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Veículo médio de reconhecimento

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Veículo médio de reconhecimento

 

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EE-9 CASCAVEL
Veículo médio de reconhecimento (Engesa)
EE-9 CASCAVEL

Projeto: Engesa
Brasil
Dimensões
Comprimento
Comprimento máximo
Largura
Altura
Altura máxima
5.2
6.2m
2.64m
2.68M
Peso vazio
Peso / combate
Cap. Carga
Reboque
10.9t
13.4t
N/disponivel
N/disponivel
Motor / potência / capacidades
Motor
Potência
Vel. maxima
Terr. Irregular
Detroit Diesel 6V-53N 6cyl
212cv
100 Km/h
75 Km/h
Tração
Tanque combustivel
Autonomia
Tripulação
Seis rodas motrizes
390 Litros
880Km
3
60º
30º
1M
0M
0.6M

Armamento básico
- 1 x 90mm HS-90 (Calibre: 90mm - Alcance estimado de 0Km a 0Km)
- 1 x 90mm CM90 Mk.3 (Calibre: 90mm - Alcance estimado de 1.6Km a 3.5Km)
Sistema de radar auxiliar:

País: Iraque
Designação Local:EE-9 Cascavel
Qtd: Máx:364 - Qtd. em serviço:35
Situação: Em serviço
Operacionalidade:
O Iraque foi o principal cliente do veículo de reconhecimento Cascavél, antes da primeira guerre no golfo que se seguiu à invasão do Koweit.
Os iraquianos utilizaram este veículo com sucesso no conflito contra o Irão e posteriormente aquando da invasão do Koweit. O Cascavel foi aliás o veículo mais visivel numa das imagens mais conhecidas da invasão daquele pequeno país.

Durante a operação que levou à libbertação do Koweit vários foram destruidos pelos norte-americanos, para o que contribuiu a sua deficiente blindagem, mas também a utilização táctica que os iraquianos deram ao veículo.

Sendo essencialmente um carro de reconhecimento, ainda que poderosamente armado, ele tem a sua principal vantagem na sua elevada velocidade, que lhe permite quebrar o contacto com o inimigo. Ora os iraquianos utilizaram o Cascavel como peça de artilharia fixa, enterrando o veículo.

O objectivo dos iraquianos era o de proteger as laterais do Cascavel enterrando o veículo e oferecendo um alvo tão pequeno quanto possível. O Iraque também utilizou os Cascavel restantes durante a segunda guerra do golfo em 2003.

Em 2008, os militares norte-americanos recuperaram 35 unidades deste veículo e entregaram-nos ao novo exército iraquiano que os deverá utiizar em operações de vigilância e manutenção da ordem.


Forum de discussão

O EE-9 Cascavel, foi desenvolvido no Brasil pela empresa ENGESA, de S. José dos Campos (São Paulo), conforme especificações do exército brasileiro. O EE-9 não esconde a grande influência que recebeu do carro de reconhecimento M-8 de fabrico norte-americano, que na prática veio substituir.

O EE-9 foi um enorme sucesso de exportação e foi vendido para a Bolivia, Burkina-Faso, Chade, Chile, Colombia, Chipre, Equador, Gabão, Gana, Irão, Iraque, Libia, Nigéria, Paraguai, Suriname, Togo, Tunisia, Uruguai e Zimbabwe, além de outros países não referidos. No total foram fabricados 1738 destes veículos.

O Cascavel, é um veículo de reconhecimento e foi feito para poder ser "incrementado" á medida do cliente, podia ser armado, por exemplo, com telemetro a laser, manga de supressão de fumaça, sistema electrónico de controlo de tiro, entre outras sofisticações para a altura (anos 80). Ainda se encontra ao serviço em vários países e decorre neste momento um programa de modernização dos EE-9, bem assim como dos EE-11, que lhes permitirá continuar ao serviço pelo menos até á segunda década do século XXI.



Informação genérica:
Familia de carros de combate ligeiros de origem brasileira, inspirada no M-8 Greyhound, que deu origem ao veículo Cascavel, fabricado no Brasil pela empresa ENGESA.

Além do Cascavel, foi igualmente produzido o URUGU, que comparilha com o Cascavel grande parte dos componentes mecânicos, embora se trate na realidade de veículos con utilizações completamente diferentes.

Quer os carros Urutu, quer os Cascavel, foram sucessos de vendas no mercado internacional de armamentos, onde o seu principal argumento de vendas foi a simplicadade de operação e manutenção, conjugada com um preço mais barato que alguns dos seus congeneres.

Com base nesta plataforma foi ainda desenhado o veículo Sucuri-I, armado com um canhão de 105mm para a função anti-tanque, cujo projecto evoluiu posteriormente para o Sucuri-II, o qual já se afastava consideravelmente da sua matriz original. Este veículo não chegou porém a entrar em produção.