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Carro de combate pesado



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Abrams M1
Carro de combate pesado (Detroit Tank Factory)
Abrams M1

Projeto: Detroit Tank Factory
Estados Unidos da América
Dimensões
Comprimento
Comprimento máximo
Largura
Altura
Altura máxima
7.92
9.76m
3.66m
2.38M
Peso vazio
Peso / combate
Cap. Carga
Reboque
52t
54.4t
N/disponivel
N/disponivel
Motor / potência / capacidades
Motor
Potência
Vel. maxima
Terr. Irregular
Turbina / Lycoming Textron AGT1500
1500cv
72 Km/h
48 Km/h
Tração
Tanque combustivel
Autonomia
Tripulação
Lagartas
N/disponível
450Km
4
60º
40º
N/disponivel
2.74M
1.24M

Armamento básico
- 1 x 105mm M68 (Calibre: 105mm - Alcance estimado de 4.4Km a 4.4Km)
Sistema de radar auxiliar:

País: Estados Unidos da América
Designação Local:Abrams
Qtd: Máx:7200 - Qtd. em serviço:0
Situação: Convertido
Operacionalidade:
A primeira versão do M1 entrou ao serviço do exército americano em 1979. Eles não foram utilizados operacionalmente em nenhuma situação específica, porque poucos anos depois foi tomada a decisão de converter a maioria dos tanques M1 para o padrão M1A1 com canhão de 120mm e electrónica mais sofisticada.

Todos os M1 foram retirados de serviço e parte deles reconvertidos.
Os Estados Unidos continuam a possuir grande número de viaturas deste tipo usadas em depósito, que podem ser utilizadas para produzir novos carros.


Forum de discussão

O M1 foi o primeiro dos tanques Abrams, e por razões de uniformização, foi inicialmente decidido equipa-lo com o canhão de 105mm que equipava os tanques M-48 e M-60 do exército americano. A opção não foi a melhor, pois rapidament os norte-americanos se deram conta de que o seu tanque ficava abaixo de outros concorrentes em termos de poder de fogo. Quer os alemães com o Leopard-II, os britânicos Challenger ou os franceses e italianos que também anunciavam na altura o que viria a ser o Leclerc francês e o Ariete italiano, tinham preferência por canhões de 120mm. A União Soviética, igualmente começava a tornar standard o canhão de 125mm to T-72 e do T-80.

O Abrams M1, teve uma vida útil relativamente curta.

Os norte-americanos ainda tentaram vender o tanque para a Arábia Saudita, onde entrou numa concorrência com tanques como o Challenger britânico, o Osorio brasileiro e o AMX francês, mas os sauditas não se mostraram interessados no Abrams M1 e optaram por adquirir o Abrams M1A1, já equipado com canhão de 120mm.

Informação genérica:
Os carros de combate Abrams, têm a sua origem nos anos 60, quando os Estados Unidos e a República Federal da Alemanha iniciaram um plano conjunto para o desenho de um carro de combate que fosse utilizado pelos dois países O projecto foi baptizado de MBT-70.

As diferentes especificações e os diferentes objectivos e conceitos de cada uma das forças armadas, levaram a que o projecto não tivesse seguimento e por isso os Estados Unidos decidiram continuar as pesquisas para o seu próprio tanque.

Em Junho de 1973 foram assinados contratos com a Chrysler Corporation, que construiu o M-60 e a General Motors que tinha sido a empresa americana envolvida com o projecto do MBT-70, para o desenvolvimento do tanque que deveria substituir o M-60.
O projecto ficou conhecido como XM1 e os primeiros protótipos foram entregues em 1976, tendo sido escolhido o projecto da Chrysler. Os primeiros XM1 começaram a ser produzidos em 1976 e as entregas dos 7.250 tanques encomendados começaram no inicio de 1980. Os tanques, que passaram a ser conhecidos como M1 Abrams eram na altura os mais sofisticados do mundo em termos de sistemas electrónicos.

