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Artilharia Auto propulsada



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Palmaria
Artilharia Auto propulsada (Oto-Melara)
Palmaria

Projeto: Oto-Melara
Italia
Dimensões
Comprimento
Comprimento máximo
Largura
Altura
Altura máxima
7.265
11.474m
3.35m
2.874M
Peso vazio
Peso / combate
Cap. Carga
Reboque
43t
46t
N/disponivel
N/disponivel
Motor / potência / capacidades
Motor
Potência
Vel. maxima
Terr. Irregular
MTU MB-837
750cv
60 Km/h
25 Km/h
Tração
Tanque combustivel
Autonomia
Tripulação
Lagartas
800 Litros
500Km
5
60º
30º
1.2M
3M
1M

Armamento básico
- 1 x 155mm L/52 «Palmaria» (Calibre: 155mm - Alcance estimado de 4Km a 24Km)
Sistema de radar auxiliar:

País: Libia
Designação Local:Palmaria
Qtd: Máx:210 - Qtd. em serviço:160
Situação: Em serviço
Operacionalidade:
A Libia encomendou 210 unidades desta viatura em 1981, as quais foram fornecidas entre 1982 e 1985.
Grande parte destes sistemas continuam operacionais.
A Libia foi o maior operador deste sistema.

Durante a guerra civil na Líbia em 2011, muitos destes sistemas foram utilizados pelo regime de Kadafi contra os rebeldes, nomeadamente em Benghazi.

A intervenção das forças aéreas da França e da Grã Bretanha, levou à destruição de vários exemplares, no que se transformou na primeira demonstração da superioridade aérea dos países ocidentais no conflito líbio.

Não se sabe se algumas unidades do sistema sobreviveram ao conflito, ainda que se saiba que muitos deles não chegaram a ser utilizados, por serem alvos fáceis, perante o controlo aéreo demonstrado pelos países da NATO.


Forum de discussão

Concebido na Itália e destinado à exportação o sistema Palmaria de artilharia auto-propulsada utiliza o chassis do carro de combate italiano OF-40 (uma versão do Leopard-1 fabricado sob licença) e muitos sistemas desse veículo.
Sobre o chassis foi instalada uma torre armada com um óbus de 155mm com deriva de 360º.

Ele foi concebido como um empreendimento privado, não tendo garantida qualquer encomenda quando o desenvolviment começou. O primeiro protótipo ficou pronto em 1981 e as primeiras unidades de produção foram entregues em 1982.

O condutor do veículo senta-se à frente à direita e o motor está à frente do lado esquerdo. A arma principal tem um alcance máximo de 24700m. O «Palmaria» é contemporâneo dos sistemas norte americanos e franceses como o M-109 e o GCT. Ele tem um alcance superior ao do sistema norte-americano e idêntico ao do sistema francês.

Informação genérica:
O Leopard-1 foi resultado de uma tentativa de vários países europeus para desenvolver um carro de combate próprio, reduzindo a dependência do fornecimento de veículos americanos.
Os primeiros estudos começaram no fim dos anos 50 e França Alemanha e Itália tentaram criar um standard básico, que permitisse a criação de uma viatura comum.

O Leopard-1 deveria inicialmente ter nascido da cooperação franco-alemã. Os franceses acabaram produzindo o AMX-30 mas as linhas dos dois tanques mostram os conceitos aproximados


Esse plano falhou e a França desenvolveria o tanque AMX, a Itália compraria o M60 americano e a Alemanha desenvolveria o Leopard, que entrou em produção em 1965, tendo a última versão sido produzida em 1984.

Tratou-se do primeiro carro de combate da Alemanha, após a segunda-guerra mundial e as tradicionais qualidades dos carros de combate alemães foram reconhecidas com a venda de carros Leopard para vários países europeus, como a Dinamarca, Holanda, Noruega, Grécia e Turquia além da Italia que também fabricou o Leopard sob licença. Fora da Europa, o Canadá e a Austrália também compraram este carro de combate.

Os Leopard são tanques com casco soldado, sete rodas de apoio, motor traseiro. O condutor está à frente à direita. A torre de aço fundido está numa posição central, onde fica o comandante e o operador do canhão e o municiador. A maior parte da munição é transportada à frente do lado esquerdo, ao lado do condutor.

Várias versões foram produzidas, quer de veículos «novos» quer conversões de veículos mais antigos.

Leopard - Versão original, produzida num total de quatro lotes de veículos.

Leopard 1 A1 - Primeira modernização, ocorrida em 1970. Incorporou pela primeira vez um estabilizador para a peça principal, permitindo disparo em movimento. Foram introduzidas saias de metal e borracha para proteger as rodas.

Leopard-1 A2 - Construidos entre 1972 e 1974, com uma nova torre em aço fundido, com blindagem mais espessa.

O Leopard-1 A3 - Como resultado da evolução dos tanques do Pacto de Varsóvia foi decidido modificar a versão A2 e 110 exemplares foram produzidos com torre soldada, com blindagem espaçada. A blindagem da torre não foi alterada, mas o espaço interno cresceu em 1.5 metros quadrados.
Esta versão é aproximadamente equivalente à do carro de combate OF-40 que foi fabricado na Itália.

O Leo-1A4 - 250 exemplares produzidos em 1974 receberam esta designação. Novos sistemas ópticos e electrónicos, um novo sistema de controlo de tiro e um novo sistema de controlo de incendios foram adicionados, às custas de uma redução para 55 do total de munições transportadas.

Modernização geral
Entre 1975 e 1977, mais uma vez considerando as necessidades decorrentes da introdução dos tanques T-64 e T-72 soviéticos, todos os carros Leopard-1 dos vários lotes, receberam uma nova proteção constituida por placas de aço, cobertas de borracha, protegendo toda a torre.

Leopard-1 A5 - A última série de viaturas Leopard, resultou de um estudo iniciado em 1980, para estudar a viabilidade da utilização do blindado depois do ano 2000.

Modernizações seguintes
Com o objetivo de combater os novos carros soviéticos que entraram ao serviço na década de 1980, como o T-80, foi concebido um programa de modernização geral, destinado a garantir ao Leopard a superioridade tecnológica no campo de batalha.

A designação desse veículo seria Leopard-1A6, e partiria do modelo A5, acrescentando uma blindagem mais sofisticada extendida à torre e incluindo uma peça principal de 120mm.
O Canadá também desenvolveu uma versão modernizada do Leopard-1, dando especial enfase à blindagem:



Depois do ano 2000 começaram a ser transferidos para outros países fora da Europa e da NATO, como o Brasil e o Chile.

O Leopard-1 serviu de base para outros veículos.

Entre os mais conhecidos está o sistema anti-aéreo Gepard e o sistema de artilharia auto-propulsada «Palmaria» concebido na Itália a partir do OF-40, a versão italiana do Leopard-1.

Também foram desenvolvidos veículos blindados de recuperação, bem como lança-pontes.

Embora não haja informação concreta, a última derivação deste veículo (ou mais correctamente conversão) é o modelo OF-40/VCI, em estudo para o exército dos Emirados Arabes, que consiste na conversão do carro de combate para veículo de combate de infantaria pesado.



TH-400

Na Alemanha foi desenvolvida uma tentativa para aproveitar a torre do Leopard-1 e instala-la num chassis 6x6 para tentar desenvolver algo parecido com o Centauro italiano.

O projeto no entanto, não foi considerado viável, por a torre ser demasiado pesada e o chassis 6x6 inadequado para a função. Foi apenas produzido um protótipo.