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Carro de combate médio



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Leopard-1 A1
Carro de combate médio (KMW Kraus-Maffei Wegmann)
Leopard-1 A1

Projeto: KMW Kraus-Maffei Wegmann
Alemanha
Dimensões
Comprimento
Comprimento máximo
Largura
Altura
Altura máxima
7.09
9.543m
3.41m
2.61M
Peso vazio
Peso / combate
Cap. Carga
Reboque
38t
40t
N/disponivel
N/disponivel
Motor / potência / capacidades
Motor
Potência
Vel. maxima
Terr. Irregular
MTU MB838 CaM500 10cyl
830cv
65 Km/h
28 Km/h
Tração
Tanque combustivel
Autonomia
Tripulação
Lagartas
1010 Litros
600Km
4
60º
30º
2.25M
3M
1.15M

Armamento básico
- 1 x 105mm L-7 (Calibre: 105mm - Alcance estimado de 4.4Km a 4.4Km)
Sistema de radar auxiliar:

País: Brasil
Designação Local:Leopard-1 A1
Qtd: Máx:128 - Qtd. em serviço:128
Situação: Em serviço
Operacionalidade:
Foi algo surpreendente o anuncio por parte das autoridades brasileiras da compra de várias unidades do carro de combate Leopard, ao exército belga. A medida foi tomada pouco depois da aquisião por parte do exército de varias unidades do carro de combate M60-A3, na sua versão TTS aos Estados Unidos. a decisão, provavelmente esteve relacionada com o receio brasileiro de ser de ver de alguma forma a sua independência em termos de política externa, cerceada pelas decisões norte-americanas, sempre imprevisíveis.

Leopard 1
Leopard-1A1 do exército brasileiro, pertencente ao 1º Reg. De carros de combate - Santa Maria, estado do Rio Grande do Sul.
Foto © Zeferino C. Garcia 07/Set/2007


A adaptação deste veículo, bem como do M-60A3, ao exército brasileiro, foi problemática, porque as unidades não se encontravam devidamente apetrechadas para operar um carro de combate com estas dimensões e peso. Houve problemas com estradas, veículos de transporte de tanques e mesmo com o transporte ferroviário, embora este tipo de transporte seja pouco representativo no Brasil. No entanto, os problemas ocorridos, não alteraram as capacidades deste tipo de veículo, embora, quando se consideram as ameaças efectivas, este tipo de carro de combate apenas possa ser utilizado na região sul do país, pois na Amazonia a sua utilização sería inviável. O Brasil vai aumentar o numero de Leopard ao serviço com a aquisição de cerca de 240 unidades adicionais na versão Leopard-1 A5.

Os Leopard-1A1 vão substituir os vetustos M-41 ainda ao serviço no exército brasileiro, nas seguinte unidades:

- Prio 1 - 9º RCB (São Gabriel-RS);
- Prio 2 - 6º RCB (Alegrete-RS);
- Prio 3 - 4º RCB (São Luiz Gonzaga-RS); e
- Prio 4 - 20º RCB (Campo Grande-MS).


Forum de discussão

O Leopard-1 foi o primeiro carro de combate da familia Leopard e o primeiro carro de combate desenhado na Alemanha depois da primeira guerra mundial. Ele recebeu a designação «Leopard» em 1963, não sendo alheio ao fato, as designações anteriores de tanques alemães do periodo da II guerra, como Tiger e Panther.

Além de ter entrado ao serviço na Alemanha, o veículo foi utilizado também por holandeses Italianos belgas, dinamarqueses, canadenses, austrailanos e mais tarde por outros países que compraram Leopard usados..
O primeiro protótipo do Leopard ficou pronto em Setembro de 1960. A produção em série começou em Junho de 1965 (primeiro lote de 500 exemplares). O primeiro carro saiu da fábrica em 9 de Setembro de 1965 e a primeira unidade equipada com o modelo ficou operacional em 1968.

O Leopard-1 é um carro de combate que para a década de 1960, estava pensado para combater contra os T-55 soviéticos e estava em condições de se debater também contra os T-62, equipados com uma arma principal de 115mm, mas a ideia dos projetistas alemães não foi a de desenvolver um carro de combate grande e pesado, mas sim um carro com uma peça principal poderosa, e com uma mobilidade elevada, ainda que a mobilidade fosse à custa de uma blindagem relativamente leve, com um máximo de 70mm de aço à frente.

O primeiro modelo do Leopard-1 de 1968: A torre moldada e arredondada lembra o T-62 russo. Este modelo não podia disparar em movimento. No inicio da década de 1970, entrou ao serviço o Leopard-1A1, já com estabilizador de tiro


Em grande medida pode-se dizer que o Leopard-1 concorreu com o AMX-30 francês que também foi desenvolvido na mesma altura. As duas viaturas blindadas viriam a lutar por encomendas em todo o continente europeu. Uma guerra que viria a ser ganha pelo Leopard, que vendeu bastante mais que o AMX-30.

O Leopard-1 estava equipado com canhão L7 de 105mm padrão NATO, mas não possuia sistema de estabilização da arma, pelo que não podia disparar em movimento. O motor multifuel, tinha um consumo de 190L a cada 100km. 1010 litros de combustivel eram transportados, embora em versões posteriores esse valor tenha sido reduzido para 985.

