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Leopard-2 A6
Carro de combate pesado (KMW Kraus-Maffei Wegmann)
Leopard-2 A6

Projeto: KMW Kraus-Maffei Wegmann
Alemanha
Dimensões
Comprimento
Comprimento máximo
Largura
Altura
Altura máxima
7.72
10.98m
3.7m
3M
Peso vazio
Peso / combate
Cap. Carga
Reboque
58t
62t
N/disponivel
N/disponivel
Motor / potência / capacidades
Motor
Potência
Vel. maxima
Terr. Irregular
MTU MB-873 12cyl multifuel
1500cv
72 Km/h
55 Km/h
Tração
Tanque combustivel
Autonomia
Tripulação
Lagartas
1200 Litros
550Km
4
60º
30º
1M
3M
1.1M

Armamento básico
- 1 x 120mm L/55 (Calibre: 120mm - Alcance estimado de 3Km a 3.5Km)
Sistema de radar auxiliar:

País: Alemanha
Designação Local:Leopard-2A6
Qtd: Máx:225 - Qtd. em serviço:225
Situação: Em serviço
Operacionalidade:
Os veículos Leopard-2A6 alemães são todos tanques da versão anterior «A5» que foram convertidos para a versão «A6» com a adição de nova blindagem e nova arma principal de 120mm L/55.


Forum de discussão

O Leopard-2 A6, representou uma das modificações mais significativas na linha de carros de combate Leopard-2, na medida em que introduz pela primeira ves um novo armamento principal.
No entanto, a nova arma de 120mm e 55 calibres (L55) pode ser instalada em outras versões do Leopard-2.

Embora a arma principal mantenha o calibre 120, o cano é 1,32m mais longo. Este aumento tem um impacto considerável na potência do disparo, o que resulta num alcance maior.
O Leopard-2, sempre pretendeu garantir a sua superioridade perante qualquer potencial inimigo, quer através da sua superior blindagem quer através do alcance superior do armamento.

A versão A6, incorpora a blindagem com componentes blindados em cunha na torre, que tinha sido introduzida no Leopard-2A5, por receio de que a blindagem anterior não fosse suficiente para derrotar os projecteis de 125mm dos canhões dos tanques russos mais recentes, como o T-95 e o T-80UB.

Além do novo canhão L55, que permite ao Leopard-2 A6 destruir qualquer inimigo potêncial a uma distância segura, há modificações adicionais, como melhoramentos nos componentes da blindagem, com blindagem reactiva.

Algumas versões do Leopard-2A6 construidas novas, possuem também um reforço adicional na parte superior da torre, destinado a proteger o veículo contra os novos mísseis anti-tanque, desenhados propositadamente para atacar a parte superior dos carros de combate (tradicionalmente menos protegida). É o caso da versão construida em Espanha sob licença, pela empresa General-Dynamics, conhecido como Leopard-2EX.

A blindagem do Leopard-2A6 é de terceira geração, constituida por materiais compostos na parte frontal da torre com blindagem em cunha, bem assim como nas saias protectoras laterais, e à frente nos modelos novos .
A nova blindagem permite ao carro de combate resistir aos novos «RPG» de ogiva dupla, bem como aos mais recentes projecteis de energia cinética.

Considerando a blindagem, a sofisticação do seus sistemas electrónicos, a potência da sua arma principal, a potência e relativa economia do seu motor e sua velocidade, o Leopard-2 A6, pode ser considerado o melhor carro de combate existente no mundo, embora esta classificação seja discutível, principalmente porque o «recheio» electrónico dos veículos, que muda de país para país, pode tornar alguns Leopard-2 mais sofisticados que outros.



Desgaste da arma principal
Um dos principais problemas do Leopard-2 equipado com a peça longa de 55 calibres, é o enorme desgaste da peça, que é submetida a pressões enormes, para conseguir superiorizar-se a todos os outros armamentos do tipo.
A KMW desenvolveu sistemas de treino para as guarnições dos tanques, para garantir a operacionalidade, mas ao mesmo tempo evitar o desgaste extremo do cano.

Acima, simulador do Leopard-2: O grande desgaste das armas que disparam projeteis a alta pressão leva a que para evitar o desgaste durante muitos exercícios, se recorra dada vez mais a formas alternativas de treino simulando o ambiente de combate.



Informação genérica:
Familia de carros de combate alemã, com origem nos anos 60, que aparece para complementar e posteriormente substituir o Leopard-1.

A família Leopard-2 é o resultado de estudos efectuados por empresas americanas e alemãs para o fabrico de um carro de combate conjunto, que pudesse garantir uma superioridade tecnologica e um poder de fogo tal, que permitisse equilibrar a enorme vantagem numérica que os países do Pacto de Varsóvia detinham sobre a NATO.

Mas americanos e alemães não se entenderam em vários aspectos.
De entre as diferenças que encontraram, é de realçar que os americanos pretendiam incorporar um motor a turbina, enquanto que os alemães pretendiam motores a diesel.

Leopard 1 V Chile
Na imagem acima, um dos dois protótipos do Leopard. Notar a diferença na parte frontal do veículo.


A preferência americana, não tinha em consideração os custos de combustivel, resultado da grande capacidade logística norte-americana e do seu acesso a grandes quantidades de combustível.

