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Caça-tanques



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2S25 Sprut-SD
Caça-tanques (Volgograd Tractor VTZ)
2S25 Sprut-SD

Projeto: Volgograd Tractor VTZ
Russia
Dimensões
Comprimento
Comprimento máximo
Largura
Altura
Altura máxima
7.08
9.77m
3.15m
2.72M
Peso vazio
Peso / combate
Cap. Carga
Reboque
16t
18t
N/disponivel
N/disponivel
Motor / potência / capacidades
Motor
Potência
Vel. maxima
Terr. Irregular
2V06-2S Diesel
510cv
70 Km/h
40 Km/h
Tração
Tanque combustivel
Autonomia
Tripulação
Lagartas
N/disponível
500Km
3
60º
30º
Anfíbio
2M
0.5M

Armamento básico
- 1 x 125mm 2A75 «Sprut» (Calibre: 125mm - Alcance estimado de 0Km a 0Km)
Sistema de radar auxiliar:


Forum de discussão

O Sprut-SD é classificado na Rússia como viatura anti-tanque, ou caça-tanques. Baseado no chassis do BMD-4, cujo comprimento foi aumentado, ele parece no entanto ter como objectivo substituir o tanque ligeiro anfíbio PT-76. Tal como o PT-76. Embora seja um veículo leve, ele está equipado com uma canhão da mesma família do que equipa tanques como o T-80 e o T-90. O veículo está equipado com sistema NBQ.

O seu reduzido peso, que permite que seja aerotransportado e a capacidade anfíbia (atinge 10km/h dentro de água) transforma-o num veículo adequado para utilização por unidades especiais ligeiras e aerotransportadas.

A utilização de uma arma de 125mm num veículo tão ligeiro tem os seus problemas. A arma principal, é um derivado do canhão de 125mm 2A46M, que ficou conhecida como 2A75. A arma foi modificada de forma a absorver melhor a energia do disparo mas mesmo assim, as imagens conhecidas do Sprut-SD a disparar mostram que o veículo é demasiado pequeno para absorver a potência de um disparo de munição anti-tanque de alta velocidade.

O Sprut SD, como outros veículos caça-tanques depende da surpresa para actuar e não pode agir directamente contra carros de combate pesados ou forças armadas com equipamento anti-tanque.

Informação genérica:
Muitas vezes confundidos com os veículos do tipo BMP, os BMD (Boyevaya Mashina Desantnaya) caracterizam-se por serem mais leves, e especialmente pensados para forças aerotransportadas, enquanto que os BMP são adequados para as forças do exército.

A introdução destes veículos ao serviço começou a ser estudada durante a década de 1950 e os estudos continuaram durante a década de 1960, recebendo mais fundos depois da crise dos mísseis de Cuba, altura em que o então líder russo Krutchov, decidiu impulsionar a capacidade soviética para projetar força.

Essa capacidade de projeção de força necessitava de algum tipo de meio blindado, que permitisse transportar um armamento minimamente capaz de defrontar potênciais ameaças. Isto levou ao desenvolvimento de uma viatura anfíbia, que ao mesmo tempo pudesse ser transportada pelos novos aviões de transporte russos desenvolvidos na década de 1960.

Além de dar às forças aerotransportadas uma capacidade de fogo considerável, o BMD também permitia o transporte de um grupo de seis militares, algo que as antigas peças de artilharia auto-propulsadas ASU-57 aerotransportadas não podiam fazer.

Ao long do tempo porém, e tal como aconteceu com os BMP, também os vários modelos da família BMD têm aumentado o seu peso, mesmo mantendo-se o chassis em aluminio.

Os pricipais modelos da família são o BMD-1 / BMD-2 e os mais recentes BMD-3 / 4.
O primeiro veículo foi desenvolvido ainda nos anos 60 e foi pela primeira vez mostrado em 1973. Estava equipado com uma torre com canhão de baixa pressão de 73mm.

