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Leopard-2 A6
Carro de combate pesado (KMW Kraus-Maffei Wegmann)
Leopard-2 A6

Projeto: KMW Kraus-Maffei Wegmann
Alemanha
Dimensões
Comprimento
Comprimento máximo
Largura
Altura
Altura máxima
7.72
10.98m
3.7m
3M
Peso vazio
Peso / combate
Cap. Carga
Reboque
58t
62t
N/disponivel
N/disponivel
Motor / potência / capacidades
Motor
Potência
Vel. maxima
Terr. Irregular
MTU MB-873 12cyl multifuel
1500cv
72 Km/h
55 Km/h
Tração
Tanque combustivel
Autonomia
Tripulação
Lagartas
1200 Litros
550Km
4
60º
30º
1M
3M
1.1M

Armamento básico
- 1 x 120mm L/55 (Calibre: 120mm - Alcance estimado de 3Km a 3.5Km)
Sistema de radar auxiliar:

País: Portugal
Designação Local:Leopard-2 A6
Qtd: Máx:37 - Qtd. em serviço:37
Situação: Em serviço
Operacionalidade:
A aquisição por Portugal dos carros de combate Leopard-2 A6 foi confirmada por um acordo entre o governo de Portugal e o governo da Holanda em 26 de Setembro de 2007. As primeiras unidades do carro de combate, chegaram a Portugal a 15 de Outubro de 2008.

Trata-se de uma considerável alteração no que respeita à arma blindada portuguesa, que sempre foi encarada como um parente pobre ou uma forma de demonstrar poder internamente mas sem grande utilizada ao longo dos anos.

Os carros de combate Leopard-2A6 de origem holandesa, estão equipados com sistemas e têm capacidades que os deixam a uma grande distância dos carros que os antecedem.

A principal diferença do Leopard-2A6 relativamente ao M-60 ao serviço é o canhão de 120mm L/55 de alma lisa. Trata-se de um canhão com uma enorme vantagem táctica sobre qualquer tipo de canhão presentemente em produção no mundo, pois o seu enorme alcance permite destruir veículos blindados inimigos a uma grande distância e com um grande grau de precisão.

A sua introdução, implica uma alteração radical em conceitos e doutrinas de utilização, e implica um salto tecnológico tremendo, relativamente ao exército dos anos 70 que Portugal ainda tem em 2006.

O reduzido numero de carros de combate (pouco mais de um terço dos M-60) implica que ocorrerá também uma redução na dimensão da arma blindada. Os carros de combate pesados não têm grande utilidade em Portugal, onde a possibilidade de alguma vez serem necessários é presentemente remota. No entanto a possibilidade da sua utilização em operações internacionais é igualmente maior, pois até ao momento qualquer intervenção portuguesa mesmo com um pequeno grupo de veículos deste tipo seria impossível dada a obsolescência dos meios.

A incorporação dos novos tanques é complexa, pois implica a formação intensiva de técnicos e pessoal especializado na operação do veículo.
Além dos 37 veículos Leopard-2A6 será igualmente entregue um veículo de treino, sem torre e na primeira metade de 2010 decorriam negociações para a aquisição de um simulador.



No inicio de 2010 foi confirmado o interesse do exército português na aquisição de um lote adicional de 18 viaturas deste tipo, permitindo assim dispor de um batalhão completo. A aquisição de mais 18 viaturas levará à retirada de serviço de todos os carros de combate M60A3-TTS do exército português.


Forum de discussão

O Leopard-2 A6, representou uma das modificações mais significativas na linha de carros de combate Leopard-2, na medida em que introduz pela primeira ves um novo armamento principal.
No entanto, a nova arma de 120mm e 55 calibres (L55) pode ser instalada em outras versões do Leopard-2.

Embora a arma principal mantenha o calibre 120, o cano é 1,32m mais longo. Este aumento tem um impacto considerável na potência do disparo, o que resulta num alcance maior.
O Leopard-2, sempre pretendeu garantir a sua superioridade perante qualquer potencial inimigo, quer através da sua superior blindagem quer através do alcance superior do armamento.

