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Carro de combate leve



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BT-5
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Acontecimentos relacionados
Operação «Barba Ruiva»
Batalha de Khalkhin Gol

BT-7
Carro de combate leve (Soviet State Factories)
BT-7

Projeto: Soviet State Factories
União Soviética
Dimensões
Comprimento
Comprimento máximo
Largura
Altura
Altura máxima
5.66
n/disponivel
2.29m
2.45M
Peso vazio
Peso / combate
Cap. Carga
Reboque
12t
13.8t
N/disponivel
N/disponivel
Motor / potência / capacidades
Motor
Potência
Vel. maxima
Terr. Irregular
M17 Diesel TV12 (38,9 L)
500cv
72 Km/h
32 Km/h
Tração
Tanque combustivel
Autonomia
Tripulação
Lagartas
N/disponível
520Km
3
36º
30º
1.2M
2.5M
0.75M

Armamento básico
- 1 x 45mm L/46 20K Mod33/38 A/T (Calibre: 45mm - Alcance estimado de 0.5Km a 1.5Km)
- 2 x 7.62 DT Degtiarev (Calibre: 7.62mm - Alcance estimado de 0.8Km a 0.8Km)
Sistema de radar auxiliar:


Forum de discussão

Aocontrário do que se poderia pensar, o BT-7 não foi desenvolvido na sequência do BT-5, ao contrário ele foi desenvolvido apenas com algum atraso no tempo. O objetivo do projeto de 1933 era desenvolver um novo tanque, que em vez de utilizar o sistema de blindagem rebitada, utilizasse soldadura, que era vista como mais eficiente.

O projeto ficou pronto no inicio de 1934, altura em que foi apresentado para aprovação, tendo recebido a designação de BT-7 (tanque rápido 7). Durante o outono de 1934 o BT-7 foi submetido a testes.
O modelo começou a ser entregue em 1936 e embora mantivesse grande parte da estrutura do BT-5 (que tinha começado a ser entregue alguns meses antes) em muitos aspectos era um veículo distinto.

Entre as principais alterações, está a remoção da metralhadora coaxial DT que foi julgada de pouca utilidade, a introdução de um motor a Diesel mais potente que o motor do anterior BT-5, que também se tornava necessário para suportar uma blindagem mais pesada. O motor, era uma cópia russa de um motor BMW originalmente desenhado para aeronaves.
No entanto, a alteração mais significativa acabou por ser a utilização de um casco soldado em vez de um casco rebitado, que tinha demonstrado não ser o mais adequado.
A blindagem máxima do BT-7 era agora de 22mm, bastante mais que a blindagem de 14mm do BT-5.

Uma segunda versão do BT-7, conhecida como BT-7-2 foi desenvolvida distingue-se exteriormente pela torreta conica, já utilizada pelo T-26A que substituiu a torreta com os lados verticais. A inclusão da torreta cónica era já uma forma de melhorar o perfil balístico, método que viria a ser também introduzido no T-34.

Uma das últimas versões do BT-7 foi chamadas de BT-7M e incluia um motor mais potente (500cv) que era copiado de um modelo de motor da BMW. Esse motor, que equipava o tanque pesado T-28, também equipou o T-34.
Embora tenha sido o mais poderoso de todos os tanques BT, ele era no entanto completamente ultrapassado em 1941 aquando da invasão alemã.

O BT-7 acabou por não se distinguir muito do BT-5 e a sua principal desvantagem no campo de batalha continuou a ser a sua fraca blindagem.
No entanto, a sua velocidade foi importante nas movimentações de blindados que permitiram derrotar os japoneses na batalha de Khalkin Gol, facilitanto também a fulminante invasão soviética da Polónia no mesmo ano.

Ainda assim, em 1941 perante os alemães o grande numero de perdas no campo de batalha parece ter-se devido muito mais à má preparação das tripulações e à desastrada aplicação de tácticas militares completamente inadequadas para a ameaça enfrentada.

Muitos dos modelos anteriores, quer de BT-5 quer de BT-7 foram convertidos em veículos de recuperação, lança pontes e lança-fumaça, dado não terem outra utilidade prática.

O BT-7 foi o mais produzido dos veículos da série BT foi fabricado desde 1935 até 1939, num total de 4613 exemplares.

O carro de combate BT-7 sobre pneus. Esta característica foi muito explorada pelos engenheiros soviéticos. A sua lógica residia na necessidade de mover viaturas militares com grande rapidez de um ponto para o outro, sobre grandes distâncias, comuns na Russia. Essa vantagem foi utilizada com sucesso contra os japoneses durante os recontros conhecidos como batalha de Khalkin-Gol, uma guerra não declarada entre a União Soviética e o Japão.


