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Carro de combate médio



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Leopard-1 A1
Carro de combate médio (KMW Kraus-Maffei Wegmann)
Leopard-1 A1

Projeto: KMW Kraus-Maffei Wegmann
Alemanha
Dimensões
Comprimento
Comprimento máximo
Largura
Altura
Altura máxima
7.09
9.543m
3.41m
2.61M
Peso vazio
Peso / combate
Cap. Carga
Reboque
38t
40t
N/disponivel
N/disponivel
Motor / potência / capacidades
Motor
Potência
Vel. maxima
Terr. Irregular
MTU MB838 CaM500 10cyl
830cv
65 Km/h
28 Km/h
Tração
Tanque combustivel
Autonomia
Tripulação
Lagartas
1010 Litros
600Km
4
60º
30º
2.25M
3M
1.15M

Armamento básico
- 1 x 105mm L-7 (Calibre: 105mm - Alcance estimado de 4.4Km a 4.4Km)
Sistema de radar auxiliar:


Forum de discussão

O Leopard-1 foi o primeiro carro de combate da familia Leopard e o primeiro carro de combate desenhado na Alemanha depois da primeira guerra mundial. Ele recebeu a designação «Leopard» em 1963, não sendo alheio ao fato, as designações anteriores de tanques alemães do periodo da II guerra, como Tiger e Panther.

Além de ter entrado ao serviço na Alemanha, o veículo foi utilizado também por holandeses Italianos belgas, dinamarqueses, canadenses, austrailanos e mais tarde por outros países que compraram Leopard usados..
O primeiro protótipo do Leopard ficou pronto em Setembro de 1960. A produção em série começou em Junho de 1965 (primeiro lote de 500 exemplares). O primeiro carro saiu da fábrica em 9 de Setembro de 1965 e a primeira unidade equipada com o modelo ficou operacional em 1968.

O Leopard-1 é um carro de combate que para a década de 1960, estava pensado para combater contra os T-55 soviéticos e estava em condições de se debater também contra os T-62, equipados com uma arma principal de 115mm, mas a ideia dos projetistas alemães não foi a de desenvolver um carro de combate grande e pesado, mas sim um carro com uma peça principal poderosa, e com uma mobilidade elevada, ainda que a mobilidade fosse à custa de uma blindagem relativamente leve, com um máximo de 70mm de aço à frente.

O primeiro modelo do Leopard-1 de 1968: A torre moldada e arredondada lembra o T-62 russo. Este modelo não podia disparar em movimento. No inicio da década de 1970, entrou ao serviço o Leopard-1A1, já com estabilizador de tiro


Em grande medida pode-se dizer que o Leopard-1 concorreu com o AMX-30 francês que também foi desenvolvido na mesma altura. As duas viaturas blindadas viriam a lutar por encomendas em todo o continente europeu. Uma guerra que viria a ser ganha pelo Leopard, que vendeu bastante mais que o AMX-30.

O Leopard-1 estava equipado com canhão L7 de 105mm padrão NATO, mas não possuia sistema de estabilização da arma, pelo que não podia disparar em movimento. O motor multifuel, tinha um consumo de 190L a cada 100km. 1010 litros de combustivel eram transportados, embora em versões posteriores esse valor tenha sido reduzido para 985.

Grande parte das versões do Leopard-1 A1 foram posteriormente modernizadas para versões mais sofisticadas e com equipamentos mais modernos.
Vários dos veículos versão A1, também foram modernizados em alguns quesitos mas não viram a sua nomenclatura modificada.

Um total de 1845 Leopard-1 foram produzidos até 1971, altura em que começaram a ser modernizados para o padrão Leopard-1A1.

Essa modernização, foi uma admissão de que a velocidade do Leopard não era suficiente para resistir às novas ameaças. Por isso o Leopard-1A1 recebeu uma blindagem reforçada, espaçada na torre.

O Leopard-1A1 seria posteriormente modernizado para a versão A2, com uma torre em aço fundido e um sistema NBC.

Informação genérica:
O Leopard-1 foi resultado de uma tentativa de vários países europeus para desenvolver um carro de combate próprio, reduzindo a dependência do fornecimento de veículos americanos.
Os primeiros estudos começaram no fim dos anos 50 e França Alemanha e Itália tentaram criar um standard básico, que permitisse a criação de uma viatura comum.

