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Artilharia Auto propulsada

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F-3 AMX-13 / 155mm
Artilharia Auto propulsada (Giat Industries / NEXTER)
F-3 AMX-13 / 155mm

Projeto: Giat Industries / NEXTER
França
Dimensões
Comprimento
Comprimento máximo
Largura
Altura
Altura máxima
4.88
6.22m
2.7m
2.09M
Peso vazio
Peso / combate
Cap. Carga
Reboque
14t
17.4t
N/disponivel
N/disponivel
Motor / potência / capacidades
Motor
Potência
Vel. maxima
Terr. Irregular
Sofam 8Gxb 8cyl.
250cv
60 Km/h
30 Km/h
Tração
Tanque combustivel
Autonomia
Tripulação
Lagartas
N/disponível
300Km
2+6
50º
40º
0.6M
1.5M
0.65M

Armamento básico
- 1 x 155mm M-50 L/33 (Calibre: 155mm - Alcance estimado de 6Km a 23Km)
Sistema de radar auxiliar:

País: França
Designação Local:Mk F3 155mm
Qtd: Máx:180 - Qtd. em serviço:0
Situação: Em serviço
Operacionalidade:
As peças de artilharia autopropulsada F3, substituiram no exército francês os M-41 de origem norte-americana.

O F-3, foi substituido no exército francês pelo CGT, baseado no chassis do carro de combate AMX-30.


Forum de discussão

Desenvolvido pela Creusot-Loire, (posteriormente adquirida pela Giat industries), o F-3 é baseado no chassis do AMX-13, ligeiramente encurtado.

A tripulação não é transportada no veículo, e há apenas lugar protegido para duas pessoas, o que implica que seja necessário transportar o resto do pessoal num veículo adicional. Também a munição tem que ser transportada separadamente.
Esta desvantagem táctica, foi sempre considerada uma das grandes desvantagens do sistema quando comparado com equipamentos como o M-109 norte-americano ou com sistemas similares de fabrico soviético. Isto levou ao desenvolvimento de um sistema mais moderno baseado no chassis do tanque AMX-30.

Ele pode disparar até quatro tiros por minuto e o alcance máximo é de 23.3km.
O sistema dispara munição de alto-explosivo standard mas também pode disparar munição assistida.
O alcance da arma é de 16km com munição standard e de 23km com munição assistida, no entanto a precisão dos disparos não é considerada das melhores.

O último sistema saiu de fábrica em 1980, após o numero de unidades produzidas ter ultrapassado as 600.

Informação genérica:
A família de veículos AMX-13 tem a sua origem no periodo imediatamente seguinta ao fim da II guerra mundial e de um requesito das forças armadas francesas para um tanque leve.

O modelo foi desenvolvido pelo Atelier de Construction d´Issy-les-Moulineaux e chamado de AMX-13.

A produção foi posteriormente transferida para a fábrica Creussot-Loire, tendo a produção tido inicio em 1952 e a entrega ao exército francês a partir de 1953.

O veículo inicialmente foi equipado com uma torre armada com um canhão de 75mm, derivado do canhão que equipava o tanque Panther alemão.

Em 1966, começou a ser instalada uma nova torre (FL-10), igualmente basculante, mas equipada com um canhão mais poderoso de 90mm.

Em 1967 começou a entrega da versão AMX-VCI, que por sua vez seria comercializada em várias sub-séries, entre as quais uma equipada com morteiro, que permitia disparar de dentro do próprio veículo.

Em 1985, foram novamente efectuadas modernizações nos veículos, com a actualização dos seus sistemas de tiro, com um telemetro a laser e introduzindo a capacidade para combate nocturno.

Os últimos AMX-13 sairam de fábrica em 1987.

Embora a produção tenha parado, vários países efectuaram as suas próprias modificações que permitem a continuação do veículo no serviço activo.

A América Latina, é uma das áreas do mundo onde maior quantidade deste tipo de veículos continua operacional, na versão equipada com canhão de 90mm ou com canhão de 105mm, onde em algumas forças representam o mais poderoso carro de combate disponível.

O AMX-13 é facilmente confundido com o Kourassier SK-105 austríaco, mas as diferenças entre os dois veículos são muito grandes, dado o veículo francês ter motor à frente enquanto que o veículo austríaco tem motor traseiro.

Munição assistida (base bleed)
O termo munição assistida, é utilizado para designar projecteis de artilharia que utilizam um sistema que consiste na colocação de uma secção adicional na parte posterior do projectil, a qual queima durante o trajecto produzindo um pequeno jacto.
Este pequeno jacto não tem qualquer utilidade na força propulsora do projectil, mas vai impedir que se crie vacuo, (resultado da alta velocidade do projectil) que aumenta o coeficiente de arrasto e torna o projectil mais lento.
Com a supressão do vácuo através deste sistema, o alcance dos projecteis de artilharia pode ser aumentado de 20 a 30%.
A desvantagem desta solução, decorre da necessidade de colocar menor carga explosiva no projectil para garantir espaço para o combustível que vai ajudar na propulsão.