Dados sobre países utilizadores:


Listar veículos do tipo
Carro de combate médio



Veículos idênticos ou relacionados:


PzKpfw-IV D / E (Panzer IV)
Carro de combate médio

PzKpfw-IV G (Panzer IV)
Carro de combate médio

PzKpfw-IV H/J (Panzer IV)
Carro de combate médio

 

PzKpfw-IV H/J (Panzer IV)
Carro de combate médio (Krupp)
PzKpfw-IV H/J (Panzer IV)

Projeto: Krupp
Alemanha
Dimensões
Comprimento
Comprimento máximo
Largura
Altura
Altura máxima
5.91
7.02m
3.29m
2.68M
Peso vazio
Peso / combate
Cap. Carga
Reboque
23t
25t
N/disponivel
N/disponivel
Motor / potência / capacidades
Motor
Potência
Vel. maxima
Terr. Irregular
Maybach HL 120TRM 112
272cv
38 Km/h
16 Km/h
Tração
Tanque combustivel
Autonomia
Tripulação
Lagartas
470 Litros
300Km
5
20º
30º
0.8M
2.3M
0.6M

Armamento básico
- 1 x 75mm KwK Mod.40 L/48 (Calibre: 75mm - Alcance estimado de 1.5Km a 1.5Km)
- 3 x 7.92mm MG-34 L/57 «Dreyse» (Calibre: 7.92mm - Alcance estimado de 1.2Km a 1.2Km)
Sistema de radar auxiliar:

País: Espanha Nacionalista
Designação Local:Panzer-IV H
Qtd: Máx:20 - Qtd. em serviço:0
Situação: Retirado
Operacionalidade:
No inicio de 1943 a Espanha começou a negociar com a Alemanha a aquisição de novas viaturas blindadas para o exército espanhol.

Curiosamente, exactamente nessa altura, o exército português preparava-se para receber os seus primeiros carros de combate os «Valentine MK I» de origem britânica, equipados com um canhão de 40mm. Perante os carros T-26 de origem soviética que eram os mais eficientes ao serviço, pela primeira vez em muitos anos, a Espanha estava em inferioridade relativamente a Portugal na peninsula Ibérica, porque a blindagem dos Valentine era bastante mais eficiente e podia resistir ao fogo dos canhões de 45mm de fabrico soviético.
Não há qualquer indicio de que a aquisição dos novos carros por parte da Espanha tenha uma relação directa com o armamento fornecido pelos aliados a Portugal, mas a coincidência não deixa de ser de notar.
Costuma-se também dizer que neste tipo de assuntos, normalmente não há coincidências.

Os espanhóis solicitaram o fornecimento de 250 a 300 carros de combate de vários tipos, mas enfrentaram do lado alemão uma total oposição ao fornecimento.
A Alemanha havia acabado de ver o seu mais poderoso exército, o 6º, ser cercado e aniquiliado em Estalinegrado. As faltas de material do lado alemão eram terriveis, pelo que o número de carros de combate que os alemães aceitaram fornecer à Espanha se cifrou em apenas 20 unidades do carro de combate Panzer-IV H.

Por causa dos problemas de produção e dass grandes faltas do exército alemão, os carros começaram a ser recebidos em Dezembro de 1943, e foram durante muito tempo os mais poderosos carros de combate operados pelo exército espanhol.

Formaram a unidade conhecida como Brunette, embora quando foram fornecidos fossem efectivamente veículos de segunda linha, ainda utilizados pela Alemanha por falta de outros.
Dezassete destes carros de combate espanhóis acabaram por ser fornecidos à Síria em 1965, que os utilizou contra Israel.


Forum de discussão

O Panzer IV modelo «J» foi o último carro de combate de família «Panzer IV» a entrar em produção, em Junho de 1944. Ele é essencialmente idêntico à versão H que já se fabricava desde Abril de 1943, tendo estes dois modelos como principal característica o canhão standard de 75mm L/48.

Na fase intermédia e final da guerra, os tanques alemães desenhados antes do conflito, foram equipados com outra característica típica: As saias (Schurzen) laterais, que tinham como objectivo aumentar a protecção blindada, absolutamente deficiente que estes carros tinham. As placas de 5mm de espessura eram colocadas nas laterais do tanque e eram amovíveis, e colocadas em volta da torre (neste caso eram fixas).

Com este aumento da blindagem, que dava um aspecto esquisito e desajeitado ao veículo ele pode no entanto continuar a operar até aos últimos dias da guerra.

A reorganização determinada no Outono de 1944, já os alemães estavam a retirar os seus exércitos da França, ditou o fim do Panzer IV, embora o general Guderian tivesse feito pressões para que o veículo continuasse a ser produzido nas versões de caça tanques e canhão de assalto, por absoluta incapacidade da industria alemã em produzir blindados em numero suficiente.