A versão A6, incorpora a blindagem com componentes blindados em cunha na torre, que tinha sido introduzida no Leopard-2A5, por receio de que a blindagem anterior não fosse suficiente para derrotar os projecteis de 125mm dos canhões dos tanques russos mais recentes, como o T-95 e o T-80UB.

Além do novo canhão L55, que permite ao Leopard-2 A6 destruir qualquer inimigo potêncial a uma distância segura, há modificações adicionais, como melhoramentos nos componentes da blindagem, com blindagem reactiva.

Algumas versões do Leopard-2A6 construidas novas, possuem também um reforço adicional na parte superior da torre, destinado a proteger o veículo contra os novos mísseis anti-tanque, desenhados propositadamente para atacar a parte superior dos carros de combate (tradicionalmente menos protegida). É o caso da versão construida em Espanha sob licença, pela empresa General-Dynamics, conhecido como Leopard-2EX.

A blindagem do Leopard-2A6 é de terceira geração, constituida por materiais compostos na parte frontal da torre com blindagem em cunha, bem assim como nas saias protectoras laterais, e à frente nos modelos novos .
A nova blindagem permite ao carro de combate resistir aos novos «RPG» de ogiva dupla, bem como aos mais recentes projecteis de energia cinética.

Considerando a blindagem, a sofisticação do seus sistemas electrónicos, a potência da sua arma principal, a potência e relativa economia do seu motor e sua velocidade, o Leopard-2 A6, pode ser considerado o melhor carro de combate existente no mundo, embora esta classificação seja discutível, principalmente porque o «recheio» electrónico dos veículos, que muda de país para país, pode tornar alguns Leopard-2 mais sofisticados que outros.



Desgaste da arma principal
Um dos principais problemas do Leopard-2 equipado com a peça longa de 55 calibres, é o enorme desgaste da peça, que é submetida a pressões enormes, para conseguir superiorizar-se a todos os outros armamentos do tipo.
A KMW desenvolveu sistemas de treino para as guarnições dos tanques, para garantir a operacionalidade, mas ao mesmo tempo evitar o desgaste extremo do cano.

Acima, simulador do Leopard-2: O grande desgaste das armas que disparam projeteis a alta pressão leva a que para evitar o desgaste durante muitos exercícios, se recorra dada vez mais a formas alternativas de treino simulando o ambiente de combate.



Informação genérica:
Familia de carros de combate alemã, com origem nos anos 60, que aparece para complementar e posteriormente substituir o Leopard-1.

A família Leopard-2 é o resultado de estudos efectuados por empresas americanas e alemãs para o fabrico de um carro de combate conjunto, que pudesse garantir uma superioridade tecnologica e um poder de fogo tal, que permitisse equilibrar a enorme vantagem numérica que os países do Pacto de Varsóvia detinham sobre a NATO.

Mas americanos e alemães não se entenderam em vários aspectos.
De entre as diferenças que encontraram, é de realçar que os americanos pretendiam incorporar um motor a turbina, enquanto que os alemães pretendiam motores a diesel.

Leopard 1 V Chile
Na imagem acima, um dos dois protótipos do Leopard. Notar a diferença na parte frontal do veículo.


A preferência americana, não tinha em consideração os custos de combustivel, resultado da grande capacidade logística norte-americana e do seu acesso a grandes quantidades de combustível.

A contrapartida era a durabilidade e fiabilidade da turbina, que possuia um número mínimo de partes móveis

As divergências acabaram em separação e o projecto não teve continuação. Cada país acabou por desenvolver o seu próprio tanque. Os americanos desenvolveram o Abrahams e os alemães o Leopard-2.

Leopard 1 V Chile
Na imagem, um dos primeiros Leopard-2 de produção.


Logo que apareceu, o Leopard-2 arrebatou o título de mais pesado carro de combate europeu, ultrapassando mesmo o britânico Chieftain.

380 Leopard 2 versão base, começaram a ser produzidos em 1979, tendo o último sido entregue em 1982.

Leopard-2 A1
O segundo (480 exemplares) e o terceiro lote (300 veículos), produzidos entre 1982 e 1984 receberam algumas alterações adicionais e passaram a ser conhecidos como Leopard-2A1.
O 2A1, tinha visão térmica para o condutor do veículo, tornando possível o combate nocturno.

