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Carro de combate médio

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A-13 «Cruiser» Mk-IV
Carro de combate médio

A-15 «Crusader-III»
Carro de combate médio

 

A-15 «Crusader-III»
Carro de combate médio (Morris / Nuffield)
A-15 «Crusader-III»

Projeto: Morris / Nuffield
Reino Unido
Dimensões
Comprimento
Comprimento máximo
Largura
Altura
Altura máxima
5.99
n/disponivel
2.64m
2.23M
Peso vazio
Peso / combate
Cap. Carga
Reboque
18t
20.04t
N/disponivel
N/disponivel
Motor / potência / capacidades
Motor
Potência
Vel. maxima
Terr. Irregular
Liberty 12V
340cv
43 Km/h
20 Km/h
Tração
Tanque combustivel
Autonomia
Tripulação
Lagartas
N/disponível
160Km
5
31º
20º
N/disponivel
2.59M
0.69M

Armamento básico
- 1 x 57mm QF L/43 Mk 2 / Mk 3 (Calibre: 57mm - Alcance estimado de 1Km a 1.5Km)
Sistema de radar auxiliar:


Forum de discussão

O tanque «Crusader», é derivado de um outro projecto chamado «Covenanter» que por sua vez era inspirado no tanque Cruiser A-13. O veículo ainda foi construido dentro do conceito britânico de «tanque cruzador», mas já foi feito para ser um tanque cruzador pesado, dado o Crusader ser considerado um tanque relativamente pouco protegido.

Enquanto as primeiras duas versões do A-15 (Crusader-I e Crusader-II) estavam equipadas com um canhão de 40mm (duas libras) igual ao do tanque A-13, o Crusader-III estava armado com um canhão de 57mm (6 libras).
A instalação do canhão de 57mm, foi o resultado da clara insuficiência do canhão de 40mm.

No entanto a insuficiencia da blindagem não foi devidamente tratada e hoje considera-se que a urgência que o exército britânico tinha, levou a que ele fosse colocado em serviço demasiado cedo. Quando ocorreu o primeiro combate com os alemães em 1941 no deserto, caíram mais tanques em mãos alemãs por causa das avarias que por causa dos disparos inimigos.

Ele continuou no entanto ao serviço por falta de melhor opção. A versão armada com o canhão de 57mm foi enviada para o deserto, onde participou na batalha de El Alamein.

A sua principal vantagem era o sistema de suspensão e a possibilidade de facilmente modificar o motor, o que permitia atingir velocidades de aproximadamente 65km/h embora isto acabasse por prejudicar a fiabilidade do veículo.

No entanto, o Crusader-III estava já obsoleto para as necessidades, numa altura em que os alemães tinham ao serviço carros de combate armados com canhões de 75mm, além de utilizarem com grande sucesso e sempre que possível, canhões anti-aéreos de 88mm.

Os Crusader foram retirados de serviço em 1943. Parte deles foi convertida e foi-lhes removida a torre que foi substituida por um obus de 76mm

Informação genérica:
Os primeiro tanques cruzadores britânicos a entrar em serviço imediatamente antes do inicio da II Guerra Mundial, foram projectos da Nuffield e respondiam ao conceito de tanque cruzador, um veículo bastante rápido e com armamento anti-tanque que lhe permitisse entrar em combate contra tanques inimigos.

Os dois modelos concebidos pela Nuffield, foram:

A-13 «Cruiser» - Desenvolvido em meados dos anos 30 e equipado com um canhão de 40mm (2 libras), que foi considerado insuficiente quando o conflito começou.

A-15 «Crusader Mk-1 a Mk-3» - Desenvolvido a partir do projecto «Covenanter» e projectado em 1937. O Mk-3 estava equipado com um canhão de 57mm (6 libras), o que lhe dava bastante mais potência, mas que mesmo assim foi rapidamente ultrapassado pelos desenvolvimentos da guerra.

O exército britânico solicitou posteriormente um tanque dentro do conceito de tanque cruzador que foi chamado de Tanque cruzador pesado.

A Nuffield, respondeu com um projecto que ficou conhecido como «Cavalier», um veículo idêntico ao modelo Cromwell, mas equipado com o mesmo motor que equipava tanto o Cruiser quanto o Crusader. Como o motor proposto não tinha suficiente potência o projecto não recebeu prioridade, tendo o projecto da Leyland, que incluia um motor mais potente sido preferido (ver tanque Cromwell).

Existem contradições quanto a este último veículo, poi várias publicações chamam o tanque «Cavalier» de «Cromwell fabricado pela Nufield»

Tanque Cruzador
O conceito de «Tanque Cruzador» é o resultado das análises feitas pelos militares britânicos após o fim da Primeira Guerra Mundial às necessidades futuras das forças blindadas britânicas.

O tanque cruzador deveria ser rápido, permitindo penetrar as linhas inimigas de forma eficiente, cortando as suas linhas de abastecimento e impossibilitando o seu movimento. Ele deveria também ter capacidade para atacar outros veículos blindados, embora esta exigência entrasse em contradição com a relativamente reduzida blindagem que o tanque cruzador tinha que ter, para poder ser mais rápido.

O conceito demonstrou não ter grande solidez, porque rapidamente os militares britânicos começaram a solicitar tanques cruzadores poderosamente blindados, como posteriormente também solicitaram tanques de infantaria rápidos. Tanque de Infantaria e Tanque Cruzador, acabaram por resultar num só veículo no final da guerra, o tanque «Comet».

São exemplos de tanques classificados como Cruzadores:
A-13 «Cruiser»
A-15 «Crusader»

Tanques Cruzadores Pesados:
A-27 «Cromwell»
A-34 «Comet»