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Carro de combate médio

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M-24 «Chafee»
Carro de combate médio

 

M-24 «Chafee»
Carro de combate médio (General Motors)
M-24 «Chafee»

Projeto: General Motors
Estados Unidos da América
Dimensões
Comprimento
Comprimento máximo
Largura
Altura
Altura máxima
4.96
5.49m
2.95m
2.48M
Peso vazio
Peso / combate
Cap. Carga
Reboque
17.1t
18.37t
N/disponivel
N/disponivel
Motor / potência / capacidades
Motor
Potência
Vel. maxima
Terr. Irregular
2x Cadillac 44T24 V8
220cv
56 Km/h
30 Km/h
Tração
Tanque combustivel
Autonomia
Tripulação
Lagartas
N/disponível
161Km
5
60º
40º
1.02M
2.44M
0.91M

Armamento básico
- 1 x 75mm M3 L/40 / M6 (Calibre: 75mm - Alcance estimado de 1.2Km a 1.8Km)
- 1 x 12.7mm Browning M2 (Calibre: 12.7mm - Alcance estimado de 1.5Km a 2.4Km)
Sistema de radar auxiliar:

País: Estados Unidos da América
Designação Local:M-24
Qtd: Máx:4000 - Qtd. em serviço:0
Situação: Retirado
Operacionalidade:
Os M-24 foram utilizados a partir dos finais de 1944 quando as tropas norte-americanas combatiam em França. Embora armado com uma peça de relativamente fraca potência, ele tinha algumas hipoteses de enfrentar viaturas blindadas alemãs, nomeadamente os Panzer-IV que eram quase invulneráveis ao M-5.
Existem mesmo referências a viaturas M-24 que entraram em combate contra carros «Panther» com sucesso, embora na fase final da guerra a preparação das tripulações alemães tivesse descido a um ponto em que a superioridade do material alemão nem sempre poderia implicar uma vitória.

Depois da guerra muitos dos M-24 norte-americanos foram enviados para o Japão, país onde as pontes não permitiam a utilização de carros de combate pesados.

Foram os M-24 que estavam na no Japão, que foram enviados de emergência para a Coreia quando o exército da Coreia do Norte, armado com tanques T-34 atacaram a Coreia do Sul, numa altura em que tanto as forças norte-americanas como as sul-coreanas pura e simplesmente não tinham nem tanques nem armas anti-tanque.

À falta de melhor eles enfrentaram T-34/85 de fabrico soviético, mas os resultados foram maus. A blindagem frontal do T-34/85 era impossível de penetrar pelo canhão de 75mm do M-24 e a blindagem do M-24, que era adequada para oum tanque leve, não tinha como se defender de um canhão de 85mm. Vários M-24 foram perdidos, não só para os tanques de fabrico soviético mas também para os fuzis anti-tanque soviéticos de 14.5mm.

Do total de 138 M-24 «Chafee» enviados para a Coreia, perderam-se 24 e nenhum tanque T-34 foi completamente destruido, tendo apenas oito deles sido danificados.
Estes numeros foram resultado da inexistência de outros veículos adequados para a função, mas os militares americanos perderam a confiança no veículo. Algumas semanas mais tarde para substituir os M-24, a maioria dos quais se perdeu em combate, foram enviados os M-4 Sherman e os M-26 «Paton».

Os M-24 mforam então relegados para missões mais condizentes com as suas capacidades. A entrada ao serviço do tanque médio M-41 levou à retirada de serviço do M-24.


Forum de discussão

No inicio de 1943, apenas alguns meses depois da entrada dos Estados Unidos na II guerra mundial, uma análise efectuada pelos responsáveis de armamento (US Ordnance Department), concluiu que da mesma maneira que após o ataque alemão a França se tinha verificado que o pequeno tanque M-3, armado com uma peça de 37mm era inútil como carro de combate principal, também após os primeiros combates na União Soviética, era evidente que o canhão de 37mm era pouco adequado mesmo para armar um tanque leve.

Tentou-se adaptar uma arma de maior calibre aos M-3/M-5 mas os estudos mostraram que o veículo era demasiado pequeno para suportar tal armamento. O M-3 / M-5 tinha começado a ser produzido havia apenas um ano, e o cancelamento da produção era completamente inviável por não haver nada para o substituir mas desde logo se percebeu a necessidade de substituição por algo mais capaz e que pudesse servir de apoio ao tanques M-4 «Sherman». A solução do problema acabou por sair de um estudo feito em conjunção com a Cadillac (General Motors) durante 1942 e inicio de 1943, aproveitando alguns dos ensinamentos resultantes do fabrico dos tanques leves M-5.

