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Caça-tanques

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Stryker AGS / M1128
Caça-tanques

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Veículo Blindado Transporte Pessoal

 

Stryker AGS / M1128
Caça-tanques (General Dynamics)
Stryker AGS / M1128

Projeto: General Dynamics
Estados Unidos da América
Dimensões
Comprimento
Comprimento máximo
Largura
Altura
Altura máxima
6.93
7m
2.6m
2.6M
Peso vazio
Peso / combate
Cap. Carga
Reboque
16t
20.25t
N/disponivel
N/disponivel
Motor / potência / capacidades
Motor
Potência
Vel. maxima
Terr. Irregular
Caterpillar
350cv
96 Km/h
39 Km/h
Tração
Tanque combustivel
Autonomia
Tripulação
Oito rodas motrizes
497 Litros
483Km
3
60º
30º
N/disponivel
1.8M
0M

Armamento básico
- 1 x 105mm M68 (Calibre: 105mm - Alcance estimado de 4.4Km a 4.4Km)
Sistema de radar auxiliar:

País: Estados Unidos da América
Designação Local:Stryker
Qtd: Máx:95 - Qtd. em serviço:95
Situação: Em serviço
Operacionalidade:
A adopção do Stryker foi autorizada pelas autoridades norte-americanas, apesar dos vários problemas apontados ao sistema de armas no seu todo. O Stryker, nas suas várias versões deverá equipar seis brigadas do exército do s Estados Unidos até ao fim de 2008.

A sua deficiente blindagem é um problema, mas no final de 2007, a principal critica que era dirigida aos veículos deste tipo já colocados no Iraque eram as regras de utilização, que impediam a utilização do canhão de 105mm contra vários tipos de alvos mais por razões políticas que por razões técnicas.

No Iraque o Stryker / MGS, como outros veículos do tipo, também são equpados com uma gralha exterior de protecção que permite proteger o veículo contra armas anti-tanque de energia quimica como RPG-7 de fabrico soviético.

Em Agosto de 2008, foi anunciada a encomenda de mais 63 unidades deste veículo.


Forum de discussão

A versão AGS do Stryker, é uma das mais controversas versões deste veículo derivado do projecto original do Piranha da MOWAG.

Continua ainda hoje em discussão a validade de colocar um canhão de alta potência de 105mm[1] num veículo altamente movel com tração 8x8.
A «guerra» entre rodas e lagartas especialmente no exército dos Estados Unidos não deixou de existir, competindo vários conceitos em que uns afirmam a necessidade de manter forças baseadas em veículos com a vantagem táctica que só as lagartas podem proporcionar, enquanto que existem os que afirmam que a maior velocidade dos veículos sobre rodas, acaba por significar muito maior mobilidade e também uma vantagem táctica.

O Stryker/MGS tem capacidade para disparar em movimento e transporta 18 munições de 105mm que podem ser disparadas automaticamente. A arma principal tanto pode disparar munição de energia cinética perfurante como munição explosiva como ainda munição deformável (HESH).

O veículo diospõe dos meios de aquisição de alvo que são comuns nos veículos blindados modernos e o seu alto poder de fogo coloca o Stryker quase ao nível de um carro de combate dos mais modernos, se não for considerada a sua blindagem.

O Stryker, tem sido um dos veículos mais criticados das forças armadas norte-americanas e uma das razões das criticas reside exactamente no facto de a sua utilização no campo de batalha poder implicar a sua utilização contra veículos com blindagem superior. Além disso a utilização do Stryker em ambientes de guerra de alta intensidade, faz realçar a fraqueza e debilidade da sua blindagem.

Na verdade o Stryker ficou limitado inicialmente a um peso máximo de cerca de 18 toneladas, exactamente porque um dos requerimentos da especificação inicial era a necessidade de ele poder ser transportado por um C-130.

O veículo sofreu no entanto alguns aumentos de peso e a partir de 2002 a versão standard já ultrapassava as 20 toneladas, o que levou mais uma vez a um redesenho dos conceito para tentar reduzir o peso.


[1] O canhão de 105mm do Stryker AGS é o mesmo utilizado nos carros de combate M-60 que foram retirados de serviço. Os canhões foram recondicionados e convertidos para a utilização de um sistema de disparo automático para permitir a sua instalação nos Stryker.

Informação genérica:
Desenhada nos anos 70, a familia de veículos Piranha, é a mais profíqua e numerosa família de veículos blindados sobre rodas dos países ocidentais, e tem sido a referência pela qual se medem os veículos que posteriormente apareceram no mercado.

