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Viatura táctica Ligeira

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MB «JEEP»
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M-151 «MUTT»
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MB «JEEP»
Viatura táctica Ligeira (Ford)
MB «JEEP»

Projeto: Ford
Estados Unidos da América
Dimensões
Comprimento
Comprimento máximo
Largura
Altura
Altura máxima
3.33
n/disponivel
1.57m
1.77M
Peso vazio
Peso / combate
Cap. Carga
Reboque
1247kg
1500kg
300Kg
N/disponivel
Motor / potência / capacidades
Motor
Potência
Vel. maxima
Terr. Irregular
442 Go-Devil 2.2L
60cv
89 Km/h
35 Km/h
Tração
Tanque combustivel
Autonomia
Tripulação
Quatro rodas motrizes
57 Litros
600Km
2+1
60º
30º
0.45M
0M
0M

Sistema de radar auxiliar:

País: Portugal
Designação Local:MB 1/4T M/1944
Qtd: Máx:0 - Qtd. em serviço:0
Situação: Retirado
Operacionalidade:
Willys Portugal
O Jeep MB já foi retirado de serviço. Na foto um exemplar conservado que foi mostrado ao público num desfile militar em Portugal (10/Jun/2008)
Em Portugal, os primeiros Willis MB foram recebidos no Exército Português em 1944, e foram inicialmente atribuidos a unidades de Cavalaria, entre as quais a Escola Prática de Cavalaria em Torres Novas, o Regimento de Cavalaria nº 3 em Estremoz e o Regimento de Cavalaria nº 4 em Santarém, onde foram empregues em missões de reconhecimento e de combate devido às suas capacidades de tracção às quatro rodas.

Nesta época o Regimento de Cavalaria da Guarda Nacional Republicana também recebeu algumas destas viaturas para o desempenho do mesmo género de missões.

No inicio dos anos cinquenta, com a adesão de Portugal à O.T.A.N., foram recebidas mais Viaturas de Transportes Gerais Willis MB 1/4 ton. 4x4 m/1944 provenientes dos E.U.A. E do Canadá, em quantidades que permitiram que se equipassem muitas outras unidades do Exército, das diversas armas e serviços.

Durante os anos cinquenta e ainda durante a primeira metade dos anos sessenta este tipo de viatura foi a principal viatura ligeira táctica do Exército Português.
Ainda nos anos cinquenta muitas destas viaturas foram enviadas para diversas Colónias Portuguesas, tais como a India.

Com o inicio da Guerra Colonial em Angola, muitas destas viaturas foram enviadas para aquela província, onde durante anos prestaram serviço. Outras seguiram para a Guiné e para Moçambique onde foram intensamente utilizadas. Algumas ainda se conservaram em serviço até ao iniçio dos anos setenta em unidades do Exército em Portugal, bem como em unidades nas colónias, sendo gradualmente substituídas por viaturas como as UMM/Cournil e também pelo M-151 «MUTT».


Forum de discussão

Este é por definição o modelo de «Jeep» standard. Ele é o resultado da junção de características dos três projectos que foram apresentados ao exército dos Estados Unidos em 1940

O Jeep MB foi o resultado de um pedido das forças armadas norte-americanas, datado de 7 de Julho deu 1940 ao qual respondeu a Willys-Overland, a Ford e a empresa American Bantam.

Na verdade tinha sido a Bantam a tentar vender a ideia ainda antes do inicio do conflito e só a queda da França convenceu os militares americanos.

Os três concorrentes apresentaram os seus projetos (todos eles baseados na viatura da Bantam) e posteriormente envolveram-se numa guerra pela produção da viatura para os militares americanos.

Após terem sido produzidos vários modelos tanto da Bantam como da Ford cmo da Willys, foi decidido uniformizar a produção para fornecer apenas um único modelo de viatura.

Só um ano depois de os três fabricantes terem produzido os seus modelos, é que se chega à versão standard do Jeep.

Tanto a Ford quanto a Willys produzirão a mesma viatura. A Willys produzirá o Willys MB enquanto que a Ford fabricará o Ford GPW.

Embora as duas viaturas apresentassem ligeiras diferenças entre si, todos os componentes eram intercambiaveis.

