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Viatura táctica pesada

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RG-33
Viatura táctica pesada (BAE Systems / Land systems S.A.)
RG-33

Projeto: BAE Systems / Land systems S.A.
África do Sul
Dimensões
Comprimento
Comprimento máximo
Largura
Altura
Altura máxima
6.1
n/disponivel
2.6m
0M
Peso vazio
Peso / combate
Cap. Carga
Reboque
15t
17.5t
4500Kg
N/disponivel
Motor / potência / capacidades
Motor
Potência
Vel. maxima
Terr. Irregular
Cummins BTA 5,9L Diesel
300cv
120 Km/h
60 Km/h
Tração
Tanque combustivel
Autonomia
Tripulação
Quatro rodas motrizes
N/disponível
1100Km
1+8
1M
0M
0.4M

Sistema de radar auxiliar:


Forum de discussão

O RG-33, como o seu irmão maior o RG-33L (6x6) foi propositadamente desenhados pela divisão sul africana da BAE Systems para cumprirem com a especificação MRAP para eventual fornecimento às forças armadas dos Estados Unidos.
É neste momento um dos veículos de maior sucesso e com maior numero de vendas para as forças armadas do país.

Ele é baseado do mais pequeno RG-31 e o primeiro protótipo foi entregue nos Estados Unidos em Setembro de 2006.

O RG-33, em principio foi pensado para responder à especificação MRAP-I/CAT-1.

Informação genérica:
A família de veículos RG-31/33 tem origem na África do Sul e nos estudos levados a cabo pela empresa Reumech posteriormente OMC, numa altura em que a principal preocupação das autoridades militares da África do Sul eram os problemas com a SWAPO no norte da Namíbia e os ataques que efectuava, desde as suas bases no sul de Angola.

A principal característica dos veículos deste tipo, é a incorporação de um casco com uma configuração em «V», mais ou menos pronunciado consoante o veículo, a qual é considerada a melhor forma de deflectir a energia de uma explosão de minas anti-pessoal e mesmo de minas anti-carro.

Os veículos são fabricados na África do Sul e também no Canadá pela General Dynamics Land Systems.

A experiência do fabricante sul africano foi aproveitada pela BAE Systems, quando surgiu a necessidade de viaturas blindadas adaptadas para as operações no Iraque e posteriormente no Afeganistão.

Respondendo às especificações MRAP norte-americanas os veículos deste tipo foram vendidos em quantdades consideraveis para as forças armadas de vários dos países que colocaram forças militares naqueles países.

Tendo como base o sucesso destas viaturas, a BAE Systems, apresentou veículos complementares, que juntam as características da viatura desenhada para operações de policiamento em regiões minadas, com as características de viaturas de combate mais convencionais.

RG35

Em 2009 foi apresentada uma viatura designada RG-35, a qual pretende ser um hibrido entre viatura anti-minas e viatura blindada de transporte de pessoal.

RG-41

Em 2010 foi apresentado o que poderá ser o culminar desta linhagem de viaturas, já não lembra em praticamente nada a linha de viaturas blindadas anti-minas da BAE Systems da Áfirca do Sul. É uma viatura 8x8, com o qual foi tido o mesmo cuidado com a protecção contra minas.

MRAP-I
MRAP ou Mine Resistant Ambush Protected, é uma especificação norte-americana que se aplica a veículos militares suficientemente equipados para resistir a projecteis balisticos e a minas ou explosivos improvisados. A partir do momento em que apareceu a especificação MRAP-II, designa-se a especificação anterior como MRAP-I para facilitar a identificação dos modelos, que já de si é algo complicada.

Os veículos devem possuir casco inferior em V e chassis elevado e a especificação divide-os em:

CAT-1 MRUV (Mine Resistant Utility Vehicle) que é adequada a um veículo que deverá ter capacidade para efectuar missões de patrulha em ambiente urbano, tendo capacidade para transportar 6 pessoas..
CAT-2 JERRV (Joint Explosive Ordnance Disposal Rapid Response Vehicle) que se destina a veículos adequados para multiplas missões podendo eventualmente transportar armamento ou ser adaptados para funcionar como veículo de apoio ou ambulância ou ainda veículo de escolta. Estes veículos têm que transportar pelo menos 10 pessoas.
CAT-3 MPCV (Mine Protected mine Clearance Vehicle). É a designação para a categoria 3 e é adequado para a remoção de dispositivos explosivos por detonar.

Uma das caracteristicas exigidas para que um veículo cumpra a especificação, é a existência de uma casco em V, que permita uma maior capacidade para deflectir a força de uma explosão que ocorra ou debaixo das rodas ou debaixo do veículo, ao centro.

É importante notar, que de entre os veículos selecionados ou propostos, existem aqueles que tanto podem cumprir com os requisitos da Cat-I como da Cat-II, sendo a principal diferença a quantidade e disposição da blindagem. Essa possibilidade é muitas vezes anunciada pelos fabricantes.

Não confundir MRAP-II com MRAP Cat-II
No final de Julho de 2007, os fuzileiros navais dos Estados Unidos, emitiram uma nova especificação MRAP, conhecida como MRAP-II.
A nova especificação destina-se a delinear as características de um veículo que seja resistente às novas minas de energia quimica (de ogiva deformável), devendo por isso ser bastante mais blindado e resistente que os modelos que cumpram com a especificação MRAP-I.