O sucesso do Piranha, foi impulsionado com a adaptação de um modelo apresentado para corresponder às necessidades norte-americanas, que ficou conhecido como LAV-25 e que entrou ao serviço entre 1983 e 1987.
Os LAV-25 foram fabricados pela General Motors do Canadá.

Os primeiros modelo foram apresentados em versão 6x6 e inicialmente conhecida como Piranha e LAV resultou numa série de versões e séries fabricadas em vários países no mundo, no que resultou num dos mais numerosos tipos de veículo 8x8 em serviço nos países da NATO.

O numero de designações existentes para as suas diferentes versões, levam a alguma confusão.

Stryker
Os veículos conhecidos como Stryker, constituem mais uma das variações do Piranha e foram utilizados como base para um sistema que monta uma torre equipada com um canhão de 105mm idêntico ao dos carros de combate M-60.

Piranha III
Para continuar a par com os desenvolvimentos da concorrência foi desenvolvido o Piranha III durante os anos 90.

Piranha IV
Já depois do anos 2000 com a aquisição da Mowag pela General Dynamics, foi apresentada uma versão maior do Piranha, conhecida como Piranha IV.


Comparação entre o LAV-25 à esquerda, derivado da primeira versão do Piranha e o Piranha-III mais recente à direita.

Piranha V
Em 2008 foi anunciado que a viatura escolhida para o programa FRES do exército tinha sido o Piranha V, uma versão «aumentada» do Piranha IV.

Caça-tanques
Podemos considerar que o conceito de veículo caça-tanques tem a sua origem no termo alemão «Panzerjager» (literalmente caça-blindados) e que foi desenvolvido durante a II Guerra Mundial com o objectivo explicito de reduzir a superioridade blindada soviética em termo de números.

O conceito alemão de caça-tanques aplica-se normalmente a carros de combate (vulgo tanques) adaptados para utilizar uma arma de maior calibre colocada directamente sobre o chassis em vez de instalada numa torre com deriva de 360 graus.
Esse conceito derivou – e foi uma adaptação – do conceito de canhão de assalto que também partia do mesmo principio, só que com a colocação de uma arma principal de baixa velocidade que disparava munição explosiva, mais adequada contra infantaria ou posições fortificadas.

Praticamente todos os principais tanques alemães da II Guerra Mundial (Panzer-I/II/III/IV/V/VI e VI-B) tiveram a sua versão caça-tanques e os soviéticos também adaptaram o conceito, produzindo versões caça-tanques dos seus carros de combate T-34 e KV-1.

Os norte-americanos, que tinham feito experiências antes da guerra sem resultados práticos, desenvolveram a sua própria doutrina para a utilização de veículos caça-tanques a partir de 1940 após a invasão da França. Como rapidamente se verificou que as experiências até ali desenvolvidas eram insuficientes, desenvolveu-se uma doutrina em que os «Tank-Destroyers» estavam levemente armados e tinham a velocidade como o seu principal argumento. A teoria não resultou por várias razões, de entre as quais se destaca o facto de os chassis utilizados serem de tanques M4-Sherman que acabavam não sendo tão rápidos quando seria desejavel. Os norte-americanos acabaram por abandonar a ideia de unidades de caça-tanques, embora tenham continuado a utilizar os veículos em operações combinadas.

O conceito modernizado

Curiosamente, o conceito de caça-tanques evoluiu de tal forma que já no final do século XX voltaram a aparecer viaturas que adaptaram o conceito norte-americano de caça tanques, desenvolvendo viaturas rápidas mas fracamente blindadas. Por isso há modelos de viaturas mais modernas que também cabem nesta designação, embora ela tenha muito mais que ver com a doutrina de cada força.

Ao contrário dos caça-tanques segundo o conceito alemão e soviético da II Guerra Mundial, os actuais seguem o conceito e doutrina americana.
Isto faz com que na prática o conceito de «caça-tanque» se confunda com a viatura pesada de reconhecimento, que seguindo um conceito parecido, tem alta mobilidade (normalmente é uma viatura sobre rodas) mas pode atacar em caso de necessidade carros de combate pesados do inimigo, embora com riscos elevados.

Exemplos desse tipo de utilização dual, são o Panhard EBR que curiosamente estava armado com uma arma derivada da que equipava o carro de combate alemão Panther e o caça-tanques Panzerjager-IV.
O conceito também se confunde com o de «tanque leve».

Presentemente e seguindo este conceito são comercializadas várias viaturas do tipo, tanto nos Estados Unidos (Striker) como na Rússia (Sprut-SD) e na Europa (Centauro), China (PTL-02) e África do Sul (Rooikat).