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Carro de combate médio



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Zulfiqar
Carro de combate médio (Iranian State Industries)
Zulfiqar

Projeto: Iranian State Industries
Irão
Dimensões
Comprimento
Comprimento máximo
Largura
Altura
Altura máxima
7
10.1m
3.65m
2.35M
Peso vazio
Peso / combate
Cap. Carga
Reboque
38t
40t
N/disponivel
N/disponivel
Motor / potência / capacidades
Motor
Potência
Vel. maxima
Terr. Irregular
8 cyl V
1000cv
70 Km/h
40 Km/h
Tração
Tanque combustivel
Autonomia
Tripulação
Lagartas
N/disponível
500Km
3
60º
30º
1.1M
2.6M
1.1M

Armamento básico
- 1 x 125mm 2A46M L/51 (Calibre: 125mm - Alcance estimado de 2.5Km a 4.5Km)
Sistema de radar auxiliar:

País: Irão
Designação Local:Zulfaqar
Qtd: Máx:0 - Qtd. em serviço:0
Situação: Proposto
Operacionalidade:
A situação efectiva deste veículo é desconhecida.

As imagens conhecidas do tanque são normalmente obtidas em desfiles e o carro é normalmente mostrado numa carreta, sendo rebocado por um camião. Há informação sobre testes efectuados ao veículo mas não há qualquer imagem com o tanque a movimentar-se ou a dar indicação de o fazer.

Calcula-se que dado o Irão tem capacidade para fabricar carros de combate como o T-72 de origem soviética, a utilidade de construir um novo tanque é relativamente pouca, pelo que o Zulfiqar poderia ser mais útil como veículo de propaganda para demonstrar as capacidades da industria iraniana que para ser produzido pelo Irão com vantagem sobre os T-72.


Forum de discussão

A existência do carro de combate Zulfiqar ficou conhecida em 1994, mas o secretismo que envolve este veículo continua até aos dias de hoje.
A comunicação social iraniana normalmente produz notícias com um pendor patriótico onde se exaltam as grandes capacidades da industria iraniana e as referências ao Zulfiqar como o mais poderoso tanque do mundo são abundantes.

Infelizmente as menções às qualidades do veículo são muito mais que factos sobre as suas reais capacidades.

Sabe-se no entanto que o Zulfiqar parece ser uma tentativa de utilizar o grande numero de cascos e sistemas de transmissão e suspensão dos M-48 e M-60 ao serviço no Irão desde o tempo do Xá Rheza Palhevi.
Tal parece ser suportado com a análise do sistema de suspensão com seis rodas embora o numero de cinco roletes de retorno seja superior no Zulfiqar, cinco em vez de três.
A parte traseira do veículo, e a disposição do sistema de ventilação, confirma esta conclusão e parece mostrar que o motor continua a ser idênticoao que equipa os veículos M-48, embora oficialmente a potência do carro de combate seja de 1000cv, o que implica que o conjunto motriz foi alterado.

Se a transmissão parece não ter sido modificada já no que respeita à torre não existe qualquer similaridade com o M-48. Sobre o casco os iranianos colocaram uma torre que parece derivar das torres do tanque T-72, embora o aspecto exterior tenha sido completamente redesenhado.

A pequena altura da torre, deverá implicar a existência de um sistema de municiamento automático, o que reduziu o numero de tripulantes para apenas três.
O canhão de 125mm da família 2A46 é fabricado sob licença no Irão, sendo por isso a escolha óbvia para armar este carro de combate.
Não utilizando qualquer sistema adicional de blindagem, a resistencia do Zulfiqar a armas anti-tanque modernas é questionável.

As autoridades militares iranianas afirmam que o tanque dispões de um sistema de controlo de tiro computorizado, mas é normalmente considerado que se trata de um sistema derivado dos sistemas utilizados nos tanques de fabrico russo da família T-72 que são montados no Irão sob licença, com uma considerável percentagem de incorporação de componentes locais.

Os dados conhecidos também apontam para um peso total do veículo na casa das 40 toneladas, o que pode resultar da redução da blindagem e do menor peso da torre relativamente à torre do M-48.

