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Carro de combate médio



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Projeto: Krupp
Alemanha
Dimensões
Comprimento
Comprimento máximo
Largura
Altura
Altura máxima
5.91
n/disponivel
2.86m
2.68M
Peso vazio
Peso / combate
Cap. Carga
Reboque
22t
23.5t
N/disponivel
N/disponivel
Motor / potência / capacidades
Motor
Potência
Vel. maxima
Terr. Irregular
Maybach HL 120TRM 12V
300cv
40 Km/h
16 Km/h
Tração
Tanque combustivel
Autonomia
Tripulação
Lagartas
N/disponível
210Km
5
20º
30º
0.8M
2.3M
0.6M

Armamento básico
- 1 x 75mm KwK / StuK-40 L/43 (Calibre: 75mm - Alcance estimado de 1.3Km a 1.3Km)
- 2 x 7.92mm MG-34 L/57 «Dreyse» (Calibre: 7.92mm - Alcance estimado de 1.2Km a 1.2Km)
Sistema de radar auxiliar:

País: III Reich / Alemanha
Designação Local:SdKfz 161
Qtd: Máx:1687 - Qtd. em serviço:0
Situação: Retirado
Operacionalidade:
As versões do tanque IV equipadas com canhão longo de 75mm, foram produzidas por iniciativa e pressão de Hitler, preocupado com as informações sobre a superior blindagem dos tanques soviéticos.
A transformação do carro Panzer IV, que os alemães utilizavam para apoiar os carros mais pequenos do tipo Pz.III defendendo-o da infantaria, em tanque principal, deveu-se à necessidade de ter um tanque que conseguisse atacar os T-34 o os KV-1 sem necessidade de o carro se aproximar perigosamente do veículo russo.

O Pz.IV/G foi inicialmente equipado com o canhão de 43 calibres, mas mesmo este foi julgado pouco eficaz, pelo que se estudou a possibilidade de o equipar com uma arma com um cano ainda mais longo e mais eficiente.

O modelo «G» seria substituido pelo modelo H e pelo modelo J, os últimos «Panzer IV» da guerra.


Forum de discussão

Desde a invasão da França em 1940, quando os carros de combate alemães mostraram a pouca eficácia do seu armamento principal, que o problema foi considerado preocupante. Para mais, o principal carro blindado alemão, o «Panzer III» que estava armado com uma peça anti-tanque de 37mm, só podia ser modificado para receber uma peça de 50mm, por causa das dimensões do aro da torre.

Como o Panzer-III não oferecia possibilidade de expansão, a única solução disponível consistiu na utilização do veículo maior, o «Panzer-IV», que fora concebido apenas para apoio da infantaria.
Quando os alemães invadiram a URSS o Panzer-III mostrou ser ineficiente e imediatamente foram desenvolvidos projectos de emergência destinados a instalar uma arma de 75mm de cano longo ao modelo IV.

Como era o modelo F que estava em produção, foi esse modelo que foi objeto de uma alteração de emergência para incluir o novo canhão longo de 43 calibres.

Como se tratava de um modelo modificado, o primeiro carro de combate do tipo Panzer IV com canhão longo de 75mm foi na realidade ficou conhecido como PzKpfw IV F2.
Com a nova arma, tornava-se possível combater o T-34 sovietico.
A versão «G» também foi uma versão intermédia do «Panzer-IV», mas tratou-se de veículos que já foram projetados de raiz para sair de fábrica com o canhão de cano longo (43 calibres) em substituição do canhão de cano curto que caracterizava este carro de combate alemão.

Um tanque para enfrentar o T-34

Os alemães tinham-se deparado com a amarga surpresa do T-34 (e do KV-1) após a invasão da União Soviética em Junho de 1941. Durante todo o ano de 1941, os alemães tiveram que recorrer a armamento de recurso e não tinham nenhuma viatura capaz de competir com o T-34. A contra-ofensiva russa na região de Moscovo, mostrou a pouca eficácia dos mal armados carros de combate alemães.
Por isso, quando os primeiros Panzer-IV F2 (e poucas semanas depois os modelo G) apareceram na frente leste eles foram recebidos com regozijo pelas tripulações dos blindados alemães.

