Dados sobre países utilizadores:


Listar veículos do tipo
Carro de combate leve



Veículos idênticos ou relacionados:


BT-2
Carro de combate leve

BT-5
Carro de combate leve

BT-7
Carro de combate leve

 

BT-5
Carro de combate leve (Soviet State Factories)
BT-5

Projeto: Soviet State Factories
União Soviética
Dimensões
Comprimento
Comprimento máximo
Largura
Altura
Altura máxima
5.8
n/disponivel
2.23m
2.24M
Peso vazio
Peso / combate
Cap. Carga
Reboque
10.5t
11.9t
N/disponivel
N/disponivel
Motor / potência / capacidades
Motor
Potência
Vel. maxima
Terr. Irregular
M5-V12 gas.
365cv
53 Km/h
20 Km/h
Tração
Tanque combustivel
Autonomia
Tripulação
Lagartas
N/disponível
160Km
3
37º
30º
0.85M
2.39M
0.8M

Armamento básico
- 1 x 45mm L/46 20K Mod33/38 A/T (Calibre: 45mm - Alcance estimado de 0.5Km a 1.5Km)
- 1 x 7.62 DT Degtiarev (Calibre: 7.62mm - Alcance estimado de 0.8Km a 0.8Km)
Sistema de radar auxiliar:


Forum de discussão

A série BT-5 é muito parecida às séries anteriores, que se caracterizavam por motorese armamentos menos potentes.

A principal alteração no BT-5 foi a colocação de um canhão de 45mm em vez de um canhão de 37mm, juntamente com uma metralhadora DT, o que implicou o aumento no numero de tripulantes de dois para três.

Uma das mais curiosas características deste tanque, é que lhe podiam ser removidas as lagartas, permitindo nesse caso alcançar uma velocidade em estrada de cerca de 70Km/h. Esta característica era importante, para transportar os veículos de um lugar para outro, num país com as dimensões da URSS.

O BT-5 foi equipado com a mesma torre com canhão de 45mm do tanque T-26 e foi enviado para Espanha onde combateu na guerra civil espanhola.
A versão equipada com rádio, podia transportar apenas 85 munições (contra as 115 da versão sem rádio).

O BT-5 sucedeu ao BT-2 e a produção começou nos finais de 1932, com os primeiros exemplares entregues em 1933. O modelo esteve em produção até 1934 na fábrica de Kharkov.
Em 1933 sairam da fábrica 781 exemplares (20 deles equipados com rádio) e em 1935 foram produzidos 1103 exemplares (243 com rádio).

Informação genérica:
A família de tanques BT, ou Bistrokhodny Tank, é uma família de tanques leves fabricados na URSS e que são inspirados nos desenhos do carro de combate desenhado por J.W.Christie e apresentado no inicio da década de 1930. Este tipo de configuração sería também adoptado pelos britânicos.
Na foto W. Christie e o tanque T-3, que seria vendido à URSS

A principal característica dos tanques desenhados por Christie e que os tornava diferentes, era o sistema de suspensão inovador, que permitia que o carro de combate atingisse velocidades que nos protótipos mostrados nos Estados Unidos, conseguiram atingir uma velocidade máxima de 100km/h.

Como Christie não conseguiu vender a ideia do tanque rápido aos seus compatriotas norte-americanos, acabou por a vender aos russos, que utilizaram o modelo como base para os carros da família BT.

De notar que o desenvolvimento do tanque BT ocorre quase paralelamente ao do tanque T-26. O «BT» foi o carro de combate soviético que mais evoluiu e alguns dos desenvolvimentos deste tanque vão ser encontrados mais tarde no famoso T-34, que é basicamente um tanque «Christie» muito modificado.

Ele evoluiu da versão inicial equipada apenas com metralhadoras até um tanque médio equipado com um canhão de 45mm.

A capacidade do carro de combate poder viajar apenas sobre rodas foi considerada interessante pelos soviéticos nos anos 20 e anos 30, onde essa mobilidade era vista como especialmente importante, num país onde em caso de necessidade, era necessário percorrer grandes distâncias para esmagar qualquer rebelião contra o poder político.

Estaline, exigiu que o exército vermelho dispusesse de tanques que correspondessem a esta necessidade e o «BT» é uma das respostas a esta necessidade, juntamente com os veículos da séria BA-6 a BA-10.

Em termos de guerra convencional, o tanque BT, também deveria ser utilizado para penetrar nas linhas inimigas e atacar a sua retaguarda em golpes rápidos e decisivos que pudessem por exemplo, destruir o apoio de artilharia do inimigo.
Este tipo de táctica foi utilizado na guerra civil de Espanha, tanto com os BT-5 como com os T-26, mas com resultados pouco significativos.

A capacidade do carro de combate poder ser utilizado sobre rodas, também mostrou não ser do agrado dos militares, principalmente por causa do tempo que era necessário para fazer a conversão.

Suspensão Christie

Entre as características mais importantes nesta familia de veículos está a sua suspensão sofisticada que transformava os tanques BT em excelentes plataformas de tiro.

Em contrapartida a suspensão, que recorria a grandes molas, ocupava muito espaço no interior do veículo, tornando o tanque BT, muito apertado no interior. O problema do reduzido espaço interno acompanhou o desenho de todos os tanques russos até à atualidade.

Tendo sido pensado essencialmente como um tanque para esmagar a possível oposição interna, os BT-2, BT-5 e BT-7, estavam equipados com uma blindagem muito leve, apenas a suficiente para deter os projecteis de armas ligeiras.
Este deficiencia mostrou-se desastrosa quando em 1941 os BT-5 e BT-7 se viram perante os carros de combate alemães, que ainda que armados com canhões equivalentes ou mesmo inferiores aos seus, possuiam a vantagem táctica da sua blindagem superior.

Tanques para caçar pardais

Em 1941, nos seus relatórios e conversas telefónicas entre os generais nos primeiros dias dos combates contra os alemães, os generais soviéticos queixavam-se de que os tanques BT-5 como os T-26 eram tanques para caçar pardais.

Na verdade, embora a blindagem dos carros soviéticos fosse inferior à dos alemães, o canhão russo de 45mm era equivalente ao canhão alemão de 37mm que equipava o Panzer-III. Ele podia em teoria perfurar a blindagem da maioria dos carros de combate alemães. A principal razão das gigantescas perdas de tanques leves e médios por parte dos soviéticos, devem-se acima de tudo à não existência de uma doutrina adequada para a sua utilização, à falta de comandantes, à inexistência de comunicações rádio e ao posicionamento das forças soviéticas, que em 22 de Junho de 1941 aparentava ser ofensivo e por isso incapaz de responder a um ataque inimigo.

Outras versões do tanque BT:

BT-3 - Modelo experimental do qual foram produzidas poucas unidades. Caracterizava-se por possuir rodas em aço e não rodas de borracha. Esta versão só podia utilizar lagartas.
O BT-3 serviu de base para uma versão lança-pontes.

BT-4 - Carro de combate BT-2, com duas torres armadas com metralhadora de calibre 7,62 destinado a utilização como tanque de infantaria.

BT-5/76
Versão do carro de combate BT-5 equipada com uma peça de artilharia de 3 polegadas (76,2mm) utilizada como artilharia auto-propulsada para unidades de infantaria.

BT-5PK
Versão do BT-5 modificada para poder atravessar rios. O veículo mergulhava e alimentava o motor por meio de um respirador com tubo flexivel.