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Carro de combate médio



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PzKpfw-IV D / E (Panzer IV)
Carro de combate médio (Krupp)
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Projeto: Krupp
Alemanha
Dimensões
Comprimento
Comprimento máximo
Largura
Altura
Altura máxima
5.91
n/disponivel
2.86m
2.68M
Peso vazio
Peso / combate
Cap. Carga
Reboque
18.1t
20t
N/disponivel
N/disponivel
Motor / potência / capacidades
Motor
Potência
Vel. maxima
Terr. Irregular
Maybach HL 120TRM
300cv
42 Km/h
20 Km/h
Tração
Tanque combustivel
Autonomia
Tripulação
Lagartas
470 Litros
200Km
5
20º
30º
0.8M
2.3M
0.6M

Armamento básico
- 1 x 75mm KwK Mod.37 L/24 (Calibre: 75mm - Alcance estimado de 1.5Km a 3Km)
- 2 x 7.92mm MG-34 L/57 «Dreyse» (Calibre: 7.92mm - Alcance estimado de 1.2Km a 1.2Km)
Sistema de radar auxiliar:


Forum de discussão

Embora fosse o mais pesado carro de combate alemão até 1941, a série «Ausf.D» do Panzer-IV que representa as várias séries iniciais armadas com canhão curto de 75mm, não tinha a função de lutar contra outros tanques inimigos, mas sim a função de apoio.

Um carro de combate para apoio da infantaria
É um erro comum quando se fazem comparações na fase inicial da guerra e se compara este veículo blindado, com os veículos blindados de outros países belingerantes, pois o Panzer-IV desde a série-A até à série-D não tinha como função principal o ataque contra outras formações blindadas, nem o combate entre tanques.

Como prova disto, está a organização das unidades blindadas alemãs, que apenas possuiam uma companhia equipada com este tanque em cada batalhão Panzer, enquanto que dispunham de duas ou três companhias equipadas com o Panzer -III, esse sim dedicado à função anti-tanque e destinado a atacar os veículos blindados inimigos.

Apenas 35 unidades do Panzer IV modelo A (18 toneladas) foram produzidas pela Krupp, que ganhou o concurso para o fornecimento deste carro de combate. Novas versões se seguiram com inovações e modernizações essencialmente relacionadas com o aumento da blindagem, dado que o veículo na essência não foi alterado.

O «Panzer IV» ou blindado 4, como lhe chamavam os alemães foi sendo alterado, ainda antes da guerra, surgindo as versões B, C, que foram versões de desenvolvimento. As versões D, E e F foram produzidas em em maior número.

As séries iniciais do Panzer-IV com canhão curto, foram produzidas nos seguintes numeros:

Utilizados contra a Polónia:
Versão A: 35 unidades (a partir de Out/1937)
Versão B: 42 unidades (a partir de Abr/1938)
Versão C: 134 unidades (a partir de Set/1938)

Utilizados contra a França
Versão D: 231 unidades (a partir de Out/1939)

Utilizados contra a Rússia
Versão E: 200 unidades (a partir de Set/1940)
Versão F1: 470 unidades (a partir de Abr/1941)

Total das versões iniciais: 1112 veículos

O T-34/76 lado a lado com o Panzer IV ausf.D. O veículo russo era maior existia em grande quantidade e tinha um armamento muito superior ao alemão.
Na realidade foram encomendados 1287 carros de combate com o canhão de 75mm de cano curto. Porém, logo após a invasão da Russia comunista em Junho de 1941, foi iniciado um programa de emergência para instalar o canhão L/43., o que aconteceu a partir de Março de 1942)
A versão F2 é por isso uma versão de transição, pois embora mantenha as características dos restantes veículos, é o primeiro carro a receber o novo canhão longo de 75mm, pelo que é na prática equivalente ao Panzer modelo G.

Ainda que não fosse uma viatura destinada a enfrentar carros blindados, quando a Alemanha invadiu a URSS em 22 de Junho de 1941, o Panzer-IV com o seu canhão de cano curto, continuava a ser o carro mais pesado que os alemães tinham no terreno.

Os alemães cedo notaram que os Panzer-III, que tinham sido modernizados, recebendo o novo canhão de 50mm embora superiores aos modelos armados com o canhão de 37mm, eram ainda assim de pouca utilidade contra os tanques soviéticos T-34 e especialmente KV-1.

Esta evidência leva a que soluções de emergência sejam adoptadas, e mesmo com o seu canhão curto de 75mm, o Panzer-IV D, vai passar a ser utilizado como tanque principal.
A solução de emergência consistiu em distribuir uma nova munição que podia ser utilizada no canhão de cano curto, tendo alguma eficácia contra carros de combate.