O «novo» Panzer-IV não tinha a blindagem inclinada do T-34, e continuava a ser mais complexo de fabricar, mas finalmente, nove meses após a invasão da URSS os alemães possuiam um carro de combate com um canhão superior ao dos russos.
A partir da Primavera de 1942 o Panzer-IV passou a ser o principal carro de combate alemão

Na foto um carro Panzer IV modelo F2 avança sobre território ucraniano no Verão de 1942. Em 2º plano um Panzer III com peça principal de 50mm


A introdução do Panzer-IV G, deu às unidades blindadas da Wermacht uma sensação de segurança e invulnerabilidade que está documentada. Depois dos reveses do Inverno de 1941, em que os alemães tinham recuado na frente de Moscovo, as tropas blindadas dispunham finalmente de um carro de combate capaz de combater com o T-34 de igual para igual..

Em termos gerais o Panzer IV com canhão de 43 calibres era superior ao T-34 em termos de armamento, mas a sua blindagem era ligeiramente inferior e a mobilidade do T-34 era bastante maior, ainda mais que possuia lagartas largas que lhe davam grande mobilidade especialmente na neve.

A blindagem deste modelo foi reforçada, com a adição de uma placa adicional de 50mm, que tornou o Panzer-IV mais resistente na parte da frente. Mas não era possível aumentar indefinidamente o peso do carro e por isso a blindagem lateral e traseira não foram alteradas, mantendo-se nos 20mm. Quando se aperceberam desta desvantagem, os soviéticos passaram a atirar sobre a parte traseira dos blindados. A superior mobilidade do T-34 e o numero de carros disponíveis, facilitava este tipo de táctica.

Embora armados com o novo canhão longo, estes carros de combate continuavam a ter capacidade para utilizar a munição mais antiga, adequada para lutar contra posições de infantaria ou para disparar contra viaturas não blindadas. Esta capacidade foi explorada durante os combates do final de 1942 em Estalinegrado, em que várias unidades blindadas estavam equipadas com estes modelos e foram utilizadas nos combates de rua contra ninhos de metralhadoras e posições fortificadas pelos soviéticos.

Inicialmente foram produzidos 1275 (modelo SdKfz 161/1) veículos equipados com o canhão L/43, introduzidos a partir de Maio de 1942 e numa sub-série mais pequena, foi posteriormente introduzido o canhão L/48 (mais longo e com maior alcance) numa série que totalizou 412 unidades, introduzida a partir de Março de 1943 (modelo SdKfz 161/2).


[1] - Como referido anteriormente, o Panzer-IV modelo F2, foi de facto o primeiro modelo do Panzer-IV adaptado para receber o novo canhão longo. Isto ocorre devido à grande urgência e aos pedidos insistentes para que uma solução eficaz fosse produzida. O modelo «F2», reconhece-se pelo freio de boca esférico do canhão L/43, que não está presente no modelo «G». Os carros de combate do modelo F, que mantiveram o canhão curto de 75mm, adequado para apoio à infantaria, são conhecidos como Panzer-IV F1.

Informação genérica:
Numericamente, trata-se do mais importante carro de combate alemão durante a II Guerra Mundial. O Panzer.IV foi o unico tanque alemão produzido durante toda a guerra, e provavelmente durante mais tempo que qualquer outro carro de combate durante o conflito.

Durante a fase inicial da II Guerra Mundial, o Panzer-IV foi um tanque de apoio, com um canhão de 75mm que não se destinava a perfurar a blindagem dos tanques inimigos, mas sim a atacar a infantaria, quando esta se entrincheirasse em pontos fortificados. Nesses casos uma peça de alta velocidade (anti-carro) não tinha grande utilidade.
A função de atacar os blindados inimigos estava aliás destinada ao Panzer-III (mais pequeno).

Mas a partir de 1941, com a invasão da União Soviética, os alemães entenderam que o armamento de 37mm e de 50mm dos seus tanques Panzer-III não era suficiente para derrotar a blindagem dos tanques russos T-34 e KV-1, que embora estivessem operacionais apenas em pequenas quantidades, foram considerados como uma ameaça temível.

Tendo chegado à conclusão de que o Panzer III (por definição o veículo destinado à função anti-tanque) era muito pequeno para colocar canhões maiores, foi decidido que o Panzer-IV (como também era conhecido o PzKpfw-IV) seria o principal tanque alemão na luta contra a Rússia.

