adequado para destruir fortificações poderosas.

Além da Alemanha, a União Soviética também desenvolveu peças de artilharia de assalto, na fase final da guerra, com calibre 152mm.