Grande parte das versões do Leopard-1 A1 foram posteriormente modernizadas para versões mais sofisticadas e com equipamentos mais modernos.
Vários dos veículos versão A1, também foram modernizados em alguns quesitos mas não viram a sua nomenclatura modificada.

Um total de 1845 Leopard-1 foram produzidos até 1971, altura em que começaram a ser modernizados para o padrão Leopard-1A1.

Essa modernização, foi uma admissão de que a velocidade do Leopard não era suficiente para resistir às novas ameaças. Por isso o Leopard-1A1 recebeu uma blindagem reforçada, espaçada na torre.

O Leopard-1A1 seria posteriormente modernizado para a versão A2, com uma torre em aço fundido e um sistema NBC.

Informação genérica:
O Leopard-1 foi resultado de uma tentativa de vários países europeus para desenvolver um carro de combate próprio, reduzindo a dependência do fornecimento de veículos americanos.
Os primeiros estudos começaram no fim dos anos 50 e França Alemanha e Itália tentaram criar um standard básico, que permitisse a criação de uma viatura comum.

O Leopard-1 deveria inicialmente ter nascido da cooperação franco-alemã. Os franceses acabaram produzindo o AMX-30 mas as linhas dos dois tanques mostram os conceitos aproximados


Esse plano falhou e a França desenvolveria o tanque AMX, a Itália compraria o M60 americano e a Alemanha desenvolveria o Leopard, que entrou em produção em 1965, tendo a última versão sido produzida em 1984.

Tratou-se do primeiro carro de combate da Alemanha, após a segunda-guerra mundial e as tradicionais qualidades dos carros de combate alemães foram reconhecidas com a venda de carros Leopard para vários países europeus, como a Dinamarca, Holanda, Noruega, Grécia e Turquia além da Italia que também fabricou o Leopard sob licença. Fora da Europa, o Canadá e a Austrália também compraram este carro de combate.

Os Leopard são tanques com casco soldado, sete rodas de apoio, motor traseiro. O condutor está à frente à direita. A torre de aço fundido está numa posição central, onde fica o comandante e o operador do canhão e o municiador. A maior parte da munição é transportada à frente do lado esquerdo, ao lado do condutor.

Várias versões foram produzidas, quer de veículos «novos» quer conversões de veículos mais antigos.

Leopard - Versão original, produzida num total de quatro lotes de veículos.

Leopard 1 A1 - Primeira modernização, ocorrida em 1970. Incorporou pela primeira vez um estabilizador para a peça principal, permitindo disparo em movimento. Foram introduzidas saias de metal e borracha para proteger as rodas.

Leopard-1 A2 - Construidos entre 1972 e 1974, com uma nova torre em aço fundido, com blindagem mais espessa.

O Leopard-1 A3 - Como resultado da evolução dos tanques do Pacto de Varsóvia foi decidido modificar a versão A2 e 110 exemplares foram produzidos com torre soldada, com blindagem espaçada. A blindagem da torre não foi alterada, mas o espaço interno cresceu em 1.5 metros quadrados.
Esta versão é aproximadamente equivalente à do carro de combate OF-40 que foi fabricado na Itália.

O Leo-1A4 - 250 exemplares produzidos em 1974 receberam esta designação. Novos sistemas ópticos e electrónicos, um novo sistema de controlo de tiro e um novo sistema de controlo de incendios foram adicionados, às custas de uma redução para 55 do total de munições transportadas.

Modernização geral
Entre 1975 e 1977, mais uma vez considerando as necessidades decorrentes da introdução dos tanques T-64 e T-72 soviéticos, todos os carros Leopard-1 dos vários lotes, receberam uma nova proteção constituida por placas de aço, cobertas de borracha, protegendo toda a torre.

Leopard-1 A5 - A última série de viaturas Leopard, resultou de um estudo iniciado em 1980, para estudar a viabilidade da utilização do blindado depois do ano 2000.

Modernizações seguintes
Com o objetivo de combater os novos carros soviéticos que entraram ao serviço na década de 1980, como o T-80, foi concebido um programa de modernização geral, destinado a garantir ao Leopard a superioridade tecnológica no campo de batalha.

A designação desse veículo seria Leopard-1A6, e partiria do modelo A5, acrescentando uma blindagem mais sofisticada extendida à torre e incluindo uma peça principal de 120mm.
O Canadá também desenvolveu uma versão modernizada do Leopard-1, dando especial enfase à blindagem:



Depois do ano 2000 começaram a ser transferidos para outros países fora da Europa e da NATO, como o Brasil e o Chile.

O Leopard-1 serviu de base para outros veículos.

Entre os mais conhecidos está o sistema anti-aéreo Gepard e o sistema de artilharia auto-propulsada «Palmaria» concebido na Itália a partir do OF-40, a versão italiana do Leopard-1.

Também foram desenvolvidos veículos blindados de recuperação, bem como lança-pontes.

Embora não haja informação concreta, a última derivação deste veículo (ou mais correctamente conversão) é o modelo OF-40/VCI, em estudo para o exército dos Emirados Arabes, que consiste na conversão do carro de combate para veículo de combate de infantaria pesado.



TH-400

Na Alemanha foi desenvolvida uma tentativa para aproveitar a torre do Leopard-1 e instala-la num chassis 6x6 para tentar desenvolver algo parecido com o Centauro italiano.

O projeto no entanto, não foi considerado viável, por a torre ser demasiado pesada e o chassis 6x6 inadequado para a função. Foi apenas produzido um protótipo.