Informação genérica:
A família de tanques BT, ou Bistrokhodny Tank, é uma família de tanques leves fabricados na URSS e que são inspirados nos desenhos do carro de combate desenhado por J.W.Christie e apresentado no inicio da década de 1930. Este tipo de configuração sería também adoptado pelos britânicos.
Na foto W. Christie e o tanque T-3, que seria vendido à URSS

A principal característica dos tanques desenhados por Christie e que os tornava diferentes, era o sistema de suspensão inovador, que permitia que o carro de combate atingisse velocidades que nos protótipos mostrados nos Estados Unidos, conseguiram atingir uma velocidade máxima de 100km/h.

Como Christie não conseguiu vender a ideia do tanque rápido aos seus compatriotas norte-americanos, acabou por a vender aos russos, que utilizaram o modelo como base para os carros da família BT.

De notar que o desenvolvimento do tanque BT ocorre quase paralelamente ao do tanque T-26. O «BT» foi o carro de combate soviético que mais evoluiu e alguns dos desenvolvimentos deste tanque vão ser encontrados mais tarde no famoso T-34, que é basicamente um tanque «Christie» muito modificado.

Ele evoluiu da versão inicial equipada apenas com metralhadoras até um tanque médio equipado com um canhão de 45mm.

A capacidade do carro de combate poder viajar apenas sobre rodas foi considerada interessante pelos soviéticos nos anos 20 e anos 30, onde essa mobilidade era vista como especialmente importante, num país onde em caso de necessidade, era necessário percorrer grandes distâncias para esmagar qualquer rebelião contra o poder político.

Estaline, exigiu que o exército vermelho dispusesse de tanques que correspondessem a esta necessidade e o «BT» é uma das respostas a esta necessidade, juntamente com os veículos da séria BA-6 a BA-10.

Em termos de guerra convencional, o tanque BT, também deveria ser utilizado para penetrar nas linhas inimigas e atacar a sua retaguarda em golpes rápidos e decisivos que pudessem por exemplo, destruir o apoio de artilharia do inimigo.
Este tipo de táctica foi utilizado na guerra civil de Espanha, tanto com os BT-5 como com os T-26, mas com resultados pouco significativos.

A capacidade do carro de combate poder ser utilizado sobre rodas, também mostrou não ser do agrado dos militares, principalmente por causa do tempo que era necessário para fazer a conversão.

Suspensão Christie

Entre as características mais importantes nesta familia de veículos está a sua suspensão sofisticada que transformava os tanques BT em excelentes plataformas de tiro.

Em contrapartida a suspensão, que recorria a grandes molas, ocupava muito espaço no interior do veículo, tornando o tanque BT, muito apertado no interior. O problema do reduzido espaço interno acompanhou o desenho de todos os tanques russos até à atualidade.

Tendo sido pensado essencialmente como um tanque para esmagar a possível oposição interna, os BT-2, BT-5 e BT-7, estavam equipados com uma blindagem muito leve, apenas a suficiente para deter os projecteis de armas ligeiras.
Este deficiencia mostrou-se desastrosa quando em 1941 os BT-5 e BT-7 se viram perante os carros de combate alemães, que ainda que armados com canhões equivalentes ou mesmo inferiores aos seus, possuiam a vantagem táctica da sua blindagem superior.

Tanques para caçar pardais

Em 1941, nos seus relatórios e conversas telefónicas entre os generais nos primeiros dias dos combates contra os alemães, os generais soviéticos queixavam-se de que os tanques BT-5 como os T-26 eram tanques para caçar pardais.

Na verdade, embora a blindagem dos carros soviéticos fosse inferior à dos alemães, o canhão russo de 45mm era equivalente ao canhão alemão de 37mm que equipava o Panzer-III. Ele podia em teoria perfurar a blindagem da maioria dos carros de combate alemães. A principal razão das gigantescas perdas de tanques leves e médios por parte dos soviéticos, devem-se acima de tudo à não existência de uma doutrina adequada para a sua utilização, à falta de comandantes, à inexistência de comunicações rádio e ao posicionamento das forças soviéticas, que em 22 de Junho de 1941 aparentava ser ofensivo e por isso incapaz de responder a um ataque inimigo.

Outras versões do tanque BT:

BT-3 - Modelo experimental do qual foram produzidas poucas unidades. Caracterizava-se por possuir rodas em aço e não rodas de borracha. Esta versão só podia utilizar lagartas.
O BT-3 serviu de base para uma versão lança-pontes.

BT-4 - Carro de combate BT-2, com duas torres armadas com metralhadora de calibre 7,62 destinado a utilização como tanque de infantaria.

BT-5/76
Versão do carro de combate BT-5 equipada com uma peça de artilharia de 3 polegadas (76,2mm) utilizada como artilharia auto-propulsada para unidades de infantaria.

BT-5PK
Versão do BT-5 modificada para poder atravessar rios. O veículo mergulhava e alimentava o motor por meio de um respirador com tubo flexivel.