A solução era mais cara, mas foi na primeira fase da guerra a única solução viável, já que só com as versões seguintes o Panzer IV receberá armamento realmente adequado para combater contra outros carros de combate (O F2 é o primeiro Panzer IV a receber um canhão adequado para combater contra blindados) e só começará a ser entregue às unidades Panzer a partir de Março de 1942, nove meses após o inicio da invasão da União Soviética.

Informação genérica:
Numericamente, trata-se do mais importante carro de combate alemão durante a II Guerra Mundial. O Panzer.IV foi o unico tanque alemão produzido durante toda a guerra, e provavelmente durante mais tempo que qualquer outro carro de combate durante o conflito.

Durante a fase inicial da II Guerra Mundial, o Panzer-IV foi um tanque de apoio, com um canhão de 75mm que não se destinava a perfurar a blindagem dos tanques inimigos, mas sim a atacar a infantaria, quando esta se entrincheirasse em pontos fortificados. Nesses casos uma peça de alta velocidade (anti-carro) não tinha grande utilidade.
A função de atacar os blindados inimigos estava aliás destinada ao Panzer-III (mais pequeno).

Mas a partir de 1941, com a invasão da União Soviética, os alemães entenderam que o armamento de 37mm e de 50mm dos seus tanques Panzer-III não era suficiente para derrotar a blindagem dos tanques russos T-34 e KV-1, que embora estivessem operacionais apenas em pequenas quantidades, foram considerados como uma ameaça temível.

Tendo chegado à conclusão de que o Panzer III (por definição o veículo destinado à função anti-tanque) era muito pequeno para colocar canhões maiores, foi decidido que o Panzer-IV (como também era conhecido o PzKpfw-IV) seria o principal tanque alemão na luta contra a Rússia.

Embora tenha sempre utilizado uma peça de 75mm, o Panzer Mark IV sofreu alterações radicais durante todo o conflito, que estão expressas nos diferentes armamentos que recebeu, que o transformaram num carro de apoio à infantaria (até à versão F1), em um carro destinado a combater os tanques soviéticos (a partir da versão F2).
A partir de 1941, e como resultado da invasão da URSS o Panzer IV, que era o maior tanque alemão, mas não tinha sido concebido para atacar blindados, começa a ser modificado com o objectivo de alterar completamente a sua função. .
Logo no inicio da Operação Barbarosa (e de emergência), a industria alemã produziu uma munição especial, que podia ser disparada do canhão KwK-37-L/24 e ser eficiente contra os tanques russos, mas mesmo assim as suas prestações não eram vistas como suficientes.

Pouco mais tarde os Panzer IV passaram receber um canhão de 75mm de alta velocidade (Ver PzKpfw IV/F), o qual foi posteriormente modificado para um cano do mesmo calibre mas ainda mais longo.

O Panzer IV não era claramente o mais eficiente carro de combate alemão, mas ele foi mantido em produção durante muito tempo nas linhas de montagem alemãs por absoluta falta de opções. Mesmo quando Hitler decidiu fechar as linhas de produção do Panzer IV os generais alemães opuseram-se porque a industria não conseguia produzir suficientes números de tanques Panther (PzKpfw-VI) e Tiger (PzKpfw-V).

O Panzer-IV esteve ao serviço durante toda a guerra e mesmo em 1945 ainda havia várias unidades ao serviço

Notar que o chassis do Panzer IV foi utilizado para várias versões adicionais que são descritas separadamente, como por exemplo o canhão de assalto «Sturmgeschutz-IV», ou o caça-tanques «Panzerjager-IV», entre outros.


Descrição base dos modelos do tipo Panzer IV


Modelo A
Entregue pela primeira vez em Janeiro de 1938. Apenas 35 exemplares produzidos.
Todos os modelos foram retirados de serviço até à primavera de 1941, antes do ataque à União Soviética. A sua blindagem máxima era de 20mm na torre e de 14.5mm no casco.

Modelo B

Tendo entrado em produção em 1937, a versão B tinha motor mais potente que a versão A, caixa de 6 velocidades, blindagem frontal melhorada de 14.5mm para 30mm. Ele começou a ser entregue em meados de 1938, tendo sido produzidos 42 exemplares. Até ao final de 1943, todos os modelos B tinham sido destruídos, convertidos ou retirados de serviço.

Modelo C
Basicamente idêntico ao modelo B, com o mesmo motor e transmissão. O motor estava montado de forma diferente, para facilitar a assistência. Metralhadora co-axial protegida. Foram introduzidas algumas alterações para melhorar o comportamento do motor e manter as unidades ao serviço por mais tempo.
O modelo C, recebeu inicialmente uma encomenda para 140 unidades e as encomendas chegaram aos 300 exemplares, embora apenas 134 tenham sido produzidas. A viatura esteve ao serviço até 1943, altura em que praticamente todos tinham sido retirados ou perdidos em combate.