O modelo standard MB continuou a ser encomendado pelos militares americanos até 1952, altura em que o MB foi substituido pelo M38-A1.

Willys: 362.841
Ford: 281.448
No total, foram produzidos entre 1941 e 1945 um total de 647.870 veículos.
Após a guerra a Willys produziu mais 346.000 unidades até substituir o M-38 pelo M-38A1

Informação genérica:
O JEEP, é nos dias de hoje uma expressão que designa normalmente uma viatura todo o terreno, com algum tipo de parecença com o modelo que se tornou familiar durante a II guerra mundial

A designação genérica de JEEP, teria resultado das das iniciais «GP» que foi interpretada como significando «General Purpose», um veículo para utilizações gerais e que podia ser utilizado para uma grande variedade de tarefas As iniciais «Gee + pee» acabaram por se juntar numa palavra que se tornou sinónimo de veículo todo o terreno.

No entanto, o exército dos Estados Unidos nunca utilizou a expressão para designar viaturas.
Considera-se que GP foram letras reservadas aos primeiros modelos de produção da Ford, que representaram menos de um por cento do total de Jeeps produzidos.

Embora o termo Jeep seja utilizado de forma genérica, apenas alguns veículos podem de facto ser apresentados ou como Jeeps ou como seus descendentes directos ou directamente associados.

O primeiro modelo foi o protótipo da Bantam que depois seria seguido por dois protótipos, um da Willys e outro da Ford. As duas empresas tinham recebido os planos da Bantam. Na imagem seguinte, os protótipos apresentados:


Depois de apresentados os protótipos, seguiram-se novos aprimoramentos e cada um dos três concorrentes recebeu uma encomenda para 1500 exemplares. Várias modificações foram introduzidas. O modelo da Willys por exemplo ficou mais de 100kg mais leve Na imagem seguinte os três modelos que foram produzidos.


Depois da produção de 1500 exemplares para cada fabricante, a Willys e a Ford receberam encomendas para os seus modelos, nomeadamente por razões de preço, tendo o modelo da Bantam sido afastado.

Só em 1942 é lançado o MB, a versão standard durante todo o resto da II guerra mundial.
O motor será o do Willys, mas a Ford vai contribuir com a grelha frontal com nove orificios verticais e com os farois protegidos.
Depois da guerra o modelo será conhecido como M38 e continuará em produção até 1952.

Nesse ano, é apresentado o M38A1, uma versão modificada com para choques e mesmo grelha frontal alterada.

Em 1960 aparece o substituto do JEEP com o MUTT, que é extremamente parecido, embora com modificações destinadas a garantir uma melhor estabilidade, entre as quais um centro de gravidade mais baixo.

A Willys lançou entretanto uma série de veículos conhecidos como CJ (civilian Jeep) conhecida como C-5 e que se distingue pela tampa do motor arredondada. Este modelo entrou ao serviço em forças armadas de vários países.

A versão original M-38 do jipe Willys foi copiada em vários países que adoptaram o conceito.

Em vários países foram desenvolvidos veículos que obedeciam ao mesmo conceito e que de alguma maneira tentaram copiar o Jeep e o conceito de uma viatura para todos os tipo de trabalho, que além de utilização militar poderia ter utilização civil.

Em vários países foram desenvolvidos veículos que seguiram este conceito e que de uma forma ou de outra podem ser considerados cópias do Jeep.

De entre elas destacam-se as seguintes:

Land Rover (Rover / Leyland)
Família de viaturas inicialmente inspiradas no Jeep que se transformou numa referência do todo o terreno

Austin Champ e Jipsy
Resposta da Austin britânica que concorreu com o Land Rover, também se inspirou no Jeep americano

GAZ / UAZ / Beijing
A União Soviética e posteriormente a China, também se inspiraram no Jeep para desenvolver uma viatura alternativa.

A União Soviética, que utilizou milhares de Jeep e produziu ainda durante a guerra um seu sucedâneo, desenvolveu posteriormente várias viaturas que obedeciam ao mesmo conceito, como os GAZ / UAZ e BJ-12 na China.

Cournil
Na França também se desenvolveram viaturas com o mesmo objetivo, embora com menos sucesso. O mais emblemático foi o Cournil, que posteriormente seria produzido em Portugal como UMM.