O Leopard-1 deveria inicialmente ter nascido da cooperação franco-alemã. Os franceses acabaram produzindo o AMX-30 mas as linhas dos dois tanques mostram os conceitos aproximados


Esse plano falhou e a França desenvolveria o tanque AMX, a Itália compraria o M60 americano e a Alemanha desenvolveria o Leopard, que entrou em produção em 1965, tendo a última versão sido produzida em 1984.

Tratou-se do primeiro carro de combate da Alemanha, após a segunda-guerra mundial e as tradicionais qualidades dos carros de combate alemães foram reconhecidas com a venda de carros Leopard para vários países europeus, como a Dinamarca, Holanda, Noruega, Grécia e Turquia além da Italia que também fabricou o Leopard sob licença. Fora da Europa, o Canadá e a Austrália também compraram este carro de combate.

Os Leopard são tanques com casco soldado, sete rodas de apoio, motor traseiro. O condutor está à frente à direita. A torre de aço fundido está numa posição central, onde fica o comandante e o operador do canhão e o municiador. A maior parte da munição é transportada à frente do lado esquerdo, ao lado do condutor.

Várias versões foram produzidas, quer de veículos «novos» quer conversões de veículos mais antigos.

Leopard - Versão original, produzida num total de quatro lotes de veículos.

Leopard 1 A1 - Primeira modernização, ocorrida em 1970. Incorporou pela primeira vez um estabilizador para a peça principal, permitindo disparo em movimento. Foram introduzidas saias de metal e borracha para proteger as rodas.

Leopard-1 A2 - Construidos entre 1972 e 1974, com uma nova torre em aço fundido, com blindagem mais espessa.

O Leopard-1 A3 - Como resultado da evolução dos tanques do Pacto de Varsóvia foi decidido modificar a versão A2 e 110 exemplares foram produzidos com torre soldada, com blindagem espaçada. A blindagem da torre não foi alterada, mas o espaço interno cresceu em 1.5 metros quadrados.
Esta versão é aproximadamente equivalente à do carro de combate OF-40 que foi fabricado na Itália.

O Leo-1A4 - 250 exemplares produzidos em 1974 receberam esta designação. Novos sistemas ópticos e electrónicos, um novo sistema de controlo de tiro e um novo sistema de controlo de incendios foram adicionados, às custas de uma redução para 55 do total de munições transportadas.

Modernização geral
Entre 1975 e 1977, mais uma vez considerando as necessidades decorrentes da introdução dos tanques T-64 e T-72 soviéticos, todos os carros Leopard-1 dos vários lotes, receberam uma nova proteção constituida por placas de aço, cobertas de borracha, protegendo toda a torre.

Leopard-1 A5 - A última série de viaturas Leopard, resultou de um estudo iniciado em 1980, para estudar a viabilidade da utilização do blindado depois do ano 2000.

Modernizações seguintes
Com o objetivo de combater os novos carros soviéticos que entraram ao serviço na década de 1980, como o T-80, foi concebido um programa de modernização geral, destinado a garantir ao Leopard a superioridade tecnológica no campo de batalha.

A designação desse veículo seria Leopard-1A6, e partiria do modelo A5, acrescentando uma blindagem mais sofisticada extendida à torre e incluindo uma peça principal de 120mm.
O Canadá também desenvolveu uma versão modernizada do Leopard-1, dando especial enfase à blindagem:



Depois do ano 2000 começaram a ser transferidos para outros países fora da Europa e da NATO, como o Brasil e o Chile.

O Leopard-1 serviu de base para outros veículos.

Entre os mais conhecidos está o sistema anti-aéreo Gepard e o sistema de artilharia auto-propulsada «Palmaria» concebido na Itália a partir do OF-40, a versão italiana do Leopard-1.

Também foram desenvolvidos veículos blindados de recuperação, bem como lança-pontes.

Embora não haja informação concreta, a última derivação deste veículo (ou mais correctamente conversão) é o modelo OF-40/VCI, em estudo para o exército dos Emirados Arabes, que consiste na conversão do carro de combate para veículo de combate de infantaria pesado.



TH-400

Na Alemanha foi desenvolvida uma tentativa para aproveitar a torre do Leopard-1 e instala-la num chassis 6x6 para tentar desenvolver algo parecido com o Centauro italiano.

O projeto no entanto, não foi considerado viável, por a torre ser demasiado pesada e o chassis 6x6 inadequado para a função. Foi apenas produzido um protótipo.