Dados sobre países utilizadores:


Listar veículos do tipo
Carro de combate pesado



Veículos idênticos ou relacionados:


Abrams M1
Carro de combate pesado

Abrams M1-A1/A2
Carro de combate pesado

Abrams M1-A2 SEP
Carro de combate pesado

 

Abrams M1-A1/A2
Carro de combate pesado (General Dynamics)
Abrams M1-A1/A2

Projeto: General Dynamics
Estados Unidos da América
Dimensões
Comprimento
Comprimento máximo
Largura
Altura
Altura máxima
7.92
9.76m
3.65m
2.38M
Peso vazio
Peso / combate
Cap. Carga
Reboque
58t
61.3t
N/disponivel
N/disponivel
Motor / potência / capacidades
Motor
Potência
Vel. maxima
Terr. Irregular
Turbina / Lycoming Textron AGT1500
1500cv
67 Km/h
48 Km/h
Tração
Tanque combustivel
Autonomia
Tripulação
Lagartas
N/disponível
440Km
4
60º
40º
N/disponivel
2.74M
1.24M

Armamento básico
- 1 x 120mm L/44 - M256 (Calibre: 120mm - Alcance estimado de 2.5Km a 3.1Km)
Sistema de radar auxiliar:

País: Estados Unidos da América
Designação Local:Abrams M1A1
Qtd: Máx:6000 - Qtd. em serviço:4000
Situação: Em serviço
Operacionalidade:
O exército americano começou a utilizar o M1A1 logo em meados dos anos 80 e o tanque teve o seu primeiro confronto a sério em 1991 durante a operação «Desert Storm» ou «Tempestade do deserto».
Nessa operação de invasão do sul do Iraque e de libertação do Koweit, as unidades blindadas americanas, que utilizaram os Abrams na sua vanguarda, utilizaram a enorme vantagem do canhão Rheinmetal L/44 sobre os canhões dos tanques de fabrico soviético T-72, os quais em grande parte foram destruidos sem que conseguissem chegar à distância minima de disparo.

O Abrams foi utilizado conjuntamente com outros meios blindados como o M-60A3, e na sua tarefa de destruir as unidades blindadas iraquianas foi extremamente auxiliado por aeronaves especializadas na luta anti-tanque como o A-10 Warthdog.


Forum de discussão

Os Abrams M1-A1, são a primeira modificação do tanque Abrams-M1, e foram introduzidos em 1986 pouco tempo depois de os modelo anterior terem sido totalmente incorporados nas forças armadas dos Estados Unidos.

A principal diferença do M1-A1 para o anterior M1, é a inclusão do novo canhão modelo M268 de 120mm de alma lisa, Embora fabricado nos Estados Unidos trata-se na realidade de uma versão fabricada sob licença da Rheinmetal alemã. O canhão é a versão americana da arma principal utilizada pelo tanque Leopard-II até à versão A5.

O Abrams, M1A1 ganhou uma grande projecção internacional, por ter sido o tanque que em 1991 participou como ponta de lança na invasão do Koweit. Nessa altura, a superioridade do seu canhão de 120mm juntamente com os sistemas electro-ópticos de designação do alvo, levaram a que centenas de tanques T-72 de fabrico soviético fossem destruidos.

Com capacidade para destruir um T-72 a 2500m de distância, o Abrams não tinha na realidade um concorrente à altura entre os carros de combate do antigo Pacto de Varsóvia.

No entanto, os rápidos desenvolvimentos tecnológicos ao logo dos anos 90, levaram a que fosse consiuderada a possibilidade de aumentar a sofisticação do Abrams M1, aumentando a blindagem e a capacidade táctica das unidades blindadas no campo de batalha.

Informação genérica:
Os carros de combate Abrams, têm a sua origem nos anos 60, quando os Estados Unidos e a República Federal da Alemanha iniciaram um plano conjunto para o desenho de um carro de combate que fosse utilizado pelos dois países O projecto foi baptizado de MBT-70.

As diferentes especificações e os diferentes objectivos e conceitos de cada uma das forças armadas, levaram a que o projecto não tivesse seguimento e por isso os Estados Unidos decidiram continuar as pesquisas para o seu próprio tanque.

