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Viatura de comando

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SdKfz 265 «Panzerbefehlswagen»
Viatura de comando

 

SdKfz 265 «Panzerbefehlswagen»
Viatura de comando (Krupp)
SdKfz 265 «Panzerbefehlswagen»

Projeto: Krupp
Alemanha
Dimensões
Comprimento
Comprimento máximo
Largura
Altura
Altura máxima
4.45
n/disponivel
2.08m
1.72M
Peso vazio
Peso / combate
Cap. Carga
Reboque
5.8t
6t
N/disponivel
N/disponivel
Motor / potência / capacidades
Motor
Potência
Vel. maxima
Terr. Irregular
Maybach NL38TR
100cv
40 Km/h
15 Km/h
Tração
Tanque combustivel
Autonomia
Tripulação
Lagartas
N/disponível
290Km
3
50º
30º
0.85M
1.75M
0.42M

Armamento básico
- 1 x 7.92mm MG-34 L/57 «Dreyse» (Calibre: 7.92mm - Alcance estimado de 1.2Km a 1.2Km)
Sistema de radar auxiliar:

País: III Reich / Alemanha
Designação Local:SdKfz 265
Qtd: Máx:200 - Qtd. em serviço:0
Situação: Retirado
Operacionalidade:
A Alemanha utilizou este veículo logo na campanha da Polónia em 1939 e também na campanha da França em 1940. Posteriormente este tipo de viatura foi enviado para onorte de África.
À medida que novos sistemas de armas foram introduzidos o «Kleine Panzerbefehlswagen» foi-se tornando obsoleto, embora até 1943 ainda houvesse algumas unidades ao serviço em posições de segunda linha na França ocupada e nos Balcãs.


Forum de discussão

A Alemanha foi o primeiro país a considerar a necessidade de utilização de armas combinadas, e a considerar a necessidade de os comandos das unidades seguirem juntamente com as tropas, de forma a aproveitarem a vantagem táctica da mobilidade das tropas tomando decisões «in loco».

Esta vantagem implicava que os comandos das unidades deveriam ter uma grande autonomia de decisão, nem sempre era muito apreciada pelos altos comandos alemães.
As viaturas de comando SdKfz 265 são uma demonstração dessa visão da guerra de movimentos que foi estudada e implementada pelos alemães durante os anos 30. A necessidade deste tipo de viatura foi também um ensinamento da guerra civil de Espanha.

O Kleine Panzerbefehlswagen, literalmente pequeno carro de comando, utilizou o chassis base do Panzer-I, no caso o Panzer-I mod.B, que se identifica por ter uma suspensão com cinco rodas em vez de quatro. A viatura não tem torre. Parte do compartimento foi sobrelevado com uma estrutura tipo «caixa» que permitia a colocação de documentos e mapas, bem assim como um rádio de maior potência que o que estava instalado nos restantes veículos, para contacto com o posto de comando de escalão superior.
A maior parte dos veículos resultaram da conversão de carros Panzer-I que mesmo em 1938 já eram considerados obsoletos.

O SdKfz 265 também se foi tornando progressivamente obsoleto com o tempo. A sua fraca blindagem, principalmente perante as armas anti-tanque de calibres cada vez maiores tornaram o veículo um alvo fácil.

Os alemães também tentaram colocar as viaturas de comando em carros de combate indistintos pois especialemente na frente russa as viaturas de comando eram alvos primordiais dos soviéticos.

Informação genérica:
Trata-se dos primeiros carros de combate alemães do periodo anterior à II Guerra Mundial.

A origem destes veículos blindados está na venda à Alemanha por parte da Vickers britânica de um chassis do mini tanque Carden-Lloyd Mk.IV.

Originalmente os alemães estavam interessados no chassis para analisar a possibilidade de o utilizar como plataforma para um canhão de defesa anti-aérea de 20mm.

Os alemães concluiram no entanto que este pequeno chassis seria extremamente interessante como tanque leve e veículo de treino e embora inicialmente não se considerasse a possibilidade de utiliza-lo como carro no campo de batalha, ele passou a ser construido com essa função, tendo no entanto sempre em consideração a sua fragil protecção blindada.

O desenho do chassis foi da autoria da KRUPP (que ganhou a concorrência) e os primeiros protótipos foram produzidos em 1933 pela empresa KASSEL.

Com os protótipos feitos, o governo da Alemanha entregou à KRUPP uma encomenda para 150 unidades do PzKpfw-I. Os veículos foram designados como tractores de artilharia, ou seja veículos militares destinados a rebocar canhões ou outro tipo de material, evitando a designação «carro blindado de combate» por causa das proibições a que a Alemanha estava sujeita.

O pequeno tanque tinha apenas dois tripulantes e estava fracamente armado.

Uma segunda versão alongada e que se distingue por possuir uma quinta roda lateral de apoio foi posteriormente desenhada, e colocada em produção como PzKpfw-I Ausf.B.

Em 1936, Hitler enviou mais de uma centena de Pz.I para Espanha, mas o veículo não era capaz de se opor aos veículos blindados soviéticos contemporâneos.


Viaturas derivadas desta família de veículos.
Como aconteceu com outras viaturas blindadas, o chassis base do Panzer-I foi utilizado para outras funções além de «tanque leve» tais como:

- Plataforma onde foi montado um canhão anti-tanque de 37mm de origem checa e que se transformou no primeiro caça tanques operacional.
- Plataforma de artilharia auto-propulsada, com a instalação de uma peça de artilharia de 150mm para apoio da infantaria.
- Viatura de comando (SdKfz 265) com uma superestrutura elevada e equipamento de rádio melhorado.