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Caça-tanques



Veículos idênticos ou relacionados:


Centauro
Caça-tanques

Freccia
Veículo de Combate de Infantaria

SuperAV
Veículo Blindado Transporte Pessoal

 

Centauro
Caça-tanques (IVECO)
Centauro

Projeto: IVECO
Italia
Dimensões
Comprimento
Comprimento máximo
Largura
Altura
Altura máxima
7.85
8.555m
3.05m
2.735M
Peso vazio
Peso / combate
Cap. Carga
Reboque
23.5t
25t
N/disponivel
N/disponivel
Motor / potência / capacidades
Motor
Potência
Vel. maxima
Terr. Irregular
Iveco-Fiat MTCA V6 turbo
520cv
105 Km/h
50 Km/h
Tração
Tanque combustivel
Autonomia
Tripulação
Oito rodas motrizes
540 Litros
800Km
4
60º
30º
1.5M
1.2M
0.55M

Armamento básico
- 1 x 105mm L/52 Hitfact (Calibre: 105mm - Alcance estimado de 0.4Km a 3.5Km)
Sistema de radar auxiliar:

País: Italia
Designação Local:Centauro
Qtd: Máx:400 - Qtd. em serviço:400
Situação: Em serviço
Operacionalidade:
O exército italiano tinha inicialmente planos para adquirir 450 unidades do Centauro. No entanto com o reduzir das tensões na Europa, o numero de veículos deste tipo foi reduzido para 400, embora o numero de veículos que estão efectivamente ao serviço seja inferior.

Calcula-se que cerca de 100 unidade do Centauro se encontrem na situação de reserva.


Forum de discussão

O Centauro, é um tipo de veículo que foi desenhado para ao exército italiano, juntamente com uma família de outros veículos militares durante os anos 90. O Centauro é o mais pesado dos veículos sobre rodas equipados com um canhão de 105mm.
O veículo foi desenhado ainda durante a guerra fria, mas entrou ao serviço apenas no inicio dos anos 90. O chassis é produzido pela IVECO enquanto que a torre é fabricada pela Otobreda.

Ao contrário de outros carros de combate sobre rodas que utilizam uma torre equipada com um canhão de 105mm em cima de um chassis 8x8 destinados à função de reconhecimento, o Centauro além de poder desempenhar essa função, pode funcionar também como caça-tanques.

Ele está preparado para, utilizando o seu armamento principal de 105mm, engajar e se necessário destruir carros de combate blindados muito mais pesados.

Naturalmente que a utilização do Centauro nessa função está condicionada pelas tácticas utilizadas no combate. A blindagem do Centauro não pode resistir a um impacto directo de um projectil disparado por um carro de combate pesado.

Em situações onde não existam viaturas blindadas pesadas porém, o Centauro é de um grande valor, pois a capacidade da sua peça de 105mm é de grande valor em situações de guerra assimétrica como a do Afeganistão.

Informação genérica:
O Centauro, foi desenhado no inicio dos anos 90, como veículo de reconhecimento pesado, com a função adicional (em caso de necessidade) de caça-tanques.
Na verdade caça-tanques não é a descrição mais adequada, mas ela designa uma viatura com uma blindagem relativamente fina, que não pode defrontar um projectil de um carro de combate pesado, mas que em contrapartida pode ser utilizada contra esse carro de combate pesado, se a situação táctica o permitir.

A viatura utilizou um chassis 8x8 espaçoso e com capacidade para crescimento, sobre o qual foi instalada uma torre e armamento de concepção italiana.

A versão inicial do Centauro estava armada com uma peça de 105mm, mas mais recentemente, novas versões do Centauro foram apresentadas com armamento de calibre 120mm.

Como o chassis era bastante espaçoso e a colocação do motor na parte frontal permitia um arranjo diferente, o Centauro foi adaptado para uma versão de viatura de combate de infantaria, a qual foi designada «Freccia».

