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Carro de combate pesado



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Abrams M1-A2 SEP
Carro de combate pesado (General Dynamics)
Abrams M1-A2 SEP

Projeto: General Dynamics
Estados Unidos da América
Dimensões
Comprimento
Comprimento máximo
Largura
Altura
Altura máxima
7.92
9.76m
3.65m
2.38M
Peso vazio
Peso / combate
Cap. Carga
Reboque
59t
63t
N/disponivel
N/disponivel
Motor / potência / capacidades
Motor
Potência
Vel. maxima
Terr. Irregular
Turbina / Lycoming Textron AGT1500
1500cv
68 Km/h
48 Km/h
Tração
Tanque combustivel
Autonomia
Tripulação
Lagartas
N/disponível
420Km
4
60º
40º
N/disponivel
2.74M
1.24M

Armamento básico
- 1 x 120mm L/44 - M256 (Calibre: 120mm - Alcance estimado de 2.5Km a 3.1Km)
Sistema de radar auxiliar:


Forum de discussão

O M1-A2SEP é uma série derivada da terceira série do tanque Abrams e relativamente à versão anterior ele não apresenta grandes alterações visiveis do exterior.

Embora os primeiros estudos tenham sido iniciados em 1994, a encomenda para a conversão de 240 exemplares para o standard SEP foi colocada em 2001.
Embora após esta encomenda tenha sido decidido cancelar o desenvolvimento futuro de outras versões, em 2005, foi feita uma nova encomenda para mais 60 conversões de M1A2 para o padrão M1A2-SEP. Em 2006, foram entregues mais 240, elevando o número total de conversões para 540. Esse número viria a ser aumentado, com uma encomenda adicional para mais 240 unidades em 2007, já numa configuração ligeiramente melhorada. Em Fevereiro de 2008, foi encomendada a conversão de mais 435 exemplares.
O número total de M1A1 SEP atinge assim 1215.

O M1A2 SEP é mais sofisticado em termos de sistemas de combate e de interligação em ambiente de rede informática que permite uma utilização do veículo do ponto de vista táctico, muito mais eficiente, tendo sido especialmente desenhada para aumentar as capacidades de defesa do veículo com blindagem mais eficiente e sistemas activos de protecção.

Entre outras vantagens sobre a versão anterior o M1A2 SEP pode combater de noite e os seus sensores são capazes de «adquirir um alvo» a grande distância de noite ou de dia e encontrar uma solução de tiro com grande percentagem de probabilidade de acerto. O sistema operativo do tanque propõem ao comandante várias soluções possíveis e dá automaticamente uma lista de possíveis alvos a atingir, tendo o comandante apenas que carregar num botão num painel, para que o tanque proceda de forma praticamente automática.



Recentemente, um novo desenvolvimento do M1-A2 foi apresentado, tendo em vista as necessidades em ambientes de guerra assimétrica. Trata-se do M1-A2 «TUSK».

T.U.S.K. Significa Tank Urban Survival Kit, ou «Kit de sobrevivência urbana para tanques». Ele é equivalente ao kit «PSO» do Leopard-2 alemão ou ao «AZUR» do tanque Leclerc da França.


M1A2 «Tusk»


As modificações destinam-se a aumentar a segurança e protecção das tripulações dos tanques em ambiente urbano.
A primeira modernização consiste na colocação de uma metralhadora 12.7mm controlada remotamente do interior do veículo, evitando a necessidade de operar uma metralhadora sem proteção. Além disso o kit inclui módulos de blindagem reactiva uma proteção adicional para uma metralhadora 7.62 operada manualmente, um sistema de comunicação com a infantaria de apoio do veículo.

O kit TUSK pode ser adaptado em carros M1-A2, mas em caso de necessidade também pode ser adaptado aos M1-A1 mais antigos.

Informação genérica:
Os carros de combate Abrams, têm a sua origem nos anos 60, quando os Estados Unidos e a República Federal da Alemanha iniciaram um plano conjunto para o desenho de um carro de combate que fosse utilizado pelos dois países O projecto foi baptizado de MBT-70.

As diferentes especificações e os diferentes objectivos e conceitos de cada uma das forças armadas, levaram a que o projecto não tivesse seguimento e por isso os Estados Unidos decidiram continuar as pesquisas para o seu próprio tanque.

