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Carro de combate leve



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BT-5
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BT-7
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BT-5
Carro de combate leve (Soviet State Factories)
BT-5

Projeto: Soviet State Factories
União Soviética
Dimensões
Comprimento
Comprimento máximo
Largura
Altura
Altura máxima
5.8
n/disponivel
2.23m
2.24M
Peso vazio
Peso / combate
Cap. Carga
Reboque
10.5t
11.9t
N/disponivel
N/disponivel
Motor / potência / capacidades
Motor
Potência
Vel. maxima
Terr. Irregular
M5-V12 gas.
365cv
53 Km/h
20 Km/h
Tração
Tanque combustivel
Autonomia
Tripulação
Lagartas
N/disponível
160Km
3
37º
30º
0.85M
2.39M
0.8M

Armamento básico
- 1 x 45mm L/46 20K Mod33/38 A/T (Calibre: 45mm - Alcance estimado de 0.5Km a 1.5Km)
- 1 x 7.62 DT Degtiarev (Calibre: 7.62mm - Alcance estimado de 0.8Km a 0.8Km)
Sistema de radar auxiliar:

País: República espanhola
Designação Local:BT-5
Qtd: Máx:100 - Qtd. em serviço:0
Situação: Retirado
Operacionalidade:
O BT-5 foi vendido pela União Soviética à República Espanhola quando começou a guerra civil naquele país em 1936. Calcula-se que tenham sido adquiridas uma centena de unidades deste carro, que foi o mais pesado tanque em operação no conflito.

Os primeiros 50 terão chegado a Espanha por barco, em 10 de Agosto de 1937, e foram empregues operacionalmente na tentativa de tomar Saragoça, entre 11 e 13 Outubro de 1937, operação que não teve sucesso, tendo-se perdido na batalha mais de metade dos 50 veículos até aí recebidos.

Até meados de 1937, estes tanques e os mais pequenos T-26 eram utilizados segundo as tácticas russas, em unidades blindadas independentes, que deveriam funcionar como ponta de lança, sendo seguidas pela infantaria.

Por se tratar de tanques que atingiam velocidades elevadas, era muito comum os tanques deixarem a infantaria para trás, e como resultado os tanques viam-se muitas vezes profundamente dentro das linhas inimigas, mas sem qualquer proteção de infantaria.
Como a blindagem dos tanques era muito deficiente, eles acabavam muitas vezes vitimas dos canhões anti-tanque dos rebeldes franquistas, fornecidos pela Alemanha.
Na fase final da guerra, perante o fracasso das tácticas russas, a República optou por disseminar os tanques em pequenos numeros e apenas para apoio da infantaria.

O insucesso russo, nas formações de blindados, terá tido influência nas tácticas utilizadas nas primeiras fases da guerra na URSS em 1941.


Forum de discussão

A série BT-5 é muito parecida às séries anteriores, que se caracterizavam por motorese armamentos menos potentes.

A principal alteração no BT-5 foi a colocação de um canhão de 45mm em vez de um canhão de 37mm, juntamente com uma metralhadora DT, o que implicou o aumento no numero de tripulantes de dois para três.

Uma das mais curiosas características deste tanque, é que lhe podiam ser removidas as lagartas, permitindo nesse caso alcançar uma velocidade em estrada de cerca de 70Km/h. Esta característica era importante, para transportar os veículos de um lugar para outro, num país com as dimensões da URSS.

O BT-5 foi equipado com a mesma torre com canhão de 45mm do tanque T-26 e foi enviado para Espanha onde combateu na guerra civil espanhola.
A versão equipada com rádio, podia transportar apenas 85 munições (contra as 115 da versão sem rádio).

O BT-5 sucedeu ao BT-2 e a produção começou nos finais de 1932, com os primeiros exemplares entregues em 1933. O modelo esteve em produção até 1934 na fábrica de Kharkov.
Em 1933 sairam da fábrica 781 exemplares (20 deles equipados com rádio) e em 1935 foram produzidos 1103 exemplares (243 com rádio).

Informação genérica:
A família de tanques BT, ou Bistrokhodny Tank, é uma família de tanques leves fabricados na URSS e que são inspirados nos desenhos do carro de combate desenhado por J.W.Christie e apresentado no inicio da década de 1930. Este tipo de configuração sería também adoptado pelos britânicos.
Na foto W. Christie e o tanque T-3, que seria vendido à URSS

A principal característica dos tanques desenhados por Christie e que os tornava diferentes, era o sistema de suspensão inovador, que permitia que o carro de combate atingisse velocidades que nos protótipos mostrados nos Estados Unidos, conseguiram atingir uma velocidade máxima de 100km/h.