Leopard-2 A2
As viaturas do lote inicial, que tinha sido produzido entre 1979 e 1983 foram modificadas para o padrão A1, mas ficaram conhecidas como Leopard-2 A2.

Leopard-2 A3
A versão que ficou conhecida como «A3» é viertualmente idêntica à versão A1 e corresponde ao quarto lote de Leopard-2 (300 veículos), que foram produzidos entre 1984 e 1985. Difere das versões anteriores em pormenores de pouca importaância, como os rádios.

Leopard-2 A4
Ainda em meados da década de 1980, ainda não tinham saído de fábrica os últimos Leopard-2 A3 e já se preparava a versão seguinte, que ao contrário das anteriores incorporava modificações bastante importantes.

De entre essas modificações destaca-se o sistema automático de combate a incendios e um sistema completamente digital de gestão de tido. A blindagem também foi reforçada com elementos de titanio e tungsténio.

O Leopard-2A4 transformou-se a partir de 1985 e até 1992, na versão de produção standard do veículo.
Vários países adquiriram o carro de combate aos alemães e a Holanda fabricou localmente mais de 400 unidades para o seu exército.

Quando a produção dos Leopard-2 A4 e a actualização dos veículos mais antigos terminou, também tinha terminado a guerra fria.

Por essa razão, a Alemanha e a Holanda, começaram a vender e a retirar de serviço muitos dos seus carros de combate.

Leopard-2 A5
Ainda que com muitos carros da versão A4 em stock, os operadores do veículo optaram por continuar a moderniza-lo.
As laterais em angulo reto do Leopard-2A4 mostraram ser um dos seus pontos fracos, quando se testaram as armas soviéticas de 125mm dos taques T-80 e T-72 modernizados.

Leopard 2A5
Na imagem acima, o Leopard-2A5


A resposta, foi a introdução de perfis de torre em cunha, que permitem distinguir os Leopard-2 A5 dos modelos anteriores.

A Alemanha e a Holanda converteram os carros da versão A4 para o padrão A5, embora tenham deixado vários A4 na reserva, que posteriormente foram vendidos.

Leopard-2A6
A versão A6 do Leopard, incorporou a modificação mais importante desde que o Leopard-2 foi lançado.
Essa modificação consistiu na incorporação de uma arma principal nova.
Embora o calibre se tenha mantido, o cano é mais longo e a velocidade do disparo é superior.
Leopard 2A6
Na imagem acima, o Leopard-2A6: Ele é praticamente idêntico em quase tudo à versão A5, mas o armamento principal é claramente mais longo, o que implica superior poder de fogo, maior precisão e também maior desgaste do armamento principal.

Esta modificação transformou o Leopard-2 no mais poderoso carro de combate do mundo em termos de poder de fogo.

A Holanda e a Alemanha converteram os seus Leopard-2A5 para a versão A6.
A Holanda vendeu alguns dos seus A6 a Portugal e ao Canadá, enquanto que a Espanha produzia a sua própria versão do modelo A6, mantendo embora a versão A4 em operação.

Leopard-2 PSO
O Leopard 2 PSO é uma versão do Leopard, dedicada a operações de manutenção de paz.
Tanto esta versão como algumas versões mais ou menos equivalentes foram desenvolvidas pelas forças que possuiam o Leopard-2A4.

Leopard 1 V Chile
Na imagem, em primeiro plano o Leopard-2A6, com canhão longo L55. Em segundo plano o Leopard-2 PSO, baseado no Leopard-2A5. Notar o canhão L44 mais curto


Vários Leopard-2 A4 foram sendo modernizados ao nível da electrónica e da blindagem, sem incluir as características do Leopard-2 A5 e o novo canhão do Leopard-2 A6

Leopard-2 A7
O Leopard-2 A7 aparece como uma soma dos carros de combate Leopard 2A4 modificados e dos Leopard-2 A6 com armamento mais poderoso.

Existem duas versões:
Leopard-2A7 : Versão dedicada a combate urbano e que utiliza o canhão mais curto L44
Leopard-2A7 «plus» : Na prática uma modernização do Leopard-2A6, mantendo o canhão longo L55 e incorporando nova blindagem desenvolvida para combate urbano e operações de manutanção de paz.