Embora tenha sempre utilizado uma peça de 75mm, o Panzer Mark IV sofreu alterações radicais durante todo o conflito, que estão expressas nos diferentes armamentos que recebeu, que o transformaram num carro de apoio à infantaria (até à versão F1), em um carro destinado a combater os tanques soviéticos (a partir da versão F2).
A partir de 1941, e como resultado da invasão da URSS o Panzer IV, que era o maior tanque alemão, mas não tinha sido concebido para atacar blindados, começa a ser modificado com o objectivo de alterar completamente a sua função. .
Logo no inicio da Operação Barbarosa (e de emergência), a industria alemã produziu uma munição especial, que podia ser disparada do canhão KwK-37-L/24 e ser eficiente contra os tanques russos, mas mesmo assim as suas prestações não eram vistas como suficientes.

Pouco mais tarde os Panzer IV passaram receber um canhão de 75mm de alta velocidade (Ver PzKpfw IV/F), o qual foi posteriormente modificado para um cano do mesmo calibre mas ainda mais longo.

O Panzer IV não era claramente o mais eficiente carro de combate alemão, mas ele foi mantido em produção durante muito tempo nas linhas de montagem alemãs por absoluta falta de opções. Mesmo quando Hitler decidiu fechar as linhas de produção do Panzer IV os generais alemães opuseram-se porque a industria não conseguia produzir suficientes números de tanques Panther (PzKpfw-VI) e Tiger (PzKpfw-V).

O Panzer-IV esteve ao serviço durante toda a guerra e mesmo em 1945 ainda havia várias unidades ao serviço

Notar que o chassis do Panzer IV foi utilizado para várias versões adicionais que são descritas separadamente, como por exemplo o canhão de assalto «Sturmgeschutz-IV», ou o caça-tanques «Panzerjager-IV», entre outros.


Descrição base dos modelos do tipo Panzer IV


Modelo A
Entregue pela primeira vez em Janeiro de 1938. Apenas 35 exemplares produzidos.
Todos os modelos foram retirados de serviço até à primavera de 1941, antes do ataque à União Soviética. A sua blindagem máxima era de 20mm na torre e de 14.5mm no casco.

Modelo B

Tendo entrado em produção em 1937, a versão B tinha motor mais potente que a versão A, caixa de 6 velocidades, blindagem frontal melhorada de 14.5mm para 30mm. Ele começou a ser entregue em meados de 1938, tendo sido produzidos 42 exemplares. Até ao final de 1943, todos os modelos B tinham sido destruídos, convertidos ou retirados de serviço.

Modelo C
Basicamente idêntico ao modelo B, com o mesmo motor e transmissão. O motor estava montado de forma diferente, para facilitar a assistência. Metralhadora co-axial protegida. Foram introduzidas algumas alterações para melhorar o comportamento do motor e manter as unidades ao serviço por mais tempo.
O modelo C, recebeu inicialmente uma encomenda para 140 unidades e as encomendas chegaram aos 300 exemplares, embora apenas 134 tenham sido produzidas. A viatura esteve ao serviço até 1943, altura em que praticamente todos tinham sido retirados ou perdidos em combate.

Modelo D (1938)

Em 1938, 248 exemplares foram encomendados, embora apenas 229 tenham sido entregues. A blindagem lateral passa de 15mm para 20mm. Estas viaturas estiveram presentes na campanha contra a França em 1940.
Já depois da queda da França vários destes carros receberam placas adicionais de 30mm na frente (passando para 60mm) e placas laterais aparafusadas com 20mm (passando a proteção lateral para 40mm). Alguns modelos D receberam depois de 1943, a peça principal de 75mm e 48 calibres. Estes exemplares foram utilizados em unidades de instrução e para substituição de exemplares perdidos.

Modelo E

Esta série começou a ser entregue, já depois de a guerra ter começado. As primeiras unidades foram entregues em Setembro de 1940 e as últimas em Abril de 1941. Foram produzidos 223 exemplares. A série E tem uma nova cúpola e proteção blindada superior.
A blindagem frontal standard era de 50mm. Também as rodas tractoras foram simplificadas, um novo visor para o comandante poder ver em toda a volta.
O modelo E esteve presente na campanha alemã nos Balcans e fez parte das unidades blindadas que participaram na invasão da União Soviética. Eles estiveram ao serviço até 1944, altura em que praticamente todos os exemplares da série tinham sido destruídos ou retirados de serviço.