Como Christie não conseguiu vender a ideia do tanque rápido aos seus compatriotas norte-americanos, acabou por a vender aos russos, que utilizaram o modelo como base para os carros da família BT.

De notar que o desenvolvimento do tanque BT ocorre quase paralelamente ao do tanque T-26. O «BT» foi o carro de combate soviético que mais evoluiu e alguns dos desenvolvimentos deste tanque vão ser encontrados mais tarde no famoso T-34, que é basicamente um tanque «Christie» muito modificado.

Ele evoluiu da versão inicial equipada apenas com metralhadoras até um tanque médio equipado com um canhão de 45mm.

A capacidade do carro de combate poder viajar apenas sobre rodas foi considerada interessante pelos soviéticos nos anos 20 e anos 30, onde essa mobilidade era vista como especialmente importante, num país onde em caso de necessidade, era necessário percorrer grandes distâncias para esmagar qualquer rebelião contra o poder político.

Estaline, exigiu que o exército vermelho dispusesse de tanques que correspondessem a esta necessidade e o «BT» é uma das respostas a esta necessidade, juntamente com os veículos da séria BA-6 a BA-10.

Em termos de guerra convencional, o tanque BT, também deveria ser utilizado para penetrar nas linhas inimigas e atacar a sua retaguarda em golpes rápidos e decisivos que pudessem por exemplo, destruir o apoio de artilharia do inimigo.
Este tipo de táctica foi utilizado na guerra civil de Espanha, tanto com os BT-5 como com os T-26, mas com resultados pouco significativos.

A capacidade do carro de combate poder ser utilizado sobre rodas, também mostrou não ser do agrado dos militares, principalmente por causa do tempo que era necessário para fazer a conversão.

Suspensão Christie

Entre as características mais importantes nesta familia de veículos está a sua suspensão sofisticada que transformava os tanques BT em excelentes plataformas de tiro.

Em contrapartida a suspensão, que recorria a grandes molas, ocupava muito espaço no interior do veículo, tornando o tanque BT, muito apertado no interior. O problema do reduzido espaço interno acompanhou o desenho de todos os tanques russos até à atualidade.

Tendo sido pensado essencialmente como um tanque para esmagar a possível oposição interna, os BT-2, BT-5 e BT-7, estavam equipados com uma blindagem muito leve, apenas a suficiente para deter os projecteis de armas ligeiras.
Este deficiencia mostrou-se desastrosa quando em 1941 os BT-5 e BT-7 se viram perante os carros de combate alemães, que ainda que armados com canhões equivalentes ou mesmo inferiores aos seus, possuiam a vantagem táctica da sua blindagem superior.

Tanques para caçar pardais

Em 1941, nos seus relatórios e conversas telefónicas entre os generais nos primeiros dias dos combates contra os alemães, os generais soviéticos queixavam-se de que os tanques BT-5 como os T-26 eram tanques para caçar pardais.

Na verdade, embora a blindagem dos carros soviéticos fosse inferior à dos alemães, o canhão russo de 45mm era equivalente ao canhão alemão de 37mm que equipava o Panzer-III. Ele podia em teoria perfurar a blindagem da maioria dos carros de combate alemães. A principal razão das gigantescas perdas de tanques leves e médios por parte dos soviéticos, devem-se acima de tudo à não existência de uma doutrina adequada para a sua utilização, à falta de comandantes, à inexistência de comunicações rádio e ao posicionamento das forças soviéticas, que em 22 de Junho de 1941 aparentava ser ofensivo e por isso incapaz de responder a um ataque inimigo.

Outras versões do tanque BT:

BT-3 - Modelo experimental do qual foram produzidas poucas unidades. Caracterizava-se por possuir rodas em aço e não rodas de borracha. Esta versão só podia utilizar lagartas.
O BT-3 serviu de base para uma versão lança-pontes.

BT-4 - Carro de combate BT-2, com duas torres armadas com metralhadora de calibre 7,62 destinado a utilização como tanque de infantaria.

BT-5/76
Versão do carro de combate BT-5 equipada com uma peça de artilharia de 3 polegadas (76,2mm) utilizada como artilharia auto-propulsada para unidades de infantaria.

BT-5PK
Versão do BT-5 modificada para poder atravessar rios. O veículo mergulhava e alimentava o motor por meio de um respirador com tubo flexivel.