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Carro de combate leve



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FT-17
Carro de combate leve (Renault)
FT-17

Projeto: Renault
França
Dimensões
Comprimento
Comprimento máximo
Largura
Altura
Altura máxima
5
n/disponivel
1.71m
2.13M
Peso vazio
Peso / combate
Cap. Carga
Reboque
6.1t
6.6t
N/disponivel
N/disponivel
Motor / potência / capacidades
Motor
Potência
Vel. maxima
Terr. Irregular
Renault 4cyl.
35cv
8 Km/h
3 Km/h
Tração
Tanque combustivel
Autonomia
Tripulação
Lagartas
95 Litros
60Km
2
50º
10º
N/disponivel
1M
0.6M

Sistema de radar auxiliar:

País: Espanha
Designação Local:Renault FT-17
Qtd: Máx:12 - Qtd. em serviço:0
Situação: Retirado
Operacionalidade:
Os FT-17 foram adquiridos pela Espanha, com o objectivo de criar uma força blindada que servisse de apoio às operações espanholas no norte de África.

O desastre que ocorreu após a batalha de Annual, em que o exército espanhol do norte de África (constituido por 20.000 homens) foi destroçado por uma força de 3.000 marroquinos, apressou a operação de integração dos veículos. Seria assim criada uma força blindada que servisse de apoio à operação de reconquista dos territórios do norte de África entretanto perdidos. Para essa operação os militares espanhóis decidiram que tinham forçosamente que contar com a superioridade tecnológica.

Os FT-17 espanhóis formaram a «Compañia de carros de asalto» e estavam equipados apenas com uma metralhadora e não com canhão.

Eles foram levados para o norte de África onde participaram em combates, sem que no entanto a sua acção tivesse sido relevante. As deficiencias mecânicas dos pequenos FT-17, ainda mais perante as condições agrestes do deserto, fizeram com que numa situação em que as forças espanholas tiveram que recuar, os militares tivessem que abandonar os veículos.

Os veículos restantes, continuaram ao serviço e foram posteriormente utilizados pela República Espanhola.


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Da mesma forma que os britânicos, os franceses também se depararam com o mesmo problema das trincheiras durante a I guerra mundial.
O principal problema identificado pelos franceses, não foi o atravessamento das trincheiras (problema que os britânicos resolveram com os carros Mk.I a Mk.V) mas sim a necessidade de transportar uma metralhadora juntamente com a infantaria à medida que esta avançava de encontro ao inimigo.

O Renaul FT-17 foi um projecto de Louis Renault, e foi resultado da necessidade que o exército francês teve de dispor de uma metralhadora móvel que pudesse avançar a coberto de alguma blindagem.

Embora relativamente pequeno e leve quando comparado com os pesados tanques britânicos, o FT-17 tinha no entanto uma blindagem frontal de 16mm que era maior que a blindagem máxima dos tanques britânicos Mk.I a Mk.V

Embora inicialmente ele estivesse equipado apenas com uma metralhadora, posteriormente foi-lhe colocado um canhão de 37mm Hotchkiss.

A principal característica do FT-17, era a colocação do armamento principal numa torre com capacidade para girar 360 graus, o que era uma novidade para a altura e que se viria a tornar standard nos carros de combate do futuro.

O Renault FT-17 foi de longe o tanque mais produzido durante a I guerra mundial, tendo a sua produção segundo algumas fontes chegado às 4.000 unidades, ou seja, mais que todos os restantes carros de combate aliados e alemães juntos. Mas embora construido em grandes quantidades e relativamente barato de construir o FT-17 sempre apresentou vários problemas mecânicos e muitas vezes ficava imobilizado no terreno.
As forças francesas, não tinham desenvolvido um serviço de apoio no campo de batalha para recuperar os carros de combate, ao contrário dos alemães, que por não os terem, desenvolveram formas de capturar os tanques alidados abandonados no campo de batalha.

O numero de veículos construido foi muito grande e ele continuou em produção mesmo depois do fim da guerra com modernizações. Em 1944, aquando da libertação de Paris, os alemães utilizaram alguns destes carros para combaterem as milicias francesas, embora eles fossem já nessa altura autênticas peças de museu.



O Renault FT-17, foi para muitos exércitos de vários países do mundo, o primeiro contacto com a arma blindada. Após a guerra, ocorreram exportações destes veículos para mais de 20 países.

Informação genérica:
O FT-17 foi o principal carro de combate francês durante a I guerra mundial. Com a sua torre rotativa, ele serviu de modelo para muitas outras viaturas do tipo desenvolvidas durante a década de 1920.
Além da França, também a Itália produziu a viatura a partir de 1923, sob a designação Fiat-3000.