Um variante dedicada à função de veículo de tranpsorte de infantaria foi lançada nos anos 70, com o nome de BTR-D, que era na prática um BRD-2 sem a torre e com um chassis mais longo caracterizado também por uma suspensão uma roda adicional (6 em vez de 5 nos veículos BMD-1 a BMD-4)

O BMD-2, era apenas uma versão modernizada do BMD-1, e equpado com uma torre com um canhão de 30mm.

O BMD-3 foi um desenvolvimento dos dois modelos anteriores e transporta o mesmo tipo de armamento do BMD-2 mas é bastante mais pesado. Utiliza o mesmo armamento do BMP-2.

O BMD-4 foi apresentado em 2006 e está equipado com um canhão de baixa pressão de calibre 100mm, idêntico ao que equipa o BMP-3.

A última derivação do BMD, é o caça-tanques Sprut-SD, armado com um canhão de 125mm com capacidade para penetrar a blindagem de tanques modernos.

Caça-tanques
Podemos considerar que o conceito de veículo caça-tanques tem a sua origem no termo alemão «Panzerjager» (literalmente caça-blindados) e que foi desenvolvido durante a II Guerra Mundial com o objectivo explicito de reduzir a superioridade blindada soviética em termo de números.

O conceito alemão de caça-tanques aplica-se normalmente a carros de combate (vulgo tanques) adaptados para utilizar uma arma de maior calibre colocada directamente sobre o chassis em vez de instalada numa torre com deriva de 360 graus.
Esse conceito derivou – e foi uma adaptação – do conceito de canhão de assalto que também partia do mesmo principio, só que com a colocação de uma arma principal de baixa velocidade que disparava munição explosiva, mais adequada contra infantaria ou posições fortificadas.

Praticamente todos os principais tanques alemães da II Guerra Mundial (Panzer-I/II/III/IV/V/VI e VI-B) tiveram a sua versão caça-tanques e os soviéticos também adaptaram o conceito, produzindo versões caça-tanques dos seus carros de combate T-34 e KV-1.

Os norte-americanos, que tinham feito experiências antes da guerra sem resultados práticos, desenvolveram a sua própria doutrina para a utilização de veículos caça-tanques a partir de 1940 após a invasão da França. Como rapidamente se verificou que as experiências até ali desenvolvidas eram insuficientes, desenvolveu-se uma doutrina em que os «Tank-Destroyers» estavam levemente armados e tinham a velocidade como o seu principal argumento. A teoria não resultou por várias razões, de entre as quais se destaca o facto de os chassis utilizados serem de tanques M4-Sherman que acabavam não sendo tão rápidos quando seria desejavel. Os norte-americanos acabaram por abandonar a ideia de unidades de caça-tanques, embora tenham continuado a utilizar os veículos em operações combinadas.

O conceito modernizado

Curiosamente, o conceito de caça-tanques evoluiu de tal forma que já no final do século XX voltaram a aparecer viaturas que adaptaram o conceito norte-americano de caça tanques, desenvolvendo viaturas rápidas mas fracamente blindadas. Por isso há modelos de viaturas mais modernas que também cabem nesta designação, embora ela tenha muito mais que ver com a doutrina de cada força.

Ao contrário dos caça-tanques segundo o conceito alemão e soviético da II Guerra Mundial, os actuais seguem o conceito e doutrina americana.
Isto faz com que na prática o conceito de «caça-tanque» se confunda com a viatura pesada de reconhecimento, que seguindo um conceito parecido, tem alta mobilidade (normalmente é uma viatura sobre rodas) mas pode atacar em caso de necessidade carros de combate pesados do inimigo, embora com riscos elevados.

Exemplos desse tipo de utilização dual, são o Panhard EBR que curiosamente estava armado com uma arma derivada da que equipava o carro de combate alemão Panther e o caça-tanques Panzerjager-IV.
O conceito também se confunde com o de «tanque leve».

Presentemente e seguindo este conceito são comercializadas várias viaturas do tipo, tanto nos Estados Unidos (Striker) como na Rússia (Sprut-SD) e na Europa (Centauro), China (PTL-02) e África do Sul (Rooikat).