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Carro de combate pesado



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Carro de combate pesado (General Dynamics)
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Projeto: General Dynamics
Estados Unidos da América
Dimensões
Comprimento
Comprimento máximo
Largura
Altura
Altura máxima
7.92
9.76m
3.65m
2.38M
Peso vazio
Peso / combate
Cap. Carga
Reboque
58t
61.3t
N/disponivel
N/disponivel
Motor / potência / capacidades
Motor
Potência
Vel. maxima
Terr. Irregular
Turbina / Lycoming Textron AGT1500
1500cv
67 Km/h
48 Km/h
Tração
Tanque combustivel
Autonomia
Tripulação
Lagartas
N/disponível
440Km
4
60º
40º
N/disponivel
2.74M
1.24M

Armamento básico
- 1 x 120mm L/44 - M256 (Calibre: 120mm - Alcance estimado de 2.5Km a 3.1Km)
Sistema de radar auxiliar:

País: Australia
Designação Local:Abrams M1A1
Qtd: Máx:59 - Qtd. em serviço:20
Situação: Em serviço
Operacionalidade:
A Austrália adquiriu 58 unidades do tanque M1A1, para substituir mais de uma centena de tanques Leopard 1 que tinha ao serviço na sua única brigada blindada.

Os tanques australianos foram adquiridos tendo em consideração a possibilidade de utilização internacional, em cooperação com as forças armadas dos Estados Unidos.

Em caso de intervenção australiana no exterior, está previsto que os tanques australianos não sejam movidos da Austrália, pois uma vez que os veículos serão exactamente iguais aos americanos, estes poderão transportar ou disponibilizar tanques seus para utilização por tripulações australianas.


Forum de discussão

Os Abrams M1-A1, são a primeira modificação do tanque Abrams-M1, e foram introduzidos em 1986 pouco tempo depois de os modelo anterior terem sido totalmente incorporados nas forças armadas dos Estados Unidos.

A principal diferença do M1-A1 para o anterior M1, é a inclusão do novo canhão modelo M268 de 120mm de alma lisa, Embora fabricado nos Estados Unidos trata-se na realidade de uma versão fabricada sob licença da Rheinmetal alemã. O canhão é a versão americana da arma principal utilizada pelo tanque Leopard-II até à versão A5.

O Abrams, M1A1 ganhou uma grande projecção internacional, por ter sido o tanque que em 1991 participou como ponta de lança na invasão do Koweit. Nessa altura, a superioridade do seu canhão de 120mm juntamente com os sistemas electro-ópticos de designação do alvo, levaram a que centenas de tanques T-72 de fabrico soviético fossem destruidos.

Com capacidade para destruir um T-72 a 2500m de distância, o Abrams não tinha na realidade um concorrente à altura entre os carros de combate do antigo Pacto de Varsóvia.

No entanto, os rápidos desenvolvimentos tecnológicos ao logo dos anos 90, levaram a que fosse consiuderada a possibilidade de aumentar a sofisticação do Abrams M1, aumentando a blindagem e a capacidade táctica das unidades blindadas no campo de batalha.

Informação genérica:
Os carros de combate Abrams, têm a sua origem nos anos 60, quando os Estados Unidos e a República Federal da Alemanha iniciaram um plano conjunto para o desenho de um carro de combate que fosse utilizado pelos dois países O projecto foi baptizado de MBT-70.

As diferentes especificações e os diferentes objectivos e conceitos de cada uma das forças armadas, levaram a que o projecto não tivesse seguimento e por isso os Estados Unidos decidiram continuar as pesquisas para o seu próprio tanque.

Em Junho de 1973 foram assinados contratos com a Chrysler Corporation, que construiu o M-60 e a General Motors que tinha sido a empresa americana envolvida com o projecto do MBT-70, para o desenvolvimento do tanque que deveria substituir o M-60.
O projecto ficou conhecido como XM1 e os primeiros protótipos foram entregues em 1976, tendo sido escolhido o projecto da Chrysler. Os primeiros XM1 começaram a ser produzidos em 1976 e as entregas dos 7.250 tanques encomendados começaram no inicio de 1980. Os tanques, que passaram a ser conhecidos como M1 Abrams eram na altura os mais sofisticados do mundo em termos de sistemas electrónicos.

