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Caça-tanques



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PanzerJager VI «JagdTiger»
Caça-tanques (Henschel)
PanzerJager VI «JagdTiger»

Projeto: Henschel
Alemanha
Dimensões
Comprimento
Comprimento máximo
Largura
Altura
Altura máxima
8
10.5m
3.77m
2.95M
Peso vazio
Peso / combate
Cap. Carga
Reboque
72t
75.2t
N/disponivel
N/disponivel
Motor / potência / capacidades
Motor
Potência
Vel. maxima
Terr. Irregular
Maybach HL 230 P30 12cyl gas.
600cv
35 Km/h
10 Km/h
Tração
Tanque combustivel
Autonomia
Tripulação
Lagartas
860 Litros
100Km
6
35º
25º
1.7M
1.8M
0.8M

Armamento básico
- 1 x 128mm PaK 44 L/55 (Calibre: 128mm - Alcance estimado de 0.2Km a 4Km)
Sistema de radar auxiliar:

País: III Reich / Alemanha
Designação Local:SdKfz 186 Ausf.B
Qtd: Máx:88 - Qtd. em serviço:0
Situação: Retirado
Operacionalidade:
A produção do Jagdtiger com canhão de 128mm foi muito afectada pela prioridade dada aos tanques pesados do tipo Tiger-B que partilhavam o mesmo chassis.

Como em muitos outros modelos «Tiger» coexistiram também veículos com transmissão Porsche e Henschel, embora os numeros da Porsche fossem menos significativos, pois apenas 11 unidades foram fabricadas, do total de 88 Jagdtiger produzidos..

Foram produzidos apenas 11 veículos com suspensão Porsche contra 77 com suspensão Henschel.


Forum de discussão

O «Jagdtiger», corresponde à versão «caça tanques» sem torre rotativa e com o canhão instalado no casco, que se tornou comum no exército alemão na fase final da II guerra mundial.
Com a torre removida, o casco do Tiger-II podia acomodar com mais facilidade um canhão de maior calibre. Esta possibilidade foi extensivamente utilizada pelos alemães que normalmente equipavam os seus caça tanques com canhões que não poderiam ser instaladas num tanque convencional baseado no mesmo chassis.
Este também é o caso do Jagdtiger, que é um derivado do tanque Tiger-B, também conhecido como Tiger-II ou ainda King Tiger.

O Jagdtiger, foi inicialmente apresentado a Hitler como «canhão de assalto» em Outubro de 1943. A sua função deveria ser a de arma de veículo de apoio à infantaria.

Mas os alemães já consideravam no final de 1943, que era apenas uma questão de tempo até que os soviéticos desenvolvessem viaturas capazes de resistitr mesmo à arma de 88mm e por isso de imediato consideraram a possibilidade de o carro de combate também ser utilizado para apoio de unidades blindadas em missões defensivas contra carros de combte inimigos.
A peça de 128mm, era claramente superior a tudo o que até ao momento tinha aparecido no campo de batalha e até ao final da guerra nenhuma arma ultrapassou o Panzerjagger VI em termos de poder de fogo.
O Panzerjagger VI era construido sobre o chassis alongado do Tiger-II (alongado em 26cm).

Além da impressionante blindagem, a outra característica distintiva do Jagdtiger, é o seu canhão de 128mm, derivado do canhão anti aéreo do mesmo calibre e adaptado para arma anti-tanque, com o objectivo de dominar completamente o campo de batalha como poderosa arma defensiva.

Como arma purmente defensiva ele era de facto temível. Podia esperar o avanço das viaturas inimigas e escolher a uma grande distância quais os alvos que poderia atacar.
Esta viatura era quase considerada uma espécie de «bunker» movel e os aliados podem agradecer aos macissos bombardeamentos norte-americanos e britânicos sobre a Alemanha que reduziram drasticamente a capacidade alemã de produzir armamento. Não chegaram a ser produzidos 100 exemplares deste veículo.

Informação genérica:
O Tiger (ou Tigre) é uma familia de carros de combate alemã, fabricada no periodo final da II guerra mundial.

Embora desde os anos 30 a Alemanha tivesse considerado a necessidade de tanques muito pesados, inicialmente os alemães consideraram que os seus tanques Panzer-II Panzer-III e Panzer-IV eram perfeitamente suficientes para as necessidades futuras e por isso cancelaram durante algum tempo o desenvolvimento de tanques muito pesados.

Tudo mudou no entanto aquando da queda da França, onde os alemães entenderam que embora mecânicamente inferiores, tanto os tanques franceses Char-1-bis como os tanques britânicos Mathilda, eram demasiado blindados para os canhões dos tanques alemães, cujos projecteir pura e simplesmente não conseguiam perfurar a blindagem inimiga, tendo como única opção imobilizar os tanques inimigos tentanto disparar contra as lagartas e a suspensão.

Em 1940, são dadas ordens para prosseguir o desenvolvimento do Panzer-VI que seria conhecido como Tiger e cujo desenvolvimento levou à sua forma final em 1941.

Os Tiger entraram em produção em Agosto de 1942.

Além do tanque pesado Tiger, a familia inclui o canhão de assalto/caça tanques «Ferdinand» derivado dos primeiros Tiger de um modelo da Porsche recusado pelo exército alemão.

Tendo sido desenvolvido inicialmente nos anos 30 e também em 1940/1941 o Tiger-I não foi influenciado pelos designs soviéticos que surpreenderam os alemães a partir de Junho de 1941 depois da invasão da URSS.

Rapidamente os alemães concluiram que o Tiger-I tinha várias deficiências e não era muito superior ao KV-1 soviético. A sua blindagem vertical embora superior à de qualquer carro russo podia ser perfurada pelos canhões anti-tanque e a protecção lateral também era deficiente.

Nasce o Tiger-II

Como resultado desta análise, o desenvolvimento de futuras versões do Tiger-I foi cancelado e um novo veículo pesado começou a ser estudado, o qual teria o mesmo nome «Tiger» mas que seria na realidade um veículo completamente diferente.

Esse veículo viria a surgir na figura do Tiger-II ou Tiger-B, conhecido também no ocidente como King Tiger.

Embora partilhe o mesmo nome, trata-se na realidade de um conceito novo, pois o Tiger-B era resultado da aprendizagem durante o conflito, que pedia laterais inclinadas para aumentar a resistência da blindagem.

Como no caso do Tiger-I, também o Tiger-II foi complementado com versões para diferentes fins.

Assim, juntamente com o carro de combate pesado foi desenvolvida uma versão equipada com um canhão instalado no casco. Neste caso foi utilizado um canhão de 128mm, o maior canhão utilizado num veículo blindado em toda a guerra.