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Carro de combate médio



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Projeto: Vickers
Reino Unido
Dimensões
Comprimento
Comprimento máximo
Largura
Altura
Altura máxima
5.61
n/disponivel
2.59m
2.51M
Peso vazio
Peso / combate
Cap. Carga
Reboque
24t
26.926t
N/disponivel
N/disponivel
Motor / potência / capacidades
Motor
Potência
Vel. maxima
Terr. Irregular
2 x AEC 6 cyl Diesel
190cv
24 Km/h
13 Km/h
Tração
Tanque combustivel
Autonomia
Tripulação
Lagartas
N/disponível
256Km
4
0.91M
2.13M
0.61M

Armamento básico
- 1 x 40mm QF L/52 (2 pdr) (Calibre: 40mm - Alcance estimado de 0.5Km a 0.9Km)
Sistema de radar auxiliar:

País: Australia
Designação Local:Matilda-II
Qtd: Máx:409 - Qtd. em serviço:0
Situação: Retirado
Operacionalidade:
O exército da Austrália foi um importante utilizador do tanque Matilda-II durante a II Guerra.

Os Matilda começaram a chegar à Austrália em Abril de 1942, numa altura em que eram já considerados obsoletos na Europa e em África. No entanto, no extremo oriente, onde a utilização de veículos blindados era menos importante, e acima de tudo onde os japoneses não possuiam modelos especialmente avançados, o Matilda-II continuava a fazer a diferença. Mais de 400 unidades foram entregues ao final de 1943.

Os japoneses não tinham nenhum veículo blindado à altura do Matilda e apenas o podiam destruir com a utilização de artilharia pesada concentrada, ou então através de alguma acção Kamikaze, com minas anti-tanque colocadas debaixo do veículo.

Os australianos fizeram as suas próprias adaptações ao veículo, utilizando-o como lança-chamas.
A Austrália também recebeu/adaptou alguns destes veículos com um óbus de 76mm.


Forum de discussão

O estudo do tanque Matilda-II teve inicio quando o primeiro tanque Matilda-I ainda estava em fase de protótipo, sendo evidente que aquele projecto não poderia receber um armamento anti-tanque eficiente, estudaram-se alterações que permitissem armar o veículo com o canhão de duas libras (40mm).

Os estudos concluíram que nada do projecto anterior poderia ser aproveitado, ficando também evidente que a ideias de manter o peso do tanque abaixo das 14 toneladas era inviável.
A solução foi pegar um anterior projecto de 1932 (que tinha ficado pela fase de protótipo com a referência A-7), que então foi revisto, melhorado e reforçado.

A produção dos primeiros protótipos foi complicada, pois várias industrias estavam envolvidas. O contrato foi entregue à empresa de fundição Vulcan em Novembro de 1936 e o primeiro protótipo em madeira foi apresentado em Abril de 1937. O primeiro modelo de pré-série só ficou pronto no ano seguinte, 1938. Só então é colocada a primeira encomenda para 65 tanques Matilda-II, seguida de outra encomenda para mais 100 unidades algumas semanas depois.

Embora a Vulcan continuasse a ser a empresa líder, produzindo grande parte do casco, a sua capacidade de produção era insuficiente, pelo que outras empresas foram convidadas a co-produzir o veículo.
Quando em Setembro de 1939 começou a II Guerra Mundial, tinham sido entregues apenas duas unidades do tanque ao exército britânico.

O tanque Matilda II, com a camuflagem utilizada na guerra do deserto
O carro de combate foi equipado com um canhão anti-tanque de 40mm, que para o final dos anos 30 era considerado suficiente. Tratava-se da mesma arma que equipava por exemplo o tanque Valentine, mas a arma tinha sido concebida para destruir alvos blindados e não podia disparar munição explosiva adequada para atingir alvos pouco blindados e fortificações.

Para um tanque destinado a apoio da infantaria, o Matilda-II era portanto pouco adequado e no máximo poderia servir para proteger a infantaria de outros tanques.

Os Matilda foram enviados para França em 1940 e equipavam unidades britânicas que defenderam a região de Dunkerque.

Influência do Matilda no desenvolvimento dos tanques alemães

Normalmente pouco referida, é a importância dada ao tanque Matilda durante a invasão da França pelos alemães em 1940.
A retirada do exército britânico que tinha ficado encurralado no norte de França e na Bélgica com a acção em pinça do exército alemão (ver o artigo de História Militar com o título «Blitzkrieg a Ocidente») levou a que se demonstrasse que os blindados lentos não tinham futuro. Os poucos Matilda-I que foram utilizados, perderam-se todos durante a retirada.

