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Caça-tanques



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Projeto: Porsche
Alemanha
Dimensões
Comprimento
Comprimento máximo
Largura
Altura
Altura máxima
7.5
8.128m
3.378m
3M
Peso vazio
Peso / combate
Cap. Carga
Reboque
59t
65t
N/disponivel
N/disponivel
Motor / potência / capacidades
Motor
Potência
Vel. maxima
Terr. Irregular
2x Maybach HL120TRM V12 / gas.
530cv
20 Km/h
10 Km/h
Tração
Tanque combustivel
Autonomia
Tripulação
Lagartas
950 Litros
150Km
6
30º
35º
1M
2.65M
0.8M

Armamento básico
- 1 x 88mm KwK Mod.43 L/71 (Calibre: 88mm - Alcance estimado de 1.8Km a 3.5Km)
- 1 x 7.92mm MG-34 L/57 «Dreyse» (Calibre: 7.92mm - Alcance estimado de 1.2Km a 1.2Km)
Sistema de radar auxiliar:


Forum de discussão

O Ferdinand, é o resultado do falhanço da Porsche na sua concorrência com a MAN para o fornecimento do Tiger-I ao exército alemão.

O projecto aprovado para o Tiger, acabou sendo o da empresa MAN, mas tinham entretanto sido contruidas quase 100 unidades do chassis do Tiger-I proposto pela Porsche. Essas 100 unidades já construidas precisavam ser aproveitadas, pelo que foram propostas várias soluções.
Uma delas foi a de transformar os chassis em canhões de artilharia auto-propulsados, mas a situação na frente leste e a grande necessidade de veículos blindados com capacidade anti-tanque, levou a que se optasse por terminar os chassis com um canhão fixo, produzindo assim uma versão «caça-tanques» do tanque pesado Tiger.

Os Ferdinand, distinguem-se por isso das outras viaturas pesadas alemãs, por causa do seu característico sistema de suspensão, que não utiliza as rodas interpoladas que se tornaram norma nos carros alemães como o Tiger-I, Tiger-II e Panther, juntamente com os seus derivados.

Os «Ferdinand» estavam prontos para combate quando em Agosto de 1943 foi decidido lançar o famoso ataque s Kursk. Extremamente lento, e sem um armamento de defesa proprio (uma simples metralhadora) o Ferdinand foi um fracasso durante essa famosa batalha e os sobreviventes foram enviados de volta para a Alemanha onde foram recuperados e modificados com a inclusão de uma metralhadora para defesa aproximada, uma nova cupula para o comandante com maior visibilidade, um guincho, e uma alteração na colocação dos dois motores Maybach numa posição mais central. Com as modificações o peso total do veículo carregado atingiu as 65,8 toneladas.

O Elephant

Depois das modificações introduzidas o «Ferdinand» foi oficialmente rebaptizado como «Elephant» e enviado para a Itália em Maio de 1944, onde no entanto os problemas mecânicos inerentes ao projecto inicial continuaram a afectar o modelo.

Operacionalmente ele tanto foi utlizado como canhão de assalto (a sua designação oficial) como foi utilizado como caça tanques, essencialmente como arma defensiva, função em que era mais eficiente.

A Itália, não era porém um dos cenários mais adequados para beneficiar da vantagem táctica das peças de 88mm alemãs.

Informação genérica:
O Tiger (ou Tigre) é uma familia de carros de combate alemã, fabricada no periodo final da II guerra mundial.

Embora desde os anos 30 a Alemanha tivesse considerado a necessidade de tanques muito pesados, inicialmente os alemães consideraram que os seus tanques Panzer-II Panzer-III e Panzer-IV eram perfeitamente suficientes para as necessidades futuras e por isso cancelaram durante algum tempo o desenvolvimento de tanques muito pesados.

Tudo mudou no entanto aquando da queda da França, onde os alemães entenderam que embora mecânicamente inferiores, tanto os tanques franceses Char-1-bis como os tanques britânicos Mathilda, eram demasiado blindados para os canhões dos tanques alemães, cujos projecteir pura e simplesmente não conseguiam perfurar a blindagem inimiga, tendo como única opção imobilizar os tanques inimigos tentanto disparar contra as lagartas e a suspensão.

Em 1940, são dadas ordens para prosseguir o desenvolvimento do Panzer-VI que seria conhecido como Tiger e cujo desenvolvimento levou à sua forma final em 1941.

Os Tiger entraram em produção em Agosto de 1942.

Além do tanque pesado Tiger, a familia inclui o canhão de assalto/caça tanques «Ferdinand» derivado dos primeiros Tiger de um modelo da Porsche recusado pelo exército alemão.

Tendo sido desenvolvido inicialmente nos anos 30 e também em 1940/1941 o Tiger-I não foi influenciado pelos designs soviéticos que surpreenderam os alemães a partir de Junho de 1941 depois da invasão da URSS.