O Freccia no entanto, não é anfíbio e o seu elevado peso não permite o transporte em aeronaves do tipo D.130 Hercules.

A IVECO lançou em 2009 uma viatura que pretende ser um desenvolvimento do Freccia, mais leve e anfíbio, o SuperAV.

Em 2012, foi lançado um sistema de artilharia auto-propulsado, com base no chassis do Freccia. É chamado de Porcupine (porco-espinho) e trata-se essencialmente de um Freccia sobre o qual foi montada uma torre armada com uma peça de artilharia de 155mm e 39 calibres produzida na Suécia.



A designação do sistema é de Centauro 155/39LW. Espera-se que o exército italiano venha a adoptar este sistema para operação com as suas brigadas médias, normalmente equipadas com viaturas sobre rodas.

Caça-tanques
Podemos considerar que o conceito de veículo caça-tanques tem a sua origem no termo alemão «Panzerjager» (literalmente caça-blindados) e que foi desenvolvido durante a II Guerra Mundial com o objectivo explicito de reduzir a superioridade blindada soviética em termo de números.

O conceito alemão de caça-tanques aplica-se normalmente a carros de combate (vulgo tanques) adaptados para utilizar uma arma de maior calibre colocada directamente sobre o chassis em vez de instalada numa torre com deriva de 360 graus.
Esse conceito derivou – e foi uma adaptação – do conceito de canhão de assalto que também partia do mesmo principio, só que com a colocação de uma arma principal de baixa velocidade que disparava munição explosiva, mais adequada contra infantaria ou posições fortificadas.

Praticamente todos os principais tanques alemães da II Guerra Mundial (Panzer-I/II/III/IV/V/VI e VI-B) tiveram a sua versão caça-tanques e os soviéticos também adaptaram o conceito, produzindo versões caça-tanques dos seus carros de combate T-34 e KV-1.

Os norte-americanos, que tinham feito experiências antes da guerra sem resultados práticos, desenvolveram a sua própria doutrina para a utilização de veículos caça-tanques a partir de 1940 após a invasão da França. Como rapidamente se verificou que as experiências até ali desenvolvidas eram insuficientes, desenvolveu-se uma doutrina em que os «Tank-Destroyers» estavam levemente armados e tinham a velocidade como o seu principal argumento. A teoria não resultou por várias razões, de entre as quais se destaca o facto de os chassis utilizados serem de tanques M4-Sherman que acabavam não sendo tão rápidos quando seria desejavel. Os norte-americanos acabaram por abandonar a ideia de unidades de caça-tanques, embora tenham continuado a utilizar os veículos em operações combinadas.

O conceito modernizado

Curiosamente, o conceito de caça-tanques evoluiu de tal forma que já no final do século XX voltaram a aparecer viaturas que adaptaram o conceito norte-americano de caça tanques, desenvolvendo viaturas rápidas mas fracamente blindadas. Por isso há modelos de viaturas mais modernas que também cabem nesta designação, embora ela tenha muito mais que ver com a doutrina de cada força.

Ao contrário dos caça-tanques segundo o conceito alemão e soviético da II Guerra Mundial, os actuais seguem o conceito e doutrina americana.
Isto faz com que na prática o conceito de «caça-tanque» se confunda com a viatura pesada de reconhecimento, que seguindo um conceito parecido, tem alta mobilidade (normalmente é uma viatura sobre rodas) mas pode atacar em caso de necessidade carros de combate pesados do inimigo, embora com riscos elevados.

Exemplos desse tipo de utilização dual, são o Panhard EBR que curiosamente estava armado com uma arma derivada da que equipava o carro de combate alemão Panther e o caça-tanques Panzerjager-IV.
O conceito também se confunde com o de «tanque leve».

Presentemente e seguindo este conceito são comercializadas várias viaturas do tipo, tanto nos Estados Unidos (Striker) como na Rússia (Sprut-SD) e na Europa (Centauro), China (PTL-02) e África do Sul (Rooikat).