Modelo D (1938)

Em 1938, 248 exemplares foram encomendados, embora apenas 229 tenham sido entregues. A blindagem lateral passa de 15mm para 20mm. Estas viaturas estiveram presentes na campanha contra a França em 1940.
Já depois da queda da França vários destes carros receberam placas adicionais de 30mm na frente (passando para 60mm) e placas laterais aparafusadas com 20mm (passando a proteção lateral para 40mm). Alguns modelos D receberam depois de 1943, a peça principal de 75mm e 48 calibres. Estes exemplares foram utilizados em unidades de instrução e para substituição de exemplares perdidos.

Modelo E

Esta série começou a ser entregue, já depois de a guerra ter começado. As primeiras unidades foram entregues em Setembro de 1940 e as últimas em Abril de 1941. Foram produzidos 223 exemplares. A série E tem uma nova cúpola e proteção blindada superior.
A blindagem frontal standard era de 50mm. Também as rodas tractoras foram simplificadas, um novo visor para o comandante poder ver em toda a volta.
O modelo E esteve presente na campanha alemã nos Balcans e fez parte das unidades blindadas que participaram na invasão da União Soviética. Eles estiveram ao serviço até 1944, altura em que praticamente todos os exemplares da série tinham sido destruídos ou retirados de serviço.

Modelo F1 / F2

Um total de 625 exemplares deste modelo foram encomendados (100 deles à industria Vomag e 25 à Nibelungenwerke). As lagartas são mais largas, facilitando operações na neve e na lama. As modificações relativamente ao modelo anterior são pouco significativas.
Todos os exemplares foram encomendados com a peça de 75mm de cano curto como armamento standard. No entanto, este modelo estava em produção quando a União Soviética foi invadida.
Após a invasão, as autoridades militares ordenaram que o carro passasse a receber o maior e mais poderosos KwK-40/L43 também de 75mm mas com 43 calibre de comprimento. 208 exemplares tinham já sido produzidos com cano curto.

Esta ordem a meio da produção, levou a que o modelo F, se divida em duas sub séries. A primeira constituida pelos carros que estão equipados com a peça de cano curto (F1) e a segunda constituída pelos carros armados com a peça de cano mais longo (F2). Em Julho de 1943, apenas 60 carros das primeiras séries do Panzer VI estavam disponíveis.

Modelo G
Este modelo foi o resultado direto da experiência alemã na frente leste, ao defrontar os carros de combate russos T-34. Ele foi encomendado em Novembro de 1941. A urgência levou a que o canhão longo fosse instalado nos modelos da série F que já estavam em produção e a modificação implicou a paragem da produção durante um mês.
O modelo G, é um modelo standard que já vinha de fábrica com a peça de KwK40/L43 de 75mm e que podia perfurar a blindagem do T-34.
A viatura teve que ser modificada para permitir o transporte de maior quantidade de munições (87 em vez de 80), considerando que a nova munição também era mais longa.

Foram feitas dez encomendas de viaturas deste tipo, totalizando 1750 veículos, dos quais 1687 foram produzidos.
O modelo G, começou a ser entregue na primavera de 1942 e finalmente deu às forças alemãs uma viatura superior ao até ali temido T-34. A partir de Março de 1943, 1275 destes exemplares receberam a peça principal KwK-40/L48 mais longa. Cerca de 700 exemplares receberam saias laterais de proteção.

Modelo H
O mais produzido de todos os carros do tipo IV foi o modelo H, com 3774 exemplares produzidos. Ele começou a sair das linhas de montagem em Abril de 1943, e esteve em produção até Julho de 1944. Outros 165 chassis foram utilizados para viaturas derivadas.
Entre as diferenças relativamente ao modelo G, encontra-se a nova transmissão, a blindagem frontal standard que passou de 50mm para 80mm. Foram igualmente modificados filtros de ar, utilizados roletes de retorno em aço e uma cupola que podia ser equipada com uma metralhadora anti-aérea.

Este carro representava grande parte da frota de 748 tanques das divisões blindadas alemãs que estavam em França em Junho de 1944.

Série J
A última série do PzKpfw IV foi produzida apelas pela Nibelungenwerke na Áustria, tendo a Krupp passado a produzir viaturas caça-tanques com base no chassis do Panzer IV. Foram produzidos 1758 exemplares desde Junho de 1944 até Março de 1945. Mais 278 chassis foram utilizados para produzir o caça-tanques IV/70(A) e outros 142 para produzir o sistema de artilharia auto-propulsada de 150mm Brummbar.




Ainda antes do final da guerra, várias adaptações e modificações chegaram a ser estudadas, entre as quais um modelo que juntava o chassis do Panzer IV, que estava em produção e nao precisava de grandes modificações, com a torre do carro Panther.

A solução ainda que interessante não foi considerada viável, porque embora pudesse entrar em produção mais depressa, o seu custo de produção era apenas ligeiramente inferior ao do carro PzKpfw V «Panther».