Informação genérica:
Familia de veículos de combate com origem no periodo imediatemente seguinte à II guerra mundial, que se desenvolve a partir dos tanques Pershing e Patton.

As origens do M60 encontram-se por isso no desenvolvimento ainda durante a II guerra do carro de combate M26 «Pershing», que fora desenhado com o objectivo de se superiorizar a qualquer tanque alemão.
Os norte-americanos nunca deixaram de melhorar e aperfeiçoar o conceito, pelo que ainda na década de 1940 surgiu a série M-46/ M-47 e durante a década de 1950 a série M48. A série M60 começou a ser concebida ainda em 1956.

Nessa altura, a grande profusão de viaturas blindadas que estavam ao serviço nas forças armadas americanas e europeias levou a um esforço de reorganização de que ressaltou a decisão de fazer alterações na estrutura das unidades blindadas. Decidiu-se desenvolver apenas um tanque leve, um tanque médio e abandonar o tanque pesado (M103) substituindo-o por uma uma versão melhorada do M48.

As viaturas de série M26 / M46 são discutidas neste link.
Enquanto que as viaturas do tipo M47 / M48 são discutidas neste link.

Em meados da década de 1950, também tinha sido conhecida a entrada ao serviço do novo tanque T-55 soviético, equipado com uma nova arma de 100mm e uma blindagem de até 200mm na torre.

Isto tornava inuteis os canhões de 75mm dos tanques leves e tornava muito dificil utilizar eficazmente os canhões de 90mm dos tanques médios.

Embora a concepção de um tanque completamente novo fosse considerada, essa opção demoraria muito tempo. Como os T-54 e T-55 estavam já nas linhas de montagem, era forçoso partir do já existente M48 para a partir daí desenhar uma arma eficaz para derrotar a ameaça.

O projeto de novo tanque, tomaria a forma do MBT-70, uma cooperação entre a Alemanha e os Estados Unidos, que só daria frutos na década de 1980.

O canhão britânico L7 de 105mm, podia ser adaptado na torre do M48, o que facilitava o desenvolvimento.
Aliás, os testes do novo canhão foram feitos em três M48 modificados.

O M60, utilizaria um motor a Diesel em vez do motor a gasolina do M48 e os testes do modelo experimental terminaram em 1959, com uma primeira encomenda por parte do governo americano de 180 exemplares.

A versão do M48, com o novo canhão de 105mm passou também a ser designada M48-A5 e passou a constituir uma opção de exportação. Em termos de poder de fogo e electrónica o M48-A5 era idêntico ao M60-A1.

M-60
Versão original que entrou ao serviço em 1960. Caracterizava-se pela sua superior blindagem quando comparado com o M48 mas principalmente pela introdução do canhão L7 de 105mm que era superior até ao canhão de 115mm do tanque T-62 soviético.

M60-A2
Resultado da obsessão com a tecnologia por parte da administração Kennedy e do secretário da defesa Robert McNamara, o M60-A2 utilizava um tipo de torre e armamento revolucionário, que no entanto mostrou não ser tão eficiente quanto o canhão L7 de 105mm.

M60-A3
Durante a década de 1970, com o aparecimento dos tanques da família T-64 e T-72, o M60 ficou em desvantagem.
Foi então decidido implementar um programa de modernização que incluiu novos sistemas electrónicos e capacidade para combate nocturno.


Versões mais recentes

Mais recentemente, o M-60 foi completamente modificado e apresentado quase como um novo tanque pela General Dynamics com o tanque 120S.

Também Israel que utilizou muitos destes carros de combate, desenvolveu o SABRA, outra versão muito modificada do M-60 que também foi vendida para para a Turquia.

A linha de montagem do M60 deixou de fornecer carros de combate para o exército americano em 1985, mas continuou ao serviço durante vários anos, para garantir o fornecimento de uma encomenda de carros de combate deste tipo para o exército egipcio, que pretendia substituir a grande quantidade de viaturas T-55 que tinha ao serviço.