Em Junho de 1973 foram assinados contratos com a Chrysler Corporation, que construiu o M-60 e a General Motors que tinha sido a empresa americana envolvida com o projecto do MBT-70, para o desenvolvimento do tanque que deveria substituir o M-60.
O projecto ficou conhecido como XM1 e os primeiros protótipos foram entregues em 1976, tendo sido escolhido o projecto da Chrysler. Os primeiros XM1 começaram a ser produzidos em 1976 e as entregas dos 7.250 tanques encomendados começaram no inicio de 1980. Os tanques, que passaram a ser conhecidos como M1 Abrams eram na altura os mais sofisticados do mundo em termos de sistemas electrónicos.

Quanto ao armamento principal, inicialmente os norte-americanos optaram pelo canhão de 105mm (que os alemães não quiseram aceitar para o MBT-70).

Motor a turbina

O seu motor a turbina, que aquecia tremendamente e consumia grandes quantidades de combustível foi desde o inicio o principal calcanhar de Aquiles do tanque. O consumo representa um problema porque implica a necessidade de transportar grandes quantidades de combustível, enquanto que o calor do motor transforma o Abrams num alvo apetecivel para mísseis que utilizam sistemas de orientação IR, que detetam calor.

No entanto, o sistema motriz foi mantido por causa da sua grande flexibilidade. A sua aceleração, que permite atingir 30km/h em pouco mais de 6 segundos aumenta muito a probabilidade de sobrevivência, principalmente quando os Abrams receberm sistemas de detecção de ameaças.

O motor a turbina, tem a potência limitada para impedir o Abrams de atingir velocidades superiores a 40 milhas por hora.
A turbina poderia fazer o tanque atingir velocidades muito superiores mas o sistema de transmissão não aguentaria o esforço.

Além disso, os defensores deste sistema de propulsão, defendem que por possuir apenas duas partes móveis, o motor é mais resistente às consequências das vibrações que se produzem quando o carro de combate atinge altas velocidades.

A produção do M1 ainda não estava completa, quando surgiu a clara necessidade de modificar o M1, adicionando-lhe um novo canhão, como forma de garantir superioridade sobre os novos tanques soviéticos do tipo T-80.
O novo tanque, chamado de M1A1 foi equipado com o canhão alemão de 120mm de alma lisa que equipava o meio irmão do Abrams, o Leopard-II e recebeu refinamentos electrónicos e uma blindagem mais eficiente, com placas laminadas, utilizando vários componentes, entre os quais o urânio empobrecido(exaurido).
O tanque foi equipado com um sistema NBQ mais eficiente e passou a utilizar munição «flecha» de urânio empobrecido e com um sistema de protecção contra incêndios.

O M1A1 foi fornecido a vários países e fabricado sob licença no Egipto.

A mais recente versão do Abrams, é a M1A2-SEP (System Enhanced Program), a qual se baseia no anterior M1A1, mantendo o mesmo sistema de suspensão, motor e canhão principal, mas dispondo de sistemas electrónicos muito mais sofisticados. O tanque passa a ser controlado através de painéis digitais e a maioria dos sistemas estão completamente integrados de forma a permitir à tripulação um controlo quase completo e instintivo do tanque.


Notas:

Desde 1993 que não é produzido um único M1 Abrams. Todos os veículos construidos depois são na realidade reconstruções de viaturas retiradas de serviço.
A reconstrução de cada carro de combate demora quatro meses e o custo é praticamente o de um veículo novo.

Desde que entrou ao serviço, existe apenas notícia de um M1 Abrams destruido por um tanque inimigo, um T-72, que não sobreviveu ao recontro.
Vários exemplares foram destruidos por armamento anti-tanque ou por armadilhas explosivas.
Existem também muitas imagens de Abrams destruidos, que foram danificados e abandonados pela tripulação e posteriormente destruidos pela aviação americana, para evitar que caissem em mãos adversárias.

Proteção

A proteção oferecida pela blindagem do Abrams, está entre as melhores em carros de combate deste nível. Ainda assim, como ocorre com este tipo de veículos, é impossível evitar a destruição da viatura, perante disparos de armas anti-tanque disparadas de muito curtas distâncias, bem como é impossível evitar danos extensos, quando uma viatura do tipo é vítima de um dispositivo explosivo improvisado.

Quase todos os Abrams perdidos em situações de combate, foram perdidos para armas de infantaria (RPG's e mísseis anti-tanques) ou para minas anti-tanque ou dispositivos explosivos improvisados ativados à distância.

Há apenas conhecimento de um recontro entre um grupo de T-72 iraquianos e um carro de combate Abrams, que resultou em um M1-A1 destruído, embora o T-72 tenha igualmente sido perdido.