A contrapartida era a durabilidade e fiabilidade da turbina, que possuia um número mínimo de partes móveis

As divergências acabaram em separação e o projecto não teve continuação. Cada país acabou por desenvolver o seu próprio tanque. Os americanos desenvolveram o Abrahams e os alemães o Leopard-2.

Leopard 1 V Chile
Na imagem, um dos primeiros Leopard-2 de produção.


Logo que apareceu, o Leopard-2 arrebatou o título de mais pesado carro de combate europeu, ultrapassando mesmo o britânico Chieftain.

380 Leopard 2 versão base, começaram a ser produzidos em 1979, tendo o último sido entregue em 1982.

Leopard-2 A1
O segundo (480 exemplares) e o terceiro lote (300 veículos), produzidos entre 1982 e 1984 receberam algumas alterações adicionais e passaram a ser conhecidos como Leopard-2A1.
O 2A1, tinha visão térmica para o condutor do veículo, tornando possível o combate nocturno.

Leopard-2 A2
As viaturas do lote inicial, que tinha sido produzido entre 1979 e 1983 foram modificadas para o padrão A1, mas ficaram conhecidas como Leopard-2 A2.

Leopard-2 A3
A versão que ficou conhecida como «A3» é viertualmente idêntica à versão A1 e corresponde ao quarto lote de Leopard-2 (300 veículos), que foram produzidos entre 1984 e 1985. Difere das versões anteriores em pormenores de pouca importaância, como os rádios.

Leopard-2 A4
Ainda em meados da década de 1980, ainda não tinham saído de fábrica os últimos Leopard-2 A3 e já se preparava a versão seguinte, que ao contrário das anteriores incorporava modificações bastante importantes.

De entre essas modificações destaca-se o sistema automático de combate a incendios e um sistema completamente digital de gestão de tido. A blindagem também foi reforçada com elementos de titanio e tungsténio.

O Leopard-2A4 transformou-se a partir de 1985 e até 1992, na versão de produção standard do veículo.
Vários países adquiriram o carro de combate aos alemães e a Holanda fabricou localmente mais de 400 unidades para o seu exército.

Quando a produção dos Leopard-2 A4 e a actualização dos veículos mais antigos terminou, também tinha terminado a guerra fria.

Por essa razão, a Alemanha e a Holanda, começaram a vender e a retirar de serviço muitos dos seus carros de combate.

Leopard-2 A5
Ainda que com muitos carros da versão A4 em stock, os operadores do veículo optaram por continuar a moderniza-lo.
As laterais em angulo reto do Leopard-2A4 mostraram ser um dos seus pontos fracos, quando se testaram as armas soviéticas de 125mm dos taques T-80 e T-72 modernizados.

Leopard 2A5
Na imagem acima, o Leopard-2A5


A resposta, foi a introdução de perfis de torre em cunha, que permitem distinguir os Leopard-2 A5 dos modelos anteriores.

A Alemanha e a Holanda converteram os carros da versão A4 para o padrão A5, embora tenham deixado vários A4 na reserva, que posteriormente foram vendidos.

Leopard-2A6
A versão A6 do Leopard, incorporou a modificação mais importante desde que o Leopard-2 foi lançado.
Essa modificação consistiu na incorporação de uma arma principal nova.
Embora o calibre se tenha mantido, o cano é mais longo e a velocidade do disparo é superior.
Leopard 2A6
Na imagem acima, o Leopard-2A6: Ele é praticamente idêntico em quase tudo à versão A5, mas o armamento principal é claramente mais longo, o que implica superior poder de fogo, maior precisão e também maior desgaste do armamento principal.

Esta modificação transformou o Leopard-2 no mais poderoso carro de combate do mundo em termos de poder de fogo.

A Holanda e a Alemanha converteram os seus Leopard-2A5 para a versão A6.
A Holanda vendeu alguns dos seus A6 a Portugal e ao Canadá, enquanto que a Espanha produzia a sua própria versão do modelo A6, mantendo embora a versão A4 em operação.

Leopard-2 PSO
O Leopard 2 PSO é uma versão do Leopard, dedicada a operações de manutenção de paz.
Tanto esta versão como algumas versões mais ou menos equivalentes foram desenvolvidas pelas forças que possuiam o Leopard-2A4.

Leopard 1 V Chile
Na imagem, em primeiro plano o Leopard-2A6, com canhão longo L55. Em segundo plano o Leopard-2 PSO, baseado no Leopard-2A5. Notar o canhão L44 mais curto


Vários Leopard-2 A4 foram sendo modernizados ao nível da electrónica e da blindagem, sem incluir as características do Leopard-2 A5 e o novo canhão do Leopard-2 A6

Leopard-2 A7
O Leopard-2 A7 aparece como uma soma dos carros de combate Leopard 2A4 modificados e dos Leopard-2 A6 com armamento mais poderoso.

Existem duas versões:
Leopard-2A7 : Versão dedicada a combate urbano e que utiliza o canhão mais curto L44
Leopard-2A7 «plus» : Na prática uma modernização do Leopard-2A6, mantendo o canhão longo L55 e incorporando nova blindagem desenvolvida para combate urbano e operações de manutanção de paz.