Quanto ao armamento principal, inicialmente os norte-americanos optaram pelo canhão de 105mm (que os alemães não quiseram aceitar para o MBT-70).

Motor a turbina

O seu motor a turbina, que aquecia tremendamente e consumia grandes quantidades de combustível foi desde o inicio o principal calcanhar de Aquiles do tanque. O consumo representa um problema porque implica a necessidade de transportar grandes quantidades de combustível, enquanto que o calor do motor transforma o Abrams num alvo apetecivel para mísseis que utilizam sistemas de orientação IR, que detetam calor.

No entanto, o sistema motriz foi mantido por causa da sua grande flexibilidade. A sua aceleração, que permite atingir 30km/h em pouco mais de 6 segundos aumenta muito a probabilidade de sobrevivência, principalmente quando os Abrams receberm sistemas de detecção de ameaças.

O motor a turbina, tem a potência limitada para impedir o Abrams de atingir velocidades superiores a 40 milhas por hora.
A turbina poderia fazer o tanque atingir velocidades muito superiores mas o sistema de transmissão não aguentaria o esforço.

Além disso, os defensores deste sistema de propulsão, defendem que por possuir apenas duas partes móveis, o motor é mais resistente às consequências das vibrações que se produzem quando o carro de combate atinge altas velocidades.

A produção do M1 ainda não estava completa, quando surgiu a clara necessidade de modificar o M1, adicionando-lhe um novo canhão, como forma de garantir superioridade sobre os novos tanques soviéticos do tipo T-80.
O novo tanque, chamado de M1A1 foi equipado com o canhão alemão de 120mm de alma lisa que equipava o meio irmão do Abrams, o Leopard-II e recebeu refinamentos electrónicos e uma blindagem mais eficiente, com placas laminadas, utilizando vários componentes, entre os quais o urânio empobrecido(exaurido).
O tanque foi equipado com um sistema NBQ mais eficiente e passou a utilizar munição «flecha» de urânio empobrecido e com um sistema de protecção contra incêndios.

O M1A1 foi fornecido a vários países e fabricado sob licença no Egipto.

A mais recente versão do Abrams, é a M1A2-SEP (System Enhanced Program), a qual se baseia no anterior M1A1, mantendo o mesmo sistema de suspensão, motor e canhão principal, mas dispondo de sistemas electrónicos muito mais sofisticados. O tanque passa a ser controlado através de painéis digitais e a maioria dos sistemas estão completamente integrados de forma a permitir à tripulação um controlo quase completo e instintivo do tanque.


Notas:

Desde 1993 que não é produzido um único M1 Abrams. Todos os veículos construidos depois são na realidade reconstruções de viaturas retiradas de serviço.
A reconstrução de cada carro de combate demora quatro meses e o custo é praticamente o de um veículo novo.

Desde que entrou ao serviço, existe apenas notícia de um M1 Abrams destruido por um tanque inimigo, um T-72, que não sobreviveu ao recontro.
Vários exemplares foram destruidos por armamento anti-tanque ou por armadilhas explosivas.
Existem também muitas imagens de Abrams destruidos, que foram danificados e abandonados pela tripulação e posteriormente destruidos pela aviação americana, para evitar que caissem em mãos adversárias.

Proteção

A proteção oferecida pela blindagem do Abrams, está entre as melhores em carros de combate deste nível. Ainda assim, como ocorre com este tipo de veículos, é impossível evitar a destruição da viatura, perante disparos de armas anti-tanque disparadas de muito curtas distâncias, bem como é impossível evitar danos extensos, quando uma viatura do tipo é vítima de um dispositivo explosivo improvisado.

Quase todos os Abrams perdidos em situações de combate, foram perdidos para armas de infantaria (RPG's e mísseis anti-tanques) ou para minas anti-tanque ou dispositivos explosivos improvisados ativados à distância.

Há apenas conhecimento de um recontro entre um grupo de T-72 iraquianos e um carro de combate Abrams, que resultou em um M1-A1 destruído, embora o T-72 tenha igualmente sido perdido.