Modelo F1 / F2

Um total de 625 exemplares deste modelo foram encomendados (100 deles à industria Vomag e 25 à Nibelungenwerke). As lagartas são mais largas, facilitando operações na neve e na lama. As modificações relativamente ao modelo anterior são pouco significativas.
Todos os exemplares foram encomendados com a peça de 75mm de cano curto como armamento standard. No entanto, este modelo estava em produção quando a União Soviética foi invadida.
Após a invasão, as autoridades militares ordenaram que o carro passasse a receber o maior e mais poderosos KwK-40/L43 também de 75mm mas com 43 calibre de comprimento. 208 exemplares tinham já sido produzidos com cano curto.

Esta ordem a meio da produção, levou a que o modelo F, se divida em duas sub séries. A primeira constituida pelos carros que estão equipados com a peça de cano curto (F1) e a segunda constituída pelos carros armados com a peça de cano mais longo (F2). Em Julho de 1943, apenas 60 carros das primeiras séries do Panzer VI estavam disponíveis.

Modelo G
Este modelo foi o resultado direto da experiência alemã na frente leste, ao defrontar os carros de combate russos T-34. Ele foi encomendado em Novembro de 1941. A urgência levou a que o canhão longo fosse instalado nos modelos da série F que já estavam em produção e a modificação implicou a paragem da produção durante um mês.
O modelo G, é um modelo standard que já vinha de fábrica com a peça de KwK40/L43 de 75mm e que podia perfurar a blindagem do T-34.
A viatura teve que ser modificada para permitir o transporte de maior quantidade de munições (87 em vez de 80), considerando que a nova munição também era mais longa.

Foram feitas dez encomendas de viaturas deste tipo, totalizando 1750 veículos, dos quais 1687 foram produzidos.
O modelo G, começou a ser entregue na primavera de 1942 e finalmente deu às forças alemãs uma viatura superior ao até ali temido T-34. A partir de Março de 1943, 1275 destes exemplares receberam a peça principal KwK-40/L48 mais longa. Cerca de 700 exemplares receberam saias laterais de proteção.

Modelo H
O mais produzido de todos os carros do tipo IV foi o modelo H, com 3774 exemplares produzidos. Ele começou a sair das linhas de montagem em Abril de 1943, e esteve em produção até Julho de 1944. Outros 165 chassis foram utilizados para viaturas derivadas.
Entre as diferenças relativamente ao modelo G, encontra-se a nova transmissão, a blindagem frontal standard que passou de 50mm para 80mm. Foram igualmente modificados filtros de ar, utilizados roletes de retorno em aço e uma cupola que podia ser equipada com uma metralhadora anti-aérea.

Este carro representava grande parte da frota de 748 tanques das divisões blindadas alemãs que estavam em França em Junho de 1944.

Série J
A última série do PzKpfw IV foi produzida apelas pela Nibelungenwerke na Áustria, tendo a Krupp passado a produzir viaturas caça-tanques com base no chassis do Panzer IV. Foram produzidos 1758 exemplares desde Junho de 1944 até Março de 1945. Mais 278 chassis foram utilizados para produzir o caça-tanques IV/70(A) e outros 142 para produzir o sistema de artilharia auto-propulsada de 150mm Brummbar.




Ainda antes do final da guerra, várias adaptações e modificações chegaram a ser estudadas, entre as quais um modelo que juntava o chassis do Panzer IV, que estava em produção e nao precisava de grandes modificações, com a torre do carro Panther.

A solução ainda que interessante não foi considerada viável, porque embora pudesse entrar em produção mais depressa, o seu custo de produção era apenas ligeiramente inferior ao do carro PzKpfw V «Panther».

Carro de combate médio / leve
Neste site, consideramos carro de combate leve, todo o veículo com um peso máximo inferior a 25.000kg. Por esta razão, surgem classificados como «carro de combate leve», alguns veículos que no seu tempo foram classificados como carros de combate médios.