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Carro de combate pesado

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IS-2
Carro de combate pesado

IS-3
Carro de combate pesado

T-10M
Carro de combate pesado

 

T-10M
Carro de combate pesado (Soviet State Factories)
T-10M

Projeto: Soviet State Factories
União Soviética
Dimensões
Comprimento
Comprimento máximo
Largura
Altura
Altura máxima
7.41
9.87m
3.56m
2.43M
Peso vazio
Peso / combate
Cap. Carga
Reboque
49t
52t
N/disponivel
N/disponivel
Motor / potência / capacidades
Motor
Potência
Vel. maxima
Terr. Irregular
V12 39L Diesel
690cv
50 Km/h
30 Km/h
Tração
Tanque combustivel
Autonomia
Tripulação
Lagartas
N/disponível
300Km
4
40º
20º
1.2M
3M
0M

Armamento básico
- 1 x 122mm D25T (Calibre: 122mm - Alcance estimado de 0.8Km a 1.6Km)
Sistema de radar auxiliar:


Forum de discussão

O T-10 foi mais um desenvolvimento da série de tanques IS-1 a IS-3 lançado em 1956. Inicialmente este projecto foi denominado IS-8 e a versão seguinte IS-9, mas com o inicio do periodo de «desestalinização», em que as autoridades soviéticas decidiram mostrar e reconhecer todos os crimes do ditador, passou a ser politicamente incorrecto atribuir o nome Stalin a um veículo, pelo que a designação mudou para T-10.

O IS-8/T-10 era uma versão modernizada do IS-3. Esta versão foi rapidamente substituida nas linhas de produção pelo IS-9, em 1957, que posteriormente passou a ser conhecido como T-10M.

Embora baseado no IS-3, o T-10M tem uma suspensão com sete rodas de cada lado, em vez de apenas seis no IS-3, mantendo-se o mesmo número de roletes de retorno da esteira.
O T-10M foi armado com metralhadoras mais modernas KPVT (coaxial) de 12.7mm e KPT (anti-aérea) de 14.5mm.
O canhão de 122mm do T-10M também é uma versão modernizada, disparando munição a maior velocidade (900m/s).

O T-10M foi o último tanque pesado da União Soviética e embora tenha deixado de ser fabricado, ele continuou ao serviço pelo menos até aos anos 80, sendo considerado um dos tanques do Pacto de Varsóvia mais dificeis de destruir.

O abandono do tanque pesado, dá-se quando os militares soviéticos se apercebem de que a arma principal dos carros de combate ocidentais da altura, quase todos armados com o L/7 britânico de 105mm disparava projécteis que não podiam ser detidos pela blindagem do T-10, ao mesmo tempo que o desenvolvimento de tanques como o T-62 com o seu canhão de 115mm, permitia aos soviéticos dispor de uma arma de calibre menor, mas mais eficiente.

Informação genérica:
As origens mais remotas dos carros de combate da família IS (Iosef Stalin) encontram-se em Agosto de 1942, quando o Alto Comando soviético recebeu informações de que a Alemanha estava a desenvolver uma nova família de tanques pesados.

A primeira solução encontrada, foi utilizar o carro de combate pesado KV-1, que entretanto estava em estudos para a introdução de um novo canhão de 85mm. O primeiro protótipo do «novo» tanque Stalin, lançado no inicio de 1943 estava armado com um canhão de 85mm (ficou conhecido como IS-1 ou IS-85).
O IS-1, teria a mesma função do tnaque alemão Tiger-1, ou seja: Dominar o campo de batalha.

A principal diferença do tanques Stalin era a sua blindagem mais pesada. Rapidamente os militares concluiram que o canhão de 85mm não era suficiente para as necessidades e isso levou à instalação de uma arma principal de 122mm a qual não cabia na torre. A solução foi introduzir uma nova torre, com a nova arma.

Stalin Tank
O tanque «Stalin» é normalmente considerado um derivado do KV-1, no entanto as diferenças entre os dois veículos são consideráveis e claramente visíveis nesta comparação à escala entre o KV-1 à esquerda e o Stalin IS-2 à direita.


Surge assim o IS-2, que foi aceite para produção em Outubro de 1943. Até ao fim desse ano já tinham sido produzidos 102 exemplares.

Os IS-2 esteve em produção de Outubro de 1943 até ao final de 1944, altura em que foi lançado o IS-3, com uma blindagem inspirada nos principios do T-34, laterais inclinadas e muito melhor perfil balistico.

O melhor perfil balístico permitiu manter um peso idêntico ao IS-2.

A última derivação da família de tanques «Stalin» foi o tanque IS-8 e IS-9, que posteriormente mudou de nome para T-10 e T-10M depois da morte de Stalin.

