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Listar veículos do tipo
Carro de combate leve

Veículos idênticos ou relacionados:


BTR-50PK
Veículo Blindado Transporte Pessoal

PT-76
Carro de combate leve

ASU-85
Caça-tanques

Type-63
Carro de combate leve

ZSU-23-4 «Shilka»
Sistema defesa antiaérea Curto/Médio alc.

Type-63A
Carro de combate leve

 

PT-76
Carro de combate leve (Volgograd Tractor VTZ)
PT-76

Projeto: Volgograd Tractor VTZ
Russia
Dimensões
Comprimento
Comprimento máximo
Largura
Altura
Altura máxima
6.91
7.625m
3.14m
2.195M
Peso vazio
Peso / combate
Cap. Carga
Reboque
12t
14t
N/disponivel
N/disponivel
Motor / potência / capacidades
Motor
Potência
Vel. maxima
Terr. Irregular
V6 Diesel
240cv
44 Km/h
30 Km/h
Tração
Tanque combustivel
Autonomia
Tripulação
Lagartas
N/disponível
260Km
3
60º
30º
Anfíbio
2.8M
1.1M

Armamento básico
- 1 x 76mm D-56T (Calibre: 76mm - Alcance estimado de 0.3Km a 1Km)
Sistema de radar auxiliar:

País: Guiné-Bissau
Designação Local:PT-76
Qtd: Máx:20 - Qtd. em serviço:0
Situação: Retirado
Operacionalidade:
A utilização de veículos PT-76 por parte do movimento PAIGC, foi referenciada pelas tropas portuguesas já nos anos 70.
Há algumas dúvidas sobre a eventual utilização destes veículos, mas de facto eles foram avistados por forças portuguesas ou por militares portugueses autóctones, que não souberam identificar exactamente o modelo de veículo avistado.

Foi considerada a possibilidade de o avistamento ser de tanques T-34 ou PT-76, mas as características do território da Guiné e a capacidade que o movimento PAIGC demonstrou ter para transportar armas pesadas que eram rebocadas, leva a crer que se tratava efectivamente de veículos PT-76, que eram adequados à utilização nas regiões alagadiças dos rios do sul da Guiné-Bissau, onde os T-34 dificilmente poderiam progredir sem problemas.

A utilização destes veículos e o suporte logístico dos mesmos, só poderia existir com o apoio directo da Guiné Conakry ou do Senegal. Esses países nunca reconheceram o apoio directo ao movimento PAIGC, pelo que oficialmente os PT-76 apenas foram fornecidos entre 1977 e 1978, ou seja dois a quatro anos depois de a guerra ter terminado.

Este tese é muito pouco credível.


Forum de discussão

O PT-76 entrou ao serviço do exército vermelho em 1952 e a sua principal característica é a sua capacidade anfíbia, que dá a uma força a vantagem táctica de ficar independente da tomada de pontes quando numa ofensiva.

O piloto do veículo senta-se à frente com o comandante, (que também controla o canhão) e o municiador colocados na torre. O veículo pode atingir uma velocidade de 10Km/h dentro de água mercê dos seus dois hidrojatos colocados na parte traseira do veículo.

O PT-76 foi contruido em grandes quantidades e o seu chassis foi base para muitos outros veículos e plataforma para armas como mísseis anti-aéreos.

Embora possa ser utilizado para operações de desembarque na costa, o PT-76 não é muito eficiente se as condições marítimas forem adversas, pelo que a sua utilização anfíbia é especialmente útil em terra, em zonas com bastantes rios ou pantanos, onde o PT-76 tem vantagem.

Informação genérica:
Este tipo de veículo de combate anfíbio, foi inicialmente projectado na União Soviética e o seu desenvolvimento ocorre na sequência de aturados estudos que começaram já nos anos 20 para conseguir um veículo que não estivesse dependente do atravessamento de pontes e que assim conseguisse dominar completamente o território da antiga União Soviética.

A familia de veículos tem a sua origem no tanque anfíbio PT-76 (Plavaushiy Tank 76) equipado com um canhão de 76mm de baixa velocidade e na viatura blindada de transporte de pessoal BTR-50.

A China também produziu as suas versões destes dois veículos, como é o caso do carro anfíbio Type-63, equipado com canhão de 85mm, embora no caso chinês o canhão seja mais poderoso e o transforme num veículo com capacidade anti-tanque.

Vários outros veículos estão incluidos nesta familia e utilizam o mesmo chassis, como o já referido BTR-50, o sistema anti-aéreo ZSU-23-4,o sistema de mísseis anti-aéreos SA-6 «Gainful».
Também se pode considerar que este tipo de sistema foi a base a partir da qual foram concebidas as viaturas de combate de infantaria do tipo BMP-1.

Tendo como base o PT-76, foi também produzido um veículo especializado para apoio a unidades ligeiras, chamado ASU-85. O conceito é o mesmo que foi utilizado durante a II guerra mundial, para os veículos caça-tanques.

O ASU-85 tem um canhão de casco de calibre 85mm.
Com esse tipo de arma ele tinha possibilidade de atacar carros de combate médios. No entanto o ASU-85 não tinha capacidade anfíbia.