Dados sobre países utilizadores:


Listar veículos do tipo
Carro de combate leve

Veículos idênticos ou relacionados:


Vickers Mk.E mod B
Carro de combate leve

T-26 (1931) / Vickers mk.E mod. A
Carro de combate leve

7 TP medium tank
Carro de combate leve

T-26 (mod.1933)
Carro de combate leve

T-26S (mod.39)
Carro de combate leve

T-26 «Verdeja»
Carro de combate leve

 

7 TP medium tank
Carro de combate leve (Polish state factories)
7 TP medium tank

Projeto: Polish state factories
Polonia
Dimensões
Comprimento
Comprimento máximo
Largura
Altura
Altura máxima
4.75
n/disponivel
2.4m
2.27M
Peso vazio
Peso / combate
Cap. Carga
Reboque
8.8t
9.9t
N/disponivel
N/disponivel
Motor / potência / capacidades
Motor
Potência
Vel. maxima
Terr. Irregular
Saurer VBLD diesel
110cv
37 Km/h
15 Km/h
Tração
Tanque combustivel
Autonomia
Tripulação
Lagartas
N/disponível
150Km
3
N/disponivel
0M
0M

Armamento básico
- 1 x 37mm QF L/45 (Calibre: 37mm - Alcance estimado de 0.1Km a 1.8Km)
Sistema de radar auxiliar:

País: Polonia
Designação Local:7TP / Vickers 6T
Qtd: Máx:160 - Qtd. em serviço:0
Situação: Retirado
Operacionalidade:
A Polonia utilizou indistintamente as viaturas importadas da Grã Bretanha e as de produção local.
Os tanques polacos 7TP eram superiores aos Panzer-I e Panzer-II e o seu armamento principal de 37mm era idêntico ao dos carros Panzer-III alemães.

Quando a guerra começou, a Polónia tinha três batalhões destes carros operacionais. Um deles equipado com os veículos importados da Grã Bretanha e os outros dois equipados com os modelos fabricados na Polónia.

As tácticas utilizadas pelos polacos levaram a que a utilização dos tanques fosse de pouca utilidade, embora onde os carros de combate polacos entraram em confronto com os alemães tivessem normalmente vencido a contenda.

A blindagem dos carros polacos também era ligeiramente superior à da versão original do veículo da Vickers. Na generalidade, quando utilizados contra os veículos alemães eles mostraram-se superiores.
Logo no terceiro dia de combates, uma unidade polaca destruiu seis tanques alemães e dois veículos blindados sobre rodas, com a perda de apenas um único tanque 7TP.
Também na defesa final de Varsóvia, a unidade de 16 tanques 7TP e Vickers 6T destruiram 40 carros alemães Panzer-I e Panzer-II.

Muitos dos 7TP deixaram de ser utilizados por causa da incapacidade logística das unidades polacas e foram abandonados por falta de combustível.

Nota: Dos 160 utilizados pela Polónia, 35 foram Vickers 6T comprados à Grã Bretanha e os restantes produzidos localmente.


Forum de discussão

A Polonia, criada depois da partição dos impérios alemão, russo e austríaco a seguir à I Guerra Mundial, criou desde cedo as suas unidades blindadas.
No final dos anos 20, os polacos adquiriram um total de 50 carros de combate «Vickers 6 T» juntamente com uma licença para o seu fabrico no país. As viaturas foram montadas localmente, mas apenas 38 acabaram sendo construidas. Os restantes 12 exemplares foram utilizados para peças e para a construção da versão polaca da viatura britânica.

O veículo 7 TP, foi baseado no carro de combate leve britânico, mas com modificações desenhadas localmente, para o adaptar às necessidades do exército polaco e para resolver vários dos problemas que foram detetados desde o inicio, como a fraca blindagem, fraca potência ou o fraco armamento original (2 metralhadoras)

A mais significativa das modificações, foi a instalação de um motor Saurer a Diesel, que transformou o 7TP no primeiro carro de combate do mundo com motor Diesel. A torre também foi modificada, com a inclusão de uma caixa na parte traseira. Com uma potência de 110cv os 7TP era mais potente que os seus equivalentes soviéticos T-26.

As primeiras unidades de pré-produção da versão com duas torres armadas com metralhadoras, foram entegues no inicio de 1936. A versão armada com canhão de 37mm (que no carro polaco era fabricada pela Bofors sueca) foi entregue apenas no final desse ano.

A produção em série teve inicio apenas em 1938, porque o exército polaco considerava que a sua principal arma era a cavalaria (considerada a melhor de toda a Europa) e o investimento na mecanização era visto como demasiado caro e pouco rentável.

No entanto o canhão sueco de 37mm, conseguia perfurar a blindagem do Panzer-I a 1.800 metros, a do Panzer-II a 1.500 metros e mesmo o principal carro alemão da altura o Panzer-IV podia ser posto fora de combate a 400 metros. A sua blindagem porém,era demasiado fraca e não podia resistir a um disparo certeiro dos canhões alemães de 37mm.

Informação genérica:
O carro de combate Vickers 6 Ton. Foi desenvolvido na Grã Bretanha como carro de combate médio, a partir de meados dos anos 20, tendo sido apresentado pouco depois.

O exército britânico nunca adquiriu o veículo, mas ele transformou-se num dos mais importantes carros de combate dos anos 30, porque foi adquirido por vários exércitos, mas também por causa das versões que foram produzidas. As vendas foram reduzidas e o principal cliente foi a Polónia com 38 exemplares. A Finlandia comprou 34, a Tailandia 22, a China 20, a URSS 15, a Bulgaria 8 e a Bolivia 3 exemplares.