ARO/Portaro
Desenvolvido na Romenia com base no GAZ-69, o modelo ARO foi vendido em vários países do mundo e fabricado em países como Portugal ou Brasil.

Toyota Land Cruiser
No Japão durante a década de 1950 a Toyota lançou uma viatura claramente inspirada no Jeep que também se transformou num clássico. Este modelo no entanto derivo na década de 1980 para um grande todo o terreno de luxo.

LRDG
Os Long Range Desert Groups, eram agrupamentos militares do exército da Grã Bretanha e países da Comonwealth, destinados a operações atrás das linhas inimigas.

Este tipo de formação militar relativamente irregular teve origem em estudos realizados pelos britânicos ainda durante a I guerra mundial entre 1915 e 1917, quando os britânicos sentiram a necessidade de desenvolver uma força motorizada rápida e extremamente movel que pudesse ser utilizada no deserto.

Em 1925 o Major Ralp Bagnold inicia a criação de um grupo de civis e militares interessados na exploração do deserto, com base na cidade do Cairo.

A primeira viatura utilizada por estes grupos foi o Ford-T americano, muito apreciado pela sua robustez e ligeireza, além da largura das suas rodas, especialmente adequadas para o deserto.

Quando a II guerra começou e a Itália declarou guerra à Grã Bretanha em Junho de 1940, o comandante do Major Bagnold, deu ordens para a criação de seis grupos de exploradores para operação no deserto, criando-se assim as LRPU «Long Range Patrol Units» ou unidades de patrulha de longo alcance, que mais tarde receberam a designação LRDG, ou grupos de longo alcance do deserto.

O principal meio de locomoção destas unidades na primeira fase vão ser versões modificadas de camiões militares, que por sua vez vão derivar de viaturas comerciais desenvolvidas para o mercado civil.

Estas viaturas recebiam pontos fixos onde podiam ser acopladas metralhadoras ligeira. As viaturas eram camufladas nas cores do deserto e por se tratar de viaturas com tração apenas nas rodas traseiras, transportavam calhas e esteiras para facilitar a remoçao do veículo caso ficasse atolado na areia.

São vários os veículos utilizados nesta função, e dividem-se em três grupos:


Pilot Car - Viatura de comando, com capacidade para transportar aproximadamente 750kg de carga:



Ford 01/15CWT
Um dos primeiros carros de comando dos grupos do deserto, estava classificado como viatura de meia tonelada ou 3/4 de tonelada pela Ford.

Chevrolet 1311x3 / 15CWT
Versão de viatura de comando mais pequena e equivalente ao Ford 01. Esta viatura foi substituida pelo JEEP logo que o LRDG começou a receber esse tipo de veículo

Bantaam / Jeep Willys
A última viatura do tipo e a mais adequada para a função. Com tração 4x4 e um consumo de 15.6 litros a cada 100km (6.4km/litro) ele tinha uma autonomia considerável embora tivesse um depósito de apenas 60 litros. O LRDG não teve prioridade para receber este tipo de viatura e só no final de 1942 começaram a ser recebidas em quantidade. Dadas as suas dimensões eles foram essencialmente utilizados como viaturas de comando


Patrol Truck - Utilizado para transporte de homens, mantimentos e combustível, era o principal veículo ao serviço destas forças especiais


Chevrolet WB / 30CWT
Versão modificada do veículo ligeiro/médio da Chevrolet WB

Ford F30 CMP / 30CWT
Este modelo, foi dos primeiros a ser entregue com tração às quatro rodas. Ele começou a substituir os primeiros Chevrolet WB. O consumo (40 litros a cada 100km, ou 2.5km/ litro) deste veículo era elevadíssimo o que o tornava pouco adequado para operações a longa distância.

Chevrolet 1533x2 / 30CWT
Construidos com base no camião Chevrolet YR de uma tonelada e meia, veio substituir o Chevrolet WB.
O consumo de quase 20.8 litros a cada 100km, ou 4.8km/litro embora elevado era inferior ao modelo da Ford.


Heavy section vehicles - Viaturas utilizadas para o transporte de equipamento pesado, que começou a ser utilizado a partir de 1941 / 1942.