Dados sobre países utilizadores:


Listar veículos do tipo
Carro de combate médio

Veículos idênticos ou relacionados:


A-13 «Cruiser» Mk-IV
Carro de combate médio

A-15 «Crusader-III»
Carro de combate médio

 

A-13 «Cruiser» Mk-IV
Carro de combate médio (Morris / Nuffield)
A-13 «Cruiser» Mk-IV

Projeto: Morris / Nuffield
Reino Unido
Dimensões
Comprimento
Comprimento máximo
Largura
Altura
Altura máxima
6.02
n/disponivel
2.54m
2.59M
Peso vazio
Peso / combate
Cap. Carga
Reboque
13.8t
15t
N/disponivel
N/disponivel
Motor / potência / capacidades
Motor
Potência
Vel. maxima
Terr. Irregular
Liberty V-12
340cv
48 Km/h
25 Km/h
Tração
Tanque combustivel
Autonomia
Tripulação
Lagartas
N/disponível
144Km
4
31º
20º
N/disponivel
2.29M
0.61M

Armamento básico
- 1 x 40mm QF L/52 (2 pdr) (Calibre: 40mm - Alcance estimado de 0.5Km a 0.9Km)
Sistema de radar auxiliar:


Forum de discussão

O carro de combate leve «Cruiser» foi projectado na Grã Bretanha e é um derivado directo do projecto do famoso tanque norte-americano «Christie» que está na origem de veículos de combate como os tanques leves BT-5 e BT-7 de que depois derivou o famoso T-34 soviético.

O trabalho de modificação do desenho do tanque Christie foi efectuado pela empresa automobilistica Morris, que modificou o projecto de forma a compatibiliza-lo com os padrões britânicos da época.

Cruiser
Um exemplar do tanque «Cruiser» o Mk-II: A torre foi considerada pouco blindada e isso levará à introdução de uma nova torre na versão Mk IV. Notar a suspensão idêntica aos tanques soviético da série BT, que se baseavam no mesmo conceito
O tanque poderia ser utilizado sem as suas lagartas e a sua velocidade máxima em estrada chegou a atingir 80km/h. No entanto, cedo se concluiu que a tripulação não podia aguentar dentro do veículo a tal velocidade. Muitos pilotos e pessoal de testes foram feridos, pois o sistema de suspensão do veículo não conseguia amortecer as irregularidades do terreno. O próprio motor Liberty, teve a sua potência reduzida, de forma a torna-lo mais fiável.
A velocidades mais reduzidas, o sistema de suspensão foi considerado muito bom. O desempenho do tanque era notável para a altura, especialmente no deserto. Mas se inicialmente as prestações eram boas, em situações reais de combate, uma parte considerável dos componentes mecânicos degradava-se com facilidade levando a que a disponíbilidade efectiva de veículos para combate fosse reduzida.

Outra característica distintiva do A-13 foi a blindagem inclinada da sua torre. Julgou-se que a inclinação seria suficiente para garantir alguma protecção à tripulação, mas em condições reais de combate a blindagem mostrou ser insuficiente, mesmo quando lhe foram aplicadas placas adicionais, mas mesmo assim continuavam a existir muitos ângulos retos que se tornavam pontos fracos do veículo.

Os carros de combate A-13 Cruiser foram entregues ao exército britânico entre 1938 e 1939, tendo sido entregues 335 unidades.

Informação genérica:
Os primeiro tanques cruzadores britânicos a entrar em serviço imediatamente antes do inicio da II Guerra Mundial, foram projectos da Nuffield e respondiam ao conceito de tanque cruzador, um veículo bastante rápido e com armamento anti-tanque que lhe permitisse entrar em combate contra tanques inimigos.

Os dois modelos concebidos pela Nuffield, foram:

A-13 «Cruiser» - Desenvolvido em meados dos anos 30 e equipado com um canhão de 40mm (2 libras), que foi considerado insuficiente quando o conflito começou.

A-15 «Crusader Mk-1 a Mk-3» - Desenvolvido a partir do projecto «Covenanter» e projectado em 1937. O Mk-3 estava equipado com um canhão de 57mm (6 libras), o que lhe dava bastante mais potência, mas que mesmo assim foi rapidamente ultrapassado pelos desenvolvimentos da guerra.

O exército britânico solicitou posteriormente um tanque dentro do conceito de tanque cruzador que foi chamado de Tanque cruzador pesado.

A Nuffield, respondeu com um projecto que ficou conhecido como «Cavalier», um veículo idêntico ao modelo Cromwell, mas equipado com o mesmo motor que equipava tanto o Cruiser quanto o Crusader. Como o motor proposto não tinha suficiente potência o projecto não recebeu prioridade, tendo o projecto da Leyland, que incluia um motor mais potente sido preferido (ver tanque Cromwell).

Existem contradições quanto a este último veículo, poi várias publicações chamam o tanque «Cavalier» de «Cromwell fabricado pela Nufield»

Tanque Cruzador
O conceito de «Tanque Cruzador» é o resultado das análises feitas pelos militares britânicos após o fim da Primeira Guerra Mundial às necessidades futuras das forças blindadas britânicas.

O tanque cruzador deveria ser rápido, permitindo penetrar as linhas inimigas de forma eficiente, cortando as suas linhas de abastecimento e impossibilitando o seu movimento. Ele deveria também ter capacidade para atacar outros veículos blindados, embora esta exigência entrasse em contradição com a relativamente reduzida blindagem que o tanque cruzador tinha que ter, para poder ser mais rápido.

O conceito demonstrou não ter grande solidez, porque rapidamente os militares britânicos começaram a solicitar tanques cruzadores poderosamente blindados, como posteriormente também solicitaram tanques de infantaria rápidos. Tanque de Infantaria e Tanque Cruzador, acabaram por resultar num só veículo no final da guerra, o tanque «Comet».

São exemplos de tanques classificados como Cruzadores:
A-13 «Cruiser»
A-15 «Crusader»

Tanques Cruzadores Pesados:
A-27 «Cromwell»
A-34 «Comet»