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Veículo médio de reconhecimento

 

AMX-10RC
Veículo médio de reconhecimento (Giat Industries / NEXTER)
AMX-10RC

Projeto: Giat Industries / NEXTER
França
Dimensões
Comprimento
Comprimento máximo
Largura
Altura
Altura máxima
6.357
9.15m
2.95m
2.29M
Peso vazio
Peso / combate
Cap. Carga
Reboque
14.9t
15.88t
N/disponivel
N/disponivel
Motor / potência / capacidades
Motor
Potência
Vel. maxima
Terr. Irregular
Baudoin 6F 11SRX Diesel
280cv
85 Km/h
35 Km/h
Tração
Tanque combustivel
Autonomia
Tripulação
Seis rodas motrizes
N/disponível
1000Km
4
50º
30º
Anfíbio
1.65M
0.8M

Armamento básico
- 1 x 105mm CN105 F1/G1 (Calibre: 105mm - Alcance estimado de 0.1Km a 2Km)
Sistema de radar auxiliar:

País: França
Designação Local:AMX-10RC
Qtd: Máx:300 - Qtd. em serviço:0
Situação: Em serviço
Operacionalidade:
Introduzido no exército francês para substituiro o Panhard ERC, o AMX-10RC foi considerado demasiado caro e sofisticado para que toda a encomenda fosse fornecida. Ele foi utilizado ao nível do corpo de exército em regimentos com 36 unidades cada um. Também a força francesa de reacção rápida recebeu dois regimentos cada um deles equipado com 36 unidades.

O exército francês iniciou um processo de modernização e actualização dos AMX-10RC, que deverá incluir sistemas de tiro mais modernos, sistemas de protecção activa e passiva e novo sistema de comunicação e gestão de dados de combate. Apenas uma parte dos veículos será submetida a modernização.

As viaturas modificadas são reconheciveis pelas «saias» laterais de blindagem adicinal, que tentam assim ultrapassar uma das maiores criticas dirigidas ao veículo: A sua fraca blindagem.


Forum de discussão

O AMX-10RC é o resultado de um pedido do exército francês, para um veículo sobre rodas que substituisse o Panhard EBR. A competição foi aberta no final dos anos 60 e o primeiro protótipo deo AMX-10RC ficou completo em 1971.

A classificação deste veículo é algo complexa pois ele tanto é classificado como veículo de reconhecimento como de «caça-tanques».
Esta dualidade decorre também das características do veículo que ele deveria substituir, o Panhard-EBR que estava equipado com um canhão de 90mm e que tinha capacidade para engajar carros de combate pesados embora estivesse fracamente blindado, uma realidade que nunca deixou de ser considerada pelos próprios militares franceses, quando a viatura foi colocada em teatros de operação mais exigentes. A falta de um sistema de «fire on the move» (disparo em movimento), que obriga o AMX-10RC a parar sempre que quer efectuar um disparo, é um dos factores que atrai mais críticas, pois torna o veículo extremamente vulnerável.

Assim, o AMX-10RC também segue a mesma filosofia de uma viatura sobre rodas equipada com um poderoso armamento principal, equivalente ao dos carros de combate. O AMX-10RC está equipado com um canhão de 105mm que inicialmente apenas disparava munição de alto explosivo (HEAT) mas que posteriormente (1987) passou a utilizar também munição perfurante (APFSDS).

O AMX-10RC superou a concorrência em todos os aspectos. Os sistemas de combate incorporados, como a visão nocturna e o telemetro a Laser são idênticos aos de um carro de combate pesado, de tal forma que durante as negociações sobre a limitação de armas convencionais na Europa, os negociadores soviéticos consideraram que os AMX-10RC eram carros de combate pesados e não viaturas de reconhecimento.

Eles têm de facto várias características que os fazem parecer com os carros de combate principais, entre as quais está o sistema de direcção, pois embora se trate de uma viatura sobre rodas, o AMX-10RC não tem rodas de direcção como é normal. Ao contrário, as rodas da direita ou da esquerda bloqueiam e deslizam, como acontece com as viaturas de lagartas. O sistema de suspensão é completamente configurável e é dos mais complexos e sofisticados de qualquer viatura sobre rodas.

Além destas capacidades, o AMX-10RC tem capacidade anfíbia e pode ser utilizado em operações de desembarque, sendo propulsionado por dois hidrojatos a uma velocidade de 7,2km/h.

A complexidade do AMX-10RC no entanto foi o seu «calcanhar de Aquiles». O aumento dos custos do veículo, levou a que o numero total de unidades previstas para aquisição pelas forças armadas francesas fosse reduzido. Das 525 unidades inicialmente previstas foram produzidas para o exército francês apenas 300. A viatura também foi vendida para exportação.



A título de curiosidade, o custo do AMX-10RC, que era superior ao de muitos carros de combate pesados, levou a que o exército francês optasse por adquirir mais viaturas Panhard-ERC90, que tinham sido inicialmente preteridos na escolha.

Informação genérica:
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