A importância do modelo da Vickers é muitas vezes esquecida, principalmente quando se pretende dar a ideia de que os alemães foram os que mais investiram no desenvolvimento de tanques no periodo pós guerra.

Na verdade, o Vickers influenciou até os carros de combate de países do eixo, como foi o caso da Itália e mesmo os Panzer mark.I alemães têm características que foram claramente inspiradas nos desenvolvimentos britânicos.


T-26
Nas duas imagens acima, o tanque Vickers E model A, com duas torres e abaixo, o seu equivalente soviético, modelo 1931, também equipado com duas torres armadas com uma metralhadora e destinado ao apoio de forças de infantaria.
T-26 o mais importante de todos os derivado do Vickers Mk.E / 6T

Sem sombra de dúvida que o maior sucesso de produção do carro Vickers ocorreu na União Soviética, país que comprou 15 unidades deste veículo, e a partir dessas unidades desenvolveu o seu próprio modelo. O T-26 foi mais produzido que qualquer outro tanque durante o periodo entre guerras e a produção do T-26 sozinha foi numericamente superior à produção total de tanques dos dois exércitos mais blindados do mundo a seguir ao soviético: Os exércitos da França e da Alemanha.

O T-26 começou por ser apenas copiado, tendo sido produzidas as duas versões (com duas torretas e uma torre respectivamente) tendo sido fabricados muitos milhares nas suas várias versões.

O conceito do tanque médio de 6 toneladas foi profundamente estudado e desenvolvido na União Soviética a partir do inicio dos anos 30 e os desenvolvimentos de outros veículos levaram a que o T-26, fosse reclassificado na União Soviética como tanque leve que serviria apenas como uma espécie de infantaria «blindada».



Durante o desenvolvimento, os soviéticos consideraram a versão de duas torretas armadas de metralhadoras era um desperdício praticamente inutil e por isso o T-26 foi sendo transformado num tanque leve, equipado com o que para a altura era considerado um canhão potente de 45mm.

Comparativo T-26
Na imagem, o T-26 modelo 1933, que combateu na guerra civil de Espanha e o modelo 1939 que combateu os alemães em 1941. As principais diferenças notam-se na torre.
Entre eles, encontrou-se a versão soviética do canhão francês Hotchkiss de 37mm, um canhão copiado dum modelo alemão de 37mm da Rheinmetal, e finalmente o canhão anti-tanque de 45mm, que foi posteriormente modernizado.

Foram as seguintes as várias séries do T-26:

T-26 (1931) - Versão com duas torres, com uma metralhadora cada uma, que era uma cópia directa do modelo britânico.
T-26 (1932) - Versão com uma torre com canhão de 37mm e outra torre com metralhadora.
T-26 (1933) - Versão com uma torre equipada com canhão de 45mm
T-26 (1939) / T-26S -Versão com blinddagem com melhor perfil balístico e casco soldado.


Com base no chassis do T-26 foram também lançados os canhões auto-propulsados SU-5, na função de caça-tanques.

Na Polónia, país que adquiriu viaturas do tipo à Grã Bretanha, foi fabricado o tanque 7TP que também é um derivado do modelo Vickers.

Os carros de combate italianos médios desde o M11/39 até ao M14/41 também tiveram na sua origem o modelo Vickers de 6t. Eles foram diretamente inspirados pelos T-26 que os italianos encontraram na guerra civil de Espanha.

Embora não directamente derivados, os carros de combate M2/M3 do exército norte-americano também sofreram influências dos Vickers de 6 toneladas durante o seu desenvolvimento nos anos 30.

Suspensão Christie

Em 1936, os soviéticos consideraram que a mobilidade do T-26 deveria ser melhorada. Como o tanque BT-5, era de maiores dimensões e tinha uma suspensão mais eficiente, foi decidido desenvolver uma versão do T-26 equipada com a suspensão Christie que equipava o BT-5 e que mais tarde viria a equipar o T-34.



O resultado foi o tanque T-46, mas rapidamente se percebeu que o veículo era demasiado complexo ao mesmo tempo que ficava demasiado caro de construir. Foram por isso produzidos apenas 60 exemplares.

Problemas gerais na qualidade de construção do T-26 soviético
Na década de 1930, a qualidade de todos os veículos automóveis era muito inferior à atual e a industria automóvel soviética era incipiente. Isto explica os resultados e as análises feitas à qualidade dos tanques T-26, e explica em grande medida o insucesso do modelo na maioria dos recontros nomeadamente a debacle de 1941, em que o T-26, o mais fabricado tanque do mundo foi dizimado em apenas algumas semanas.

Ínumeros problemas assombraram os T-26 e eles tornaram-se aparentes quando foram colocados à prova na guerra civil de Espanha.
Não só as táticas utilizadas se mostraram desadequadas, como acima de tudo, a qualidade de construção e o desgaste rápido dos componentes mecânicos levavam a constantes avarias e a uma alta taxa de inoperacionalidade.

O motor do T-26 deveria ser submetido a uma revisão após 150 horas de serviço e precisava de uma reconstrução de fábrica após 600 horas. Os pinos das lagartas desgastavam-se até ao ponto de ruptura, após 800km na estrada)

Um exemplo da péssima qualidade dos veículos ficou documentado nos registos do exército espanhol entre Dezembro de 1937 e Fevereiro de 1938, altura em que a República alinhou 104 tanques T-26 durante a batalha de Teruel. Esses veículos precisaram ser reparados um total de 586 vezes durante os 65 dias de combates.
Ou seja, duranta a batalha cada tanque teve que ser reparado quase seis vezes, uma média de uma reparação a cada 11 dias. Embora muitas das reparações fossem simples, houve 58 substituições de motor. Ou seja, metade dos tanques empenhados no combate tiveram que ver o seu motor substituido durante o periodo de dois meses.