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Artilharia Auto propulsada



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2S19 MSTA-S
Artilharia Auto propulsada

 

2S19 MSTA-S
Artilharia Auto propulsada (Uraltransmash)
2S19 MSTA-S

Projeto: Uraltransmash
Russia
Dimensões
Comprimento
Comprimento máximo
Largura
Altura
Altura máxima
7.4
11.92m
3.38m
2.99M
Peso vazio
Peso / combate
Cap. Carga
Reboque
38t
42t
N/disponivel
N/disponivel
Motor / potência / capacidades
Motor
Potência
Vel. maxima
Terr. Irregular
V-84A
840cv
60 Km/h
35 Km/h
Tração
Tanque combustivel
Autonomia
Tripulação
Lagartas
N/disponível
500Km
5
47º
36º
1.5M
2.8M
0.5M

Armamento básico
- 1 x 152mm 2A64 L/48 Mod.1987 (Calibre: 152mm - Alcance estimado de 1.5Km a 24.7Km)
Sistema de radar auxiliar:

País: Russia
Designação Local:2S19
Qtd: Máx:550 - Qtd. em serviço:550
Situação: Em serviço
Operacionalidade:
Embora ainda estejam ao serviço alguns milhares de peças autopropulsadas do tipo 2S3 (1600 ao serviço), os 2S19 estão distribuidos às unidades mais bem equipadas do exército entre as quais as que se encontram no distrito militar de Moscovo.

O exército da União Soviética tinha planos para substituir todas as peças de artilharia autopropulsada tanto de calibre 122mm como de calibre 152mm pelo 2S19.
O fim da União Soviética e os enormes problemas financeiros que se seguiram levaram a que o ritmo de produção do 2S19 fosse relativamente lento.
Não é previsivel que os 1600 2S3 e 2S5 (versão de 152mm sem protecção para a tripulação) sejam substituidos por igual numero de 2S19, nem que o mesmo venha a ocorrer com as peças de artilharia autopropulsada de 122mm.


Forum de discussão

O sistema 2S19 foi visto pela primeira vez no ocidente em 1990, e foi visto como o substituto do 2S3, também equipado com uma peça de artilharia de 152mm, ainda que de concepção diferente.

O 2S19, usa a mesma munição utilizada pelo sistema de artilharia rebocada MSTA-A modelo 2A65, conhecido no ocidente como M1986.

Foi tida em consideração a necessidade de harmonizar a logística, pelo que o 2S19, utiliza o mesmo chassis do tanque T-80, com o condutor sentado à frente e a torre colocada a meio do veículo com o motor na traseira.

A peça de artilharia tem capacidade para disparar projecteis a uma distância de 24.7km e utilizando munição assistida, pode atingir alvos a uma distância de 40km.

A torre pode girar 360 graus e tem uma elevação de -3 a +68 graus, tendo um motor autónomo, que permite girar a torre com o motor do veículo desligado. O sistema de municiamento da peça é automático, podendo atingir uma cadência de tiro de oito disparos por minuto.

O 2S19, é um veículo bastante volumoso e acredita-se que a sua blindagem é mais poderosa que a de sistemas ocidentais equivalentes, dando assim bastante mais protecção à tripulação.

Informação genérica:
O carro de combate médio T-72 desenvolvido como uma opção mais barata ao carro de combate T-64, acabou se transformando num standard nas forças armadas soviéticas e posteriormente russas.

O sucesso da plataforma, acabou por facilitar a sua utilização como plataforma base para vários sistemas de combate e viaturas auxiliares.

De entre estas viaturas destacam-se:

2S19 - MST-S
Sistema de artilharia auto-propulsada de 152mm que substitui o já ultrapassado 2S3 Akatsiya.
O sistema é baseado no chassis do tanque T-80, embora inclua muitos dos componentes do T-72.

TOS-1
Sistema de artilharia de saturação, que utiliza um lançador com capacidade para disparar projeteis de artilharia incendiários ou termobáricos.

Munição assistida (base bleed)
O termo munição assistida, é utilizado para designar projecteis de artilharia que utilizam um sistema que consiste na colocação de uma secção adicional na parte posterior do projectil, a qual queima durante o trajecto produzindo um pequeno jacto.
Este pequeno jacto não tem qualquer utilidade na força propulsora do projectil, mas vai impedir que se crie vacuo, (resultado da alta velocidade do projectil) que aumenta o coeficiente de arrasto e torna o projectil mais lento.
Com a supressão do vácuo através deste sistema, o alcance dos projecteis de artilharia pode ser aumentado de 20 a 30%.
A desvantagem desta solução, decorre da necessidade de colocar menor carga explosiva no projectil para garantir espaço para o combustível que vai ajudar na propulsão.