A solução apareceu na forma do M-24 «Chafee», que mantinha soluções como os dois motores que caracterizavam o M-5, tendo sido estipulado um peso máximo de 18 toneladas e uma blindagem máxima de 25mm no casco e 37mm na torre. Mesmo com a urgência resultante da guerra o desenvolvimento de um veículo completamente novo levou o seu tempo. Os primeiros M-24 de pré-produção foram entregues apenas no final de 1943. O resultado dos testes foi satisfatório e resultou numa encomenda de 1.000 unidades, ainda antes de os protótipos terem sido terminados. A encomenda foi sendo alterada, tendo as concomendas do M-5 sido substituidas pelo M-24, atingindo o total de encomendas o total de 5.000 unidades.

Na linha de montagem a produção industrial demorou algum tempo para atingir um ritmo elevado, pois a fábrica da Cadillac era a mesma que produzia os M-5. Em Maio de 1944 ainda não se tinha conseguido produzir um M-24 por dia, quando em Dezembro as duas fábricas empenhadas no fabrico do Chafee estavam a produzir dezoito unidades por dia.

O veículo só começou a ser entregue a unidades operacionais norte-americanas nos últimos meses de 1944. Até ao final da guerra o numero de M-24 fabricados em duas fábricas norte-americanas tinha atingido 4.415 veículos, incluindo variantes.

Classificado como tanque leve o M-24 «Chafee» era quase tão pesado quanto os tanques alemães médios e estava armado com uma peça de 75mm que inicialmente tinha sido instalada no próprio Sherman, pelo que se tratava de um tanque leve com armamento de carro de combate principal [1].

O seu novo sistema de transmissão e suspensão tornava-o um veículo simples de conduzir e a plataforma foi desde o inicio pensada para a possibilidade de utilização como base para outros veículos blindados de apoio e de combate.

A participação dos M-24 na II guerra foi reduzida, e após o conflito os M-24 foram cedidos a muitos exércitos de países aliados dos Estados Unidos que os tiveram ao serviço durante muitos anos, alguns chegando a estar ao serviço até aos anos 80.
O seu sucesso e impacto na Europa foram igualmente reduzidos especialmente na Europa, por causa do aparecimento do M-41, que era consderado muito superior. Por causa disto, a maioria dos exércitos da NATO retirou o M-26 de serviço até aos finais dos anos 50.


[1]É importante ter em consideração que o armamento principal dos carros de combate norte-americanos durante a II guerra mundial era considerado pouco satisfatório. A prova disso é a substituição dos canhões de 75mm dos Sherman por novas versões de 76mm, que posteriormente também foram pelo menos parcialmente substituídas. Os britânicos, que desde o inicio consideraram que o Sherman estava sub-armado, produziram na Grã Bretanha a sua própria versão do Sherman, armada com um verdadeiro canhão com capacidade anti-tanque (ver Sherman «Firefly»)

Informação genérica:
Quando conceberam o M-24 como tanque leve para substituir o M-3/M-5 os engenheirosnorte-americanos também pensaram na necessidade de criar um chassis básico que pudesse servir para produzir vários outros tipos de veículos.

O conceito foi importado da Europa e das práticas dos alemães, soviéticos e britânicos, que assim conseguiam tornar o apoio logístico às unidades muito mais simples e economico.

Além do M-24 base, de que foram construidos alguns milhares antes do fim da guerra, outras versões de viaturas de combate foram produzidas a partir deste mesmo chassis base, a saber:

M-41 - Óbus auto-propulsado, que consistia no chassis do M-24 com o motor montado na parte central do veículo e sobre o qual foi montado um óbus de 155mm, dos quais foram encomendados 250, embora apenas 60 tenham chegado a ser entregues.

M-37 - Óbus autopropulsado que se destinava a substituir o M-7. Foram encomenddos 448 veículos embora apenas 316 tenham sido entregues.

T-38 - Viatura porta-morteiro de calibre 106mm. Apenas um modelo experimental foi produzido.

T-77E1 - Viatura anti-aérea que transportava uma torre armada com quatro ou seis metralhadoras 12.7mm. O sistema estava equipado com um sistema automático de mira e era considerado eficiente, mas o seu desenvolvimento terminou já depois do final da guerra, o que levou a que fosse cancelado.

Nota-se portanto que o desenvolvimento das versões do M-24 acabaram por sofrer com o fim do conflito, tornando de pouca utilidade o seu desenvolvimento adicional, quando milhares de equipamentos que o M-24 deveria substituir deixaram de precisar substituição.