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Carro de combate pesado



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K2 «Black Panther»
Carro de combate pesado (Hyundai)
K2 «Black Panther»

Projeto: Hyundai
Coreia do Sul
Dimensões
Comprimento
Comprimento máximo
Largura
Altura
Altura máxima
7.5
9.98m
3.59m
2.25M
Peso vazio
Peso / combate
Cap. Carga
Reboque
51t
55t
N/disponivel
N/disponivel
Motor / potência / capacidades
Motor
Potência
Vel. maxima
Terr. Irregular
MTU MB-883/KA500
1500cv
72 Km/h
42 Km/h
Tração
Tanque combustivel
Autonomia
Tripulação
Lagartas
N/disponível
430Km
3
60º
30º
1.2M
2.64M
1.3M

Armamento básico
- 1 x 120mm L/55 (Calibre: 120mm - Alcance estimado de 3Km a 3.5Km)
Sistema de radar auxiliar:


Forum de discussão

O carro de combate sul-coreano conhecido como K2 esteve envolvido em vários mistérios ou informações que distorceram até onde possível as características do carro de combate enquanto ele esteve nas suas fases iniciais de desenvolvimento.

Contrariamente ao que se pensava, o «Black Panther» não resultou de nenhuma adaptação de carros de combate de origem russa. Este mito foi resultado do fornecimento à Coreia do Sul entre 1996 e 1997 de 33 carros de combate T-80U, que foram o resultado do pagamento da dívida da antiga União Soviética à Coreia do Sul.

Por todos os dados conhecidos, o K2 deriva claramente em termos de linhas gerais dos anteriores K1 e K1A1.

Derivando embora do anterior veículo, o K2 é muito mais moderno, pois utiliza sistemas de combate mais eficientes. Receberá um sistema de defesa activo, que permite ao veículo disparar contra potênciais alvos que estejam a utilizar laser para ajudar no disparo, e contará com um novo canhão longo, derivado do novo L/55 da Rheinmetal alemã, que equipa o Leopard-2A6.
O motor, como nos veículos anteriores também será de origem alemã, e fabricado sob licença na Coreia do Sul, embora de uma versão mais recente, com uma potência de 1500cv. A somar, há ainda uma turbina auxiliar com uma potência adicional de 400cv.

Mas de entre as principais diferenças entre o «Black Panther» e os seus antecessores encontra-se a introdução de um sistema de carregamento automático do armamento principal, o que leva o carro de combate a divergir claramente dos veículos norte-americanos e europeus (com excepção dos franceses) que continuam a preferir o municiamento manual.

Especula-se que a preferência por este tipo de sistema de municiamento terá sido influência do fornecimento de cerca de quatro dezenas de carros de combate T-80U de origem russa, que terão levado os sul-coreanos a estudar seriamente a sua introdução nos seus veículos. No entanto, o sistema de municiamento automático é alegadamente derivado do sistema do Leclerc francês.

O municiador automático dá ao K2, a capacidade de disparar 15 vezes num minuto.
Como resultado do novo sistema de municiamento automático, o K2 «Black Panther» terá uma torre de menores dimensões e será por isso mais facil de ocultar.
Já o sistema de combate do K2 é claramente influenciado pela industria norte-americana. A mira e controle de tiro digitalizado, pode engajar vários tipos de alvo. O comandante do veículo pode marcar vários alvos numa tela de computador e «ordenar» que o tanque dispare contra eles. Entre os alvos que o sistema de combate pode atacar encontram-se carros de combate blindados, viaturas não blindadas e mesmo helicópteros.
Com o sistema automático de carregamento, o tanque carrega a munição adequada na arma, move a torre e dispara sem intervenção humana adicional.

O «Black Panther» aparece no inicio do século XXI como um dos mais sofisticados carros de combate do mundo. A sofisticação do modelo tem levado a que outros países se interessem pelo projecto e a Turquia aprovou já a construção de um modelo deste tipo sob licença na Turquia.
A desvantagem do Black Panther, é a dependência de sistemas desenvolvidos por outros países, pois o carro é basicamente um sistema de origem norte-americana, com armamento alemão, motor alemão, municiador de origem francesa e sistema digital de combate norte-americano.

Informação genérica:
Durante os anos 70 a Coreia do Sul estava equipada com grandes quantidades de carros de combate M-47 e M-48 armados com canhões de 90mm.

A partir de 1971, a vizinha Coreia do Norte, apoiada pela China e pela União Soviética, começou a receber carros de combate T-62, que embora não fossem os mais sofisticados veículos do bloco comunista (tinham começado a ser substituidos pelos T-72) eram mesmo assim, uma ameaça qualitativa.
Armados com canhões de 115mm «Rapira» os T-62 eram superiores aos M-47 e M-48A2 da Coreia do Sul armados com canhão de 90mm.
A Coreia do Norte recebeu um primeiro lote de 350 tanques entre 1971 e 1975, que foram reforçados com um segundo lote de 150, recebidos entre 1976 e 1978 e por um terceiro lote que foi negociado em 1976 e que foi fornecido entre 1980 e 1989 que atingiu 470 unidades. O parque de carros T-62 da Coreia do Norte, elevou-se a 970 exemplares.

A recepção destes carros de combate levou a Coreia do Sul a considerar a necessidade de uma reação rápida, que inicialmente passou pela aquisição de carros de combate M-60. No entanto, repidamente se concluiu que os M-60 mais antigos não eram claramente superiores aos T-62, e não havia numero suficiente de carros M-60A3 (a última versão deste carro de combate) para fornecer ao exército.

É desta necessidade que surge a especificação sul-coreana, que foi estudada pela General Dynamica, tendo apresentado o projecto do K1.

Embora baseado claramente no Abrams norte-americano, o sistema motriz era de origem alemã, porque os sul coreanos rejeitaram o motor a turbina do tanque americano.

A primeira versão do K1 utilizava ainda o armamento de 105mm que se tinha tornado em padrão no exército da Coreia do Sul.

Mais tarde já nos anos 90, foi desenhado um novo veículo utilizando uma arma de calibre 120, que se tinha tornado standard também no exército norte-americano.

A mais recente derivação do veículo é conhecida como Black Panther e para já é apenas um projecto, do qual foram fabricadas cerca de duas dezenas de modelos.
É um veículo que também está em estudo para aprovação por outras forças armadas.

Blingadem reactiva não explosiva «NERA»
A blindagem reactiva não explosiva, utiliza um principio parecido ao da blindagem reactiva tradicional, com a diferença de o elemento central entre as duas placas que constituem a «sanduiche» não conterem nenhum elemento explosivo mas sim um elemento inerte como por exemplo um tipo de borracha que reage na presença do fluxo de metal produzido por uma munição de ogiva deformavel. Esta reação aumenta a espessura da protecção na área do impacto, reduzindo assim o efeito da carga.
Este tipo de blindagem é no entanto eficas apenas contra munição de ogiva deformável (ou de energia química) e não tem utilidade contra munição de energia cinética (perfurante de alta velocidade).