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Carro de combate pesado



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Projeto: Hyundai
Coreia do Sul
Dimensões
Comprimento
Comprimento máximo
Largura
Altura
Altura máxima
7.48
9.71m
3.59m
2.25M
Peso vazio
Peso / combate
Cap. Carga
Reboque
51.2t
54.5t
N/disponivel
N/disponivel
Motor / potência / capacidades
Motor
Potência
Vel. maxima
Terr. Irregular
MTU 871
1200cv
65 Km/h
40 Km/h
Tração
Tanque combustivel
Autonomia
Tripulação
Lagartas
N/disponível
450Km
4
60º
30º
1.2M
2.74M
1M

Armamento básico
- 1 x 120mm L/44 - M256 (Calibre: 120mm - Alcance estimado de 2.5Km a 3.1Km)
Sistema de radar auxiliar:


Forum de discussão

O carro de combate coreano Type 88/M1, nunca escondeu que na sua origem estava o mesmo fabricante do carro de combate norte-americano Abrams. Assim, da mesma forma que o Abrams foi submetido durante os anos 90 a estudos para incorporar novo armamento principal e novos sistemas, também o modelo coreano sofreu o mesmo tipo de modernizações, embora mais tarde.

O K1A1 está armado com um derivado do canhão Rheinmetal L/44 de 120mm que equipa os Leopard-2 (até à versão A5), o Abrams M1A1 norte-americano, o Ariete italiano bem assim como o Merkava de Israel.

Como o M1A1, o K1A1 tem uma blindagem reforçada, embora não utilize as mesmas camadas do veículo norte-americano, que utiliza placas de urânio empobrecido.
Modificado, foi também o sistema de gestão e controlo de tiro, que em conjugação com o novo canhão de 120mm dão ao carro de combate uma possibilidade de acerto ao primeiro de disparo de 90% mesmo em andamento e contra alvos móveis.

O sistema motriz mantêm-se o mesmo, fabricado na Coreia do Sul sob licença da MTU alemã. O sistema de suspensão do veículo foi por sua vez especialmente desenhado para se adequar às circunstâncias do terreno sul coreano, muito montanhoso.

O K1A1 estará em produção até 2010, altura em que deverá começar a ser fabricado o futuro tanque K2 «Black Panther», que se destinará a substituir os M-48A5 modernizados, que ainda se encontram ao serviço na Coreia do Sul, estando prevista a aquisição de 300 a 500 exemplares.



Informação genérica:
Durante os anos 70 a Coreia do Sul estava equipada com grandes quantidades de carros de combate M-47 e M-48 armados com canhões de 90mm.

A partir de 1971, a vizinha Coreia do Norte, apoiada pela China e pela União Soviética, começou a receber carros de combate T-62, que embora não fossem os mais sofisticados veículos do bloco comunista (tinham começado a ser substituidos pelos T-72) eram mesmo assim, uma ameaça qualitativa.
Armados com canhões de 115mm «Rapira» os T-62 eram superiores aos M-47 e M-48A2 da Coreia do Sul armados com canhão de 90mm.
A Coreia do Norte recebeu um primeiro lote de 350 tanques entre 1971 e 1975, que foram reforçados com um segundo lote de 150, recebidos entre 1976 e 1978 e por um terceiro lote que foi negociado em 1976 e que foi fornecido entre 1980 e 1989 que atingiu 470 unidades. O parque de carros T-62 da Coreia do Norte, elevou-se a 970 exemplares.

A recepção destes carros de combate levou a Coreia do Sul a considerar a necessidade de uma reação rápida, que inicialmente passou pela aquisição de carros de combate M-60. No entanto, repidamente se concluiu que os M-60 mais antigos não eram claramente superiores aos T-62, e não havia numero suficiente de carros M-60A3 (a última versão deste carro de combate) para fornecer ao exército.

É desta necessidade que surge a especificação sul-coreana, que foi estudada pela General Dynamica, tendo apresentado o projecto do K1.

Embora baseado claramente no Abrams norte-americano, o sistema motriz era de origem alemã, porque os sul coreanos rejeitaram o motor a turbina do tanque americano.

A primeira versão do K1 utilizava ainda o armamento de 105mm que se tinha tornado em padrão no exército da Coreia do Sul.

Mais tarde já nos anos 90, foi desenhado um novo veículo utilizando uma arma de calibre 120, que se tinha tornado standard também no exército norte-americano.

A mais recente derivação do veículo é conhecida como Black Panther e para já é apenas um projecto, do qual foram fabricadas cerca de duas dezenas de modelos.
É um veículo que também está em estudo para aprovação por outras forças armadas.