O T-10 subdivide-se em:
T-10 original (idêntico ao IS-3)
T-10A (canhão estabilizado)
T-10B (modernização ao estabilizador do canhão)
T-10M Versão modernizada com canhão de 43 calibres

Embora a partir de 1967 os tanques passassem a ter capacidade para disparar munição APDS e HEAT, o melhoramento da qualidade dos tanques ocidentais e a standardização do canhão de 105mm, que podia perfurar com alguma facilidade a blindagem do T-10 tornou o conceito do tanque pesado completamente obsoleto.

Carros de combate pesados do pós guerra



Após o final da II guerra mundial, os países vencedores lançaram-se numa corrida para desenvolver carros de combate pesados, poderosamente blindados e armados, que pudessem controlar o campo de batalha, no caso de o conflito entre ocidente e leste se transformar numa guerra mundial.


A União Soviética tinha a clara liderança. Ainda antes da invasão alemã os russos tinham sido os primeiros a estudar grandes carros de combate, alguns deles com multiplas torres. Esses estudos resultaram no poderoso tanque KV-1, que estava operacional quando a Alemanha invadiu a URSS.

Os técnicos russos continuaram a aprimorar o KV-1, que posteriormente se transformou no carro de combate IS-1 e IS-2. Depois da morte do ditador comunista Estaline, a última derivação da viatura ficou conhecida como T-10. Com 52t e uma peça principal de 122mm o T-10 atingia uma velocidade de 50km/h, e tinha uma autonomia de 300km.


Já os britânicos, desenvolveram doutrinas durante a década de 1930 que pediam carros de combate pesados, mas extremamente lentos. A industria britânica continuou a desenvolver carros mais pesados, tendo em consideração a esperada evolução dos blindados alemães. Apóa a guerra, a Grã Bretanha passou a desenvolver uma viatura ainda mais pesada, que acabaria por se concretizar na forma do tanque Conqueror, armado com uma peça de 120mm. Lento, o Conqueror tinha como principal vantagem o poder da sua arma principal. Com o aparecimento da peça de 105mm instalada nos carros britânicos, a única vantagem do Conqueror desapareceu.

Por seu lado os americanos, embora tivessem desenvolvido tanques pesados, fizeram-no praticamente por questões de estudo, já que os comandos das forças terrestres americanas estavam absolutamente convencidos de que os tanque Sherman seria suficiente para derrotar os alemães.
Tendo entendido de forma amarga a seguir a Junho de 1944 que o Sherman era virtualmente inutil perante os carros alemães, os americanos injetaram recursos nos projetos de tanques pesados, que no entanto apenas permitiram colocar um carro pesado no terreno em Março de 1945, um mês antes da derrota da Alemanha.

Só com a guerra na Coreia, os projetos de tanques pesados sofreram um novo impulso, perante o continuo aparecimento de novos tanques pesados soviéticos, como o T10. No entanto, o principal resultado de todo o esforço americano resultou no carro de combate M103, que com um peso de 56,6t atingia uma velocidade de 34km/h. A enorme torre e o armamento pouco eficiente, levaram a que o veículo não fosse bem visto. Apenas os marines o utilizaram durante algum tempo.

A França desenvolveu no periodo que se seguiu ao conflito, alguns modelos mais pesados de entre os quais se destaca o ARL44, no entanto, armado com uma peça de 90mm este modelo era pouco mais que um Char B1.bis da II guerra mundial, com um armamento mais poderoso, não podendo realmente ser considerado um carro pesado.

Os três tanques pesados de russos britânicos e americanos, acabaram por ser retirados de serviço por diversas ordens de razões. A União Soviética retirou os seus T-10 de serviço porque se verificou que eles tinham poucas vantagens perante os novos T-55, tendo cedido muitos deles a países satélites como o Egito. Os britânicos retiraram os Conqueror porque a sua principal vantagem desapareceu com a introdução de novos armamentos. Os americanos nunca gostaram do conceito e o exército retirou-os de serviço durante a década de 1960.

Posteriormente, tanto os Estados Unidos quanto a Grã Bretanha, desenvolveram carros de combate mais pesados, no entanto a partir da década de 1960/1970 a evolução foi no sentido de adotar apenas um modelo de carro de combate, pelo que os carros M1 Abrams, ou os Chieftain e Challenger britânicos já não têm uma função específica e passaram a ser designados como MBT (Main Battle Tank).

A União Soviética nunca voltou a desenvolver carros de combate pesados. O seu modelo T-64 e T-72 transformou-se no carro principal da URSS e posteriormente da Russia, assumindo-se como carro de combate médio.