Em Junho de 1973 foram assinados contratos com a Chrysler Corporation, que construiu o M-60 e a General Motors que tinha sido a empresa americana envolvida com o projecto do MBT-70, para o desenvolvimento do tanque que deveria substituir o M-60.
O projecto ficou conhecido como XM1 e os primeiros protótipos foram entregues em 1976, tendo sido escolhido o projecto da Chrysler. Os primeiros XM1 começaram a ser produzidos em 1976 e as entregas dos 7.250 tanques encomendados começaram no inicio de 1980. Os tanques, que passaram a ser conhecidos como M1 Abrams eram na altura os mais sofisticados do mundo em termos de sistemas electrónicos.

Quanto ao armamento principal, inicialmente os norte-americanos optaram pelo canhão de 105mm (que os alemães não quiseram aceitar para o MBT-70).

Motor a turbina

O seu motor a turbina, que aquecia tremendamente e consumia grandes quantidades de combustível foi desde o inicio o principal calcanhar de Aquiles do tanque. O consumo representa um problema porque implica a necessidade de transportar grandes quantidades de combustível, enquanto que o calor do motor transforma o Abrams num alvo apetecivel para mísseis que utilizam sistemas de orientação IR, que detetam calor.

No entanto, o sistema motriz foi mantido por causa da sua grande flexibilidade. A sua aceleração, que permite atingir 30km/h em pouco mais de 6 segundos aumenta muito a probabilidade de sobrevivência, principalmente quando os Abrams receberm sistemas de detecção de ameaças.

O motor a turbina, tem a potência limitada para impedir o Abrams de atingir velocidades superiores a 40 milhas por hora.
A turbina poderia fazer o tanque atingir velocidades muito superiores mas o sistema de transmissão não aguentaria o esforço.

Além disso, os defensores deste sistema de propulsão, defendem que por possuir apenas duas partes móveis, o motor é mais resistente às consequências das vibrações que se produzem quando o carro de combate atinge altas velocidades.

A produção do M1 ainda não estava completa, quando surgiu a clara necessidade de modificar o M1, adicionando-lhe um novo canhão, como forma de garantir superioridade sobre os novos tanques soviéticos do tipo T-80.
O novo tanque, chamado de M1A1 foi equipado com o canhão alemão de 120mm de alma lisa que equipava o meio irmão do Abrams, o Leopard-II e recebeu refinamentos electrónicos e uma blindagem mais eficiente, com placas laminadas, utilizando vários componentes, entre os quais o urânio empobrecido(exaurido).
O tanque foi equipado com um sistema NBQ mais eficiente e passou a utilizar munição «flecha» de urânio empobrecido e com um sistema de protecção contra incêndios.

O M1A1 foi fornecido a vários países e fabricado sob licença no Egipto.

A mais recente versão do Abrams, é a M1A2-SEP (System Enhanced Program), a qual se baseia no anterior M1A1, mantendo o mesmo sistema de suspensão, motor e canhão principal, mas dispondo de sistemas electrónicos muito mais sofisticados. O tanque passa a ser controlado através de painéis digitais e a maioria dos sistemas estão completamente integrados de forma a permitir à tripulação um controlo quase completo e instintivo do tanque.


Notas:

Desde 1993 que não é produzido um único M1 Abrams. Todos os veículos construidos depois são na realidade reconstruções de viaturas retiradas de serviço.
A reconstrução de cada carro de combate demora quatro meses e o custo é praticamente o de um veículo novo.

Desde que entrou ao serviço, existe apenas notícia de um M1 Abrams destruido por um tanque inimigo, um T-72, que não sobreviveu ao recontro.
Vários exemplares foram destruidos por armamento anti-tanque ou por armadilhas explosivas.
Existem também muitas imagens de Abrams destruidos, que foram danificados e abandonados pela tripulação e posteriormente destruidos pela aviação americana, para evitar que caissem em mãos adversárias.

Proteção

A proteção oferecida pela blindagem do Abrams, está entre as melhores em carros de combate deste nível. Ainda assim, como ocorre com este tipo de veículos, é impossível evitar a destruição da viatura, perante disparos de armas anti-tanque disparadas de muito curtas distâncias, bem como é impossível evitar danos extensos, quando uma viatura do tipo é vítima de um dispositivo explosivo improvisado.

Quase todos os Abrams perdidos em situações de combate, foram perdidos para armas de infantaria (RPG's e mísseis anti-tanques) ou para minas anti-tanque ou dispositivos explosivos improvisados ativados à distância.

Há apenas conhecimento de um recontro entre um grupo de T-72 iraquianos e um carro de combate Abrams, que resultou em um M1-A1 destruído, embora o T-72 tenha igualmente sido perdido.