Quanto ao armamento principal, inicialmente os norte-americanos optaram pelo canhão de 105mm (que os alemães não quiseram aceitar para o MBT-70).

Motor a turbina

O seu motor a turbina, que aquecia tremendamente e consumia grandes quantidades de combustível foi desde o inicio o principal calcanhar de Aquiles do tanque. O consumo representa um problema porque implica a necessidade de transportar grandes quantidades de combustível, enquanto que o calor do motor transforma o Abrams num alvo apetecivel para mísseis que utilizam sistemas de orientação IR, que detetam calor.

No entanto, o sistema motriz foi mantido por causa da sua grande flexibilidade. A sua aceleração, que permite atingir 30km/h em pouco mais de 6 segundos aumenta muito a probabilidade de sobrevivência, principalmente quando os Abrams receberm sistemas de detecção de ameaças.

O motor a turbina, tem a potência limitada para impedir o Abrams de atingir velocidades superiores a 40 milhas por hora.
A turbina poderia fazer o tanque atingir velocidades muito superiores mas o sistema de transmissão não aguentaria o esforço.

Além disso, os defensores deste sistema de propulsão, defendem que por possuir apenas duas partes móveis, o motor é mais resistente às consequências das vibrações que se produzem quando o carro de combate atinge altas velocidades.

A produção do M1 ainda não estava completa, quando surgiu a clara necessidade de modificar o M1, adicionando-lhe um novo canhão, como forma de garantir superioridade sobre os novos tanques soviéticos do tipo T-80.
O novo tanque, chamado de M1A1 foi equipado com o canhão alemão de 120mm de alma lisa que equipava o meio irmão do Abrams, o Leopard-II e recebeu refinamentos electrónicos e uma blindagem mais eficiente, com placas laminadas, utilizando vários componentes, entre os quais o urânio empobrecido(exaurido).
O tanque foi equipado com um sistema NBQ mais eficiente e passou a utilizar munição «flecha» de urânio empobrecido e com um sistema de protecção contra incêndios.

O M1A1 foi fornecido a vários países e fabricado sob licença no Egipto.

A mais recente versão do Abrams, é a M1A2-SEP (System Enhanced Program), a qual se baseia no anterior M1A1, mantendo o mesmo sistema de suspensão, motor e canhão principal, mas dispondo de sistemas electrónicos muito mais sofisticados. O tanque passa a ser controlado através de painéis digitais e a maioria dos sistemas estão completamente integrados de forma a permitir à tripulação um controlo quase completo e instintivo do tanque.


Notas:

Desde 1993 que não é produzido um único M1 Abrams. Todos os veículos construidos depois são na realidade reconstruções de viaturas retiradas de serviço.
A reconstrução de cada carro de combate demora quatro meses e o custo é praticamente o de um veículo novo.

Desde que entrou ao serviço, existe apenas notícia de um M1 Abrams destruido por um tanque inimigo, um T-72, que não sobreviveu ao recontro.
Vários exemplares foram destruidos por armamento anti-tanque ou por armadilhas explosivas.
Existem também muitas imagens de Abrams destruidos, que foram danificados e abandonados pela tripulação e posteriormente destruidos pela aviação americana, para evitar que caissem em mãos adversárias.

Proteção

A proteção oferecida pela blindagem do Abrams, está entre as melhores em carros de combate deste nível. Ainda assim, como ocorre com este tipo de veículos, é impossível evitar a destruição da viatura, perante disparos de armas anti-tanque disparadas de muito curtas distâncias, bem como é impossível evitar danos extensos, quando uma viatura do tipo é vítima de um dispositivo explosivo improvisado.

Quase todos os Abrams perdidos em situações de combate, foram perdidos para armas de infantaria (RPG's e mísseis anti-tanques) ou para minas anti-tanque ou dispositivos explosivos improvisados ativados à distância.

Há apenas conhecimento de um recontro entre um grupo de T-72 iraquianos e um carro de combate Abrams, que resultou em um M1-A1 destruído, embora o T-72 tenha igualmente sido perdido.