Rapidamente os alemães concluiram que o Tiger-I tinha várias deficiências e não era muito superior ao KV-1 soviético. A sua blindagem vertical embora superior à de qualquer carro russo podia ser perfurada pelos canhões anti-tanque e a protecção lateral também era deficiente.

Nasce o Tiger-II

Como resultado desta análise, o desenvolvimento de futuras versões do Tiger-I foi cancelado e um novo veículo pesado começou a ser estudado, o qual teria o mesmo nome «Tiger» mas que seria na realidade um veículo completamente diferente.

Esse veículo viria a surgir na figura do Tiger-II ou Tiger-B, conhecido também no ocidente como King Tiger.

Embora partilhe o mesmo nome, trata-se na realidade de um conceito novo, pois o Tiger-B era resultado da aprendizagem durante o conflito, que pedia laterais inclinadas para aumentar a resistência da blindagem.

Como no caso do Tiger-I, também o Tiger-II foi complementado com versões para diferentes fins.

Assim, juntamente com o carro de combate pesado foi desenvolvida uma versão equipada com um canhão instalado no casco. Neste caso foi utilizado um canhão de 128mm, o maior canhão utilizado num veículo blindado em toda a guerra.

Panzerjagger
O veículo alemão do tipo caça-tanques, é uma evolução dos veículos do tipo «canhão de assalto».

Ao contrário dos tanques tradicionais típicos da arma blindada, (com uma torre e um canhão que dispara projecteis a alta velocidade destinados a perfurar a blindagem), os veículos blindados equipados com um canhão no casco (com quase nenhuma capacidade de deriva) eram vistos como inadequados pelos especialistas em blindados.

O general Guderian (ao lado), o maior especialista alemão em blindados, não gostou da ideia co «canhão de assalto», mas os custos do equipamento (mais reduzidos que os de um tanque) e a predilecção de Hitler pelo conceito condicionaram, a evolução deste tipo de armamento.

Muito por influência de Hitler, mas também como resultado da necessidade de peças anti-carro móveis na frente leste, o canhão de assalto vai ser modificado, recebendo armamento adequado para ataque contra tanques em substituição da peça de artilharia adequada para atacar infantaria. Nascerá assim o caçador de tanques ou Panzerjagger.

O facto de esse tipo de solução ser muito mais económica que o tanque convencional também levou a que cada vez maiores quantidades destes veículos fossem construídas.
O Chassis utilizado para este tipo de veículo, foi inicialmenteo o chassis do Pz.IV, e posteriormente também o tanque «Panther», foi adaptado para a aplicação deste conceito, no que resultou no mais eficiente caça-tanques da guerra.

O canhão sem deriva foi igualmente aplicado em chassis pesados, como os do tanque «Tiger-I» e «Tiger-II» e em chassis mais leves como o do tanque 38(t), de que resultou o blindado «Hetzer».

Embora eficiente contra os tanques russos, por causa do potente armamento que levava instalado, o principal problema dos caça-tanques residia no facto de para disparar, todo o veículo ter que ser apontado para o alvo.

Conceito eminentemente defensivo

Os vários tipo de «Panzerjagger» ou caça-tanques têm um armamento principal mais poderoso que os tanques convencionais de chassis equivalente, mas ao contrário do que o nome «caça tanques» pode indicar, ele não se destinava a procurar tanques inimigos para os destruir.
Na verdade o «caça tanques», é uma arma eminentemente defensiva, com função anti-tanque.

A doutrina que preside à utilização desta arma implica que o caça-tanques deveria aguardar a aproximação do inimigo para o destruir desde uma posição oculta e segura, aproveitando ao mesmo tempo a vantagem táctica dada por um canhão de maior alcance.

Os caça-tanques deveriam posicionar-se em grupos, ocultos nos flancos de uma área por onde se esperasse o avanço dos blindados inimigos, estabelecendo um corredor defensivo.
Eles poderiam ser utilizados em conjunção com os tanques, como apoio para o avanço. De posições fixas, eles aproveitariam a vantagem do calibre, para destruir alvos inimigos, apoiando o avanço dos tanques. Depois de tomada uma posição, os caça tanques voltariam a avançar para novas posições fixas de onde repeteriam a operação.

Caso os tanques tivessem que retirar, a área de retirada seria sempre por um caminho pré definido, onde os caça-tanques estivessem em posição, nos flancos, para atacar o inimigo que viria em perseguição dos tanques.

Grandes quantidades de tanques Sherman, T-34, KV-1 e IS-2 foram destruídos por armas deste tipo, especialmente na fase final da II guerra mundial, conflito durante o qual, as industrias norte-americana e soviética, demonstraram no entanto capacidade para fabricar carros de combate a um ritmo mais elevado que aquele a que eles eram destruídos pelos alemães.