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Carro de combate médio

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M-7 Priest
Artilharia Auto propulsada

 

M-3 «Medium»
Carro de combate médio (Chrysler Corporation)
M-3 «Medium»

Projeto: Chrysler Corporation
Estados Unidos da América
Dimensões
Comprimento
Comprimento máximo
Largura
Altura
Altura máxima
5.64
n/disponivel
2.72m
3.12M
Peso vazio
Peso / combate
Cap. Carga
Reboque
25t
27.24t
N/disponivel
N/disponivel
Motor / potência / capacidades
Motor
Potência
Vel. maxima
Terr. Irregular
Continental R-975-EC2 (radial)
340cv
40 Km/h
26 Km/h
Tração
Tanque combustivel
Autonomia
Tripulação
Lagartas
N/disponível
193Km
7
50º
30º
1.02M
1.91M
0.61M

Armamento básico
- 1 x 75mm M2 L/31 (Calibre: 75mm - Alcance estimado de 8Km a 10Km)
- 1 x 37mm M3/M6 m.38 L/53 (Calibre: 37mm - Alcance estimado de 1Km a 1.7Km)
Sistema de radar auxiliar:


Forum de discussão

O tanque M-3 «Lee» foi desenvolvido pelos norte-americanos quando analisaram o conflito na Polónia em 1939 e em França em Maio/Junho de 1940 e entenderam que os canhões de 37mm se tinham mostrado virtualmente inuteis como armamento principal dos carros de combate.
Imediatamente foram feitos estudos para colocar no carro de combate M-2 que estava em desenvolvimento, um canhão de maior calibre.

A solução de emergência partiu dos estudos de desenvolvimento de um veículo baseado no M-2 conhecido como tanque médio «T-5-Phase III».
Foi proposta em 1940 a instalação de uma peça de 75mm (modelo M-1897).

Na verdade o M-3 «Lee» não passou de uma solução de emergência dada a necessidade que os norte-americanos sentiram de dispor de um tanque armado com um canhão de 75mm. O tanque padrão com canhão de 75mm acabaria por ser o tanque médio M4 Sherman.

O M-3 mostrava alguma inspiração nos conceitos franceses e russos de tanques com multiplos calibres vomo era o caso do Char B-1 bis ou o T-35 russo, embora ao contrario daqueles, o canhão de 75mm tivesse capacidade efectiva para disparar munição perfurante anti-tanque.
Sabia-se que o conceito não era a melhor solução, devido ao facto de o canhão principal de 75mm não poder ser apontado de forma eficiente mas a urgente necessidade de um tanque mais capaz condicionou as opções. Mesmo como solução provisória o M-3 teve algum sucesso quando foi introduzido, ao serviço dos britânicos no deserto. Ele era claramente superior a qualquer dos tanques que os britânicos possuiam na altura, os quais estavam armados com canhões de 40mm.

No entanto, a sua blindagem não era suficiente e rapidamente o M-3 Lee se tornou obsoleto à medida que novas blindagens e novos canhões mais poderosos de 88mm íam sendo introduzidos pelos alemães. A entrada ao serviço do Sherman levou ao cancelamento do M-3 «Lee» e da derivação utilizada pelos britânicos o M-3 «Grant». A declaração de obsolescência só ocorreu em 1944.

Durante o seu curto ciclo de vida foram feitas várias modificações pelas várias fábricas que se empenharam na produção do tanque. Alguns foram construidos com casco moldado em vez de rebitado, o que tornava o tanque mais resistente e mais barato de produzir.
A falta de motores disponíveis para as encomendas chegou a resultar num modelo (versão M3-A3 fabricada pela General Motors) equipado com dois motores tendo existido uma versão da Chrysler que foi equipada com 5 (cinco) motores de automóvel (Esta versão foi chamada de batedeira de ovos).

Informação genérica:
A designação dos veículos da familia de carros de combate M-3 «Lee» ou «Grant» pode levar a confusões com o carro de combate leve de origem norte-americana também designado M-3 «Stuart».

Na verdade os veículos possuem origens comuns e os M-3 «Lee» definitivos acabaram por ser o resultado das análises norte-americanas do conflito europeu na sua primeira fase, que correspondeu à invasão da Polónia e da França.

Os americanos analisaram cuidadosamente a primeira fase da guerra pare organizarem as suas forças armadas.

Por uma lado, o sucesso do Blitzkrieg alemão, levou os Estados Unidos a opter definitivamente pela criação de forças blindadas de grande mobilidade.

Por outro concluiram que os canhões de 37mm que durante os anos 30 tinham sido considerados suficientes para as necessidades tinham-se mostrado de pouca utilidade na fase incial do conflito.

Como a arma anti-tanque padrão do exército americano era o canhão de 37mm que era na realidade um derivado do modelo alemão, foi decidido que o tanque M-2 em estudo que era previsto utilizar aquela arma deveria ser rapidamente redesenhado.

O resultado do redesenho do M-2, foi o M-3 «Lee», que é mais comprido, mais alto e se caracteriza pela adição de um canhão de 75mm no casco, com deriva limitada.

Foram construidos um total de 6.258 unidades do tanque médio M3 entre Agosto de 1942 e Dezembro de 1943.


Nota: Com base neste veículo, também foi desenvolvido no Canadá um carro de combate médio que ficou conhecido como RAM. O RAM também foi produzido em várias derivações.