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Veículo de Combate de Infantaria



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AB-14 «Temsah»
Veículo de Combate de Infantaria (KADDB)
AB-14 «Temsah»

Projeto: KADDB
Jordania
Dimensões
Comprimento
Comprimento máximo
Largura
Altura
Altura máxima
7.9
n/disponivel
3.39m
2.2M
Peso vazio
Peso / combate
Cap. Carga
Reboque
48t
52t
N/disponivel
N/disponivel
Motor / potência / capacidades
Motor
Potência
Vel. maxima
Terr. Irregular
AVDS 1790 V12
750cv
50 Km/h
25 Km/h
Tração
Tanque combustivel
Autonomia
Tripulação
Lagartas
N/disponível
0Km
2+10
60º
40º
1.45M
3.35M
0.9M

Sistema de radar auxiliar:


Forum de discussão

No Médio Oriente, Israel foi o primeiro país a aproveitar viaturas blindadas pesadas para a função de veículo de combate de infantaria ou simplesmente transporte de infantaria, mas outros aíses também seguiram essa experiência.

O carro de combate de infantaria Temsah (Crocodilo), foi desenvolvido na Jordania tendo como base o carro de combate Centurion, dos quais a Jordânia tinha recebido várias unidades.
À medida que novos carros de combate pesados íam entrando ao serviço, a possibilidade de estudar um desenvolvimento que aproveitasse o chasseis do Centurion colocou-se e em cooperação com empresas da Jordânia, a MDB da África do Sul (outro país utilizador do Centurion) e a General Dynamics foi concebido o Temsah.

Trata-se basicamente de um Centurion muito modificado, ao qual não só foi retirada a torre principal, mas que também sofreu uma modificação radical, que consistiu na remoção do motor da parte traseira do veículo, que foi colocado à frente. O motor original pode ser utilizado, embora exista a possibilidade de opção por um novo motor.

A mudança da posição do motor é da maior importância, pois o acesso ao compartimento onde seguem as tropas passou a ser muito mais eficaz, evitando a necessidade de as tropas sairem do veículo pelas escotilhas superiores, o que em ambientes urbanos, se pode tornar fatal para as tropas.
Esta opção seguiu o que Israel fez com o carro ede combate Achzarit, embora naquele caso o motor tenha sido mantido na parte traseira do lado esquerdo, com o acesso a efectuar-se por uma porta estreita atrás do lado direito.

O Temsah, é por isso mais eficaz que o Achzarit, e compara-se com as versões mais recentes do veículo de combate de infantaria pesado «Namer» de Israel que é baseado no carro de combate pesado Merkava.



Originalmente um veículo bastante pesado e poderosamente blindado, o Centurion/Temsah, não está porém preparado contra todos os tipos de armas anti-tanque modernas. Tendo isso em consideração, a blindagem do Temsah pode ser melhorada com a adição de módulos de blindagem reactiva.

A versão base não se encontra armada, mas com a colocação do motor à frente, a parte posterior do veículo ficou disponível para a instalação de quaisquer sistemas de armas, que podem mesmo incluir uma torre equipada com a peça de 120mm da alemã RUAG.

No entanto, como viatura adequada para a infantaria, o normal será que seja equipado com metralhadoras ou canhões com controlo remoto de 20mm.Foi apresentada uma versão equipada com um lançador de mísseis anti-tanque.

Informação genérica:
O desenvolvimento do carro de combate Centurion teve inicio em 1943, com o objectivo de construir um carro de combate que tivesse as mesmas características que os veículos blindados alemães da altura.

Os britânicos, ainda consideravam a necessidade de possuir dois tipos diferentes de carro de combate, o que implicava a necessidade de dois tipos diferentes de chassis. Um pesadamente blindado destinado à infantaria e outro mais ligeiro e que poderia atingir altas velocidades, armado com um canhão anti-tanque com capacidade para perfurar a blindagem de veículos inimigos.

A prática e especialmente a guerra no deserto provaram que o conceito não era muito eficaz. Os pesados tanques de infantaria não podiam acompanhar os rápidos avanços das formações mecanizadas e os tanques «cruzadores» destinados a engajar os tanques inimigos careciam de protecção razoável, especialmente perante as peças de 88mm dos alemães, pensadas para a função anti-.aérea mas que os alemães utilizavam como armamento anti-tanque quando encontravam tanques pesados.

Em 1943, o exército britânico solicitou um tanque cruzador pesado. O conceito era nada mais nada menos que a junção dos dois conceitos de tanque num só. Juntava-se assim a pesada blindagem do tanque de infantaria, com a alta velocidade do tanque cruzador.
Evidentemente que isso implicava o desenvolvimento d emotor e suspensão especialmente poderosos para garantir a eficiência do veículo e por isso o desenvolvimento do Centurion não foi rápido. As primeiras unidades de pré-produção foram enviadas para a Europa no inicio de 1945. Estavam equipadas com o canhão de 76mm/17 libras que era o mais poderoso canhão anti-tanque britânico na altura, podendo enfrentar os poderosos «Panther» alemães.

O Centurion, não chegou a ver combates, mas nasceu como um tanque pesado, poderosamente armado, e com uma blindagem que o ajudou a continuar em serviço como um carro de combate poderoso, sendo sujeito a várias modernizações, sendo produzidos cerca de 4400 unidades.

Esteve ao serviço na Grã Bretanha, em Israel, na Jordânia e está ainda em serviço na África do Sul, onde é conhecido como Olifant.




Vários países utilizadores do Centurion adaptaram-no para as suas necessidades. Israel, quando os Centurion foram substituídos por veículos mais modernos, adaptou-os para veículos de combate de infantaria, especialmente adequados para as suas necessidades específicas.

Mais recentemente a Jordânia, também desenvolveu uma viatura baseada no Centurion, embora completamente redesenhada, chamada Temsah, que também é um veículo blindado de infantaria.

Blindagem reactiva explosiva «ERA»
ERA, ou Exlplosive Reactive Armour, é um tipo de blindagem adicional que se coloca em veículos blindados cuja protecção mecânica ou blindagem é considerada insuficiente.

Os módulos de blindagem funcionam como uma sanduiche com duas placas de metal com um nucleao explosivo. Quando as placas de blindagem reactiva são atingidas por um projectil, elas explodem desviando o projectil da sua trajectória e impedindo que este impacte no casco do veículo protegido.
Este tipo de blindagem é mais eficiente contra os projecteis de carga oca, ou de ogiva deformável também conhecidos como projécteis de energia quimica, que se podem encontrar nos tracicionais RPG's/Bazooka/Panzerfaust.
O aumento da capacidade e calibre dos projecteis de energia cinética, que utilizam um perfurador de alta velocidade - nomeadamente os utilizados em canhões d ecalibre 120mm e superiores - conseguem no entanto perfurar a maior parte destas blindagens.
Problema com a validade do explosivo
Outro problema apontado a este tipo de blindagem, é o custo de reposição, uma vez que ao contrário das blindagems compostas, que incluem cerâmica e metal de alta densidade, a blindagem reactiva tem que ser substituida várias vezes durante o periodo de vida útil do veículo que protege.
Os dados conhecidos variam, mas há blindagens que devewm ser substituidas a cada três anos. Os valores mais comuns apontam para cinco anos. Não substituindo a blindagem reactiva explosiva, o explosivo pode não ser accionado, tornando-a completamente inútil.