Já os tanques Matilda, que retiraram para Dunkerque, embora tenham sido perdidos durante o combate, conseguiram atrasar a progressão das forças alemãs ao inviabilizarem o avanço dos alemães sobre as posições defendidas por britânicos e franceses.

Os relatórios dos comandantes alemães durante aqueles dias eram muito claros e afirmavam textualmente que «Os nossos canhões são virtualmente inuteis contra a blindagem dos tanques ingleses». De facto, os alemães tinham reservado a função anti-tanque aos seus Panzer-III das primeiras séries, que estavam armados com um canhão de 37mm, que era absolutamente inutil contra o Matilda. A principal arma alemã anti-tanque de infantaria tinha o mesmo calibre, pelo só tácticas arriscadas de utilização de força combinada podiam colocar os tanques fora de acção a curta distância.

Os generais alemães visitarão Dunkerque e o próprio Hitler depois de ver um Matilda e também o tanque francês Char-B1-bis, dará ordens claras para que a Alemanha reactive urgentemente o seu programa de tanque pesados.

A reactivação desse programa, quase um ano antes da invasão da União Soviética, vai permitir aos alemães responder com mais eficácia ao aparecimento de tanques como o T-34 e o KV-1, muito mais pesados, blindados e melhor armados que os Matilda.



No total foram produzidos 2987 tanques deste tipo, em várias várias séries de veículos Matilda-II com pequenas modificações:
Matilda-II Mk-1 - Protótipo
Matilda-II Mk-2 - Produção (2 motores AEC)
Matilda-II Mk-3 - Motores AEC substituidos por motores Leyland
Matilda-II Mk-3CS - Óbus de apoio a infantaria armado com óbus de 76mm
Matilda-II Mk-4 - Melhoramentos nos motores Leyland
Matilda-II Mk-5 - Melhoramentos na caixa e transmissão

Quando se tornou evidente que o Matilda não poderia servir como carro de combate, muitos foram adaptados para várias utilizações como veículos técnicos de apoio. Foram produzidos veículos anti-minas (Scorpion), lança-chamas (Murray e Frog) e até uma versão capaz de lançar foguetes Hedgehog.

Informação genérica:
Embora normalmente se reconheça apenas um tanque pesado britânico conhecido como Matilda, na realidade o mais conhecido Matilda é o Matilda-II.

O primeiro dos carros de combate Matilda, era um «tanque de infantaria» lento, com apenas dois tripulantes e armado com uma simples metralhadora.
O veículo tinha uma velocidade máxima de 12.8km/h e um peso de 11.160kg.

Destinava-se a apoiar as unidades de infantaria e a atacar alvos mais protegidos, mas mesmo quando ainda estava em desenvolvimento, foi decidido que não fazia grande sentido investir dinheiro num tanque que não podia andar mais depressa que um soldado a pé, e ainda por cima armado apenas com uma metralhadora de calibre 7.62mm.

Foram produzidas 140 unidades do Matilda-I mas o modelo foi abandonado em favor do modelo seguinte, muito mais pesadamente blindado e armado com o canhão de 40mm (2 libras) que estava em uso no exército britânico no final dos anos 30.

Tanque de Infantaria
O conceito de «tanque de infantaria» é o resultado das análises feitas pelos militares britânicos após o fim da Primeira Guerra Mundial às necessidades futuras das forças blindadas.
O tanque de infantaria era um dos dois tipos de blindados que nos anos 20 e 30 os britânicos previam utilizar (o outro era o tanque cruzador) nas guerras futuras.

A função do tanque de infantaria era a de apoiar a progressão das forças que avançavam a pé. Como o objectivo era o de acompanhar tropas de infantaria, a sua velocidade máxima não precisava ser elevada.
Este tipo de veículo deveria por exemplo ser utilizado contra fortificações que impedissem a progressão da infantaria.

O primeiro destes veículos foi o Matilda-I, uma espécie de «Tanquette» poderosamente blindado, armado apenas com uma metralhadora. O veículo não provou, e foi rapidamente substituído por outro mais poderoso como o Matilda-II e posteriormente pelo Churchill.

O conceito demonstrou não ter grande solidez, porque rapidamente os militares britânicos começaram a solicitar tanques de infantaria rápidos, como posteriormente também solicitaram tanques cruzadores poderosamente blindados. Tanque de Infantaria e Tanque Cruzador, acabaram por resultar num só veículo no final da guerra, o tanque «Comet». Já os tanques de infantaria pesados acabaram por ser utilizados como veículos de apoio, como foi o caso do Churchill.