As últimas versões do Panzer IV, ou seja a versão H, e a versão J foram fabricados nos seguintes numeros:
Versão H: 3774 unidades (a partir de Abril de 1943)
Versão J: 1758 unidades (a partir de Junho de 1944)

No total, foram produzidos 8506 carros de combate Panzer IV.

Além da Krupp, estes veículos foram também produzidos pela Womag e pela Nibelungenwerke. Esta última produziu todos os modelos J.



Informação genérica:
Numericamente, trata-se do mais importante carro de combate alemão durante a II Guerra Mundial. O Panzer.IV foi o unico tanque alemão produzido durante toda a guerra, e provavelmente durante mais tempo que qualquer outro carro de combate durante o conflito.

Durante a fase inicial da II Guerra Mundial, o Panzer-IV foi um tanque de apoio, com um canhão de 75mm que não se destinava a perfurar a blindagem dos tanques inimigos, mas sim a atacar a infantaria, quando esta se entrincheirasse em pontos fortificados. Nesses casos uma peça de alta velocidade (anti-carro) não tinha grande utilidade.
A função de atacar os blindados inimigos estava aliás destinada ao Panzer-III (mais pequeno).

Mas a partir de 1941, com a invasão da União Soviética, os alemães entenderam que o armamento de 37mm e de 50mm dos seus tanques Panzer-III não era suficiente para derrotar a blindagem dos tanques russos T-34 e KV-1, que embora estivessem operacionais apenas em pequenas quantidades, foram considerados como uma ameaça temível.

Tendo chegado à conclusão de que o Panzer III (por definição o veículo destinado à função anti-tanque) era muito pequeno para colocar canhões maiores, foi decidido que o Panzer-IV (como também era conhecido o PzKpfw-IV) seria o principal tanque alemão na luta contra a Rússia.

Embora tenha sempre utilizado uma peça de 75mm, o Panzer Mark IV sofreu alterações radicais durante todo o conflito, que estão expressas nos diferentes armamentos que recebeu, que o transformaram num carro de apoio à infantaria (até à versão F1), em um carro destinado a combater os tanques soviéticos (a partir da versão F2).
A partir de 1941, e como resultado da invasão da URSS o Panzer IV, que era o maior tanque alemão, mas não tinha sido concebido para atacar blindados, começa a ser modificado com o objectivo de alterar completamente a sua função. .
Logo no inicio da Operação Barbarosa (e de emergência), a industria alemã produziu uma munição especial, que podia ser disparada do canhão KwK-37-L/24 e ser eficiente contra os tanques russos, mas mesmo assim as suas prestações não eram vistas como suficientes.

Pouco mais tarde os Panzer IV passaram receber um canhão de 75mm de alta velocidade (Ver PzKpfw IV/F), o qual foi posteriormente modificado para um cano do mesmo calibre mas ainda mais longo.

O Panzer IV não era claramente o mais eficiente carro de combate alemão, mas ele foi mantido em produção durante muito tempo nas linhas de montagem alemãs por absoluta falta de opções. Mesmo quando Hitler decidiu fechar as linhas de produção do Panzer IV os generais alemães opuseram-se porque a industria não conseguia produzir suficientes números de tanques Panther (PzKpfw-VI) e Tiger (PzKpfw-V).

O Panzer-IV esteve ao serviço durante toda a guerra e mesmo em 1945 ainda havia várias unidades ao serviço

Notar que o chassis do Panzer IV foi utilizado para várias versões adicionais que são descritas separadamente, como por exemplo o canhão de assalto «Sturmgeschutz-IV», ou o caça-tanques «Panzerjager-IV», entre outros.


Descrição base dos modelos do tipo Panzer IV


Modelo A
Entregue pela primeira vez em Janeiro de 1938. Apenas 35 exemplares produzidos.
Todos os modelos foram retirados de serviço até à primavera de 1941, antes do ataque à União Soviética. A sua blindagem máxima era de 20mm na torre e de 14.5mm no casco.

Modelo B

Tendo entrado em produção em 1937, a versão B tinha motor mais potente que a versão A, caixa de 6 velocidades, blindagem frontal melhorada de 14.5mm para 30mm. Ele começou a ser entregue em meados de 1938, tendo sido produzidos 42 exemplares. Até ao final de 1943, todos os modelos B tinham sido destruídos, convertidos ou retirados de serviço.

Modelo C
Basicamente idêntico ao modelo B, com o mesmo motor e transmissão. O motor estava montado de forma diferente, para facilitar a assistência. Metralhadora co-axial protegida. Foram introduzidas algumas alterações para melhorar o comportamento do motor e manter as unidades ao serviço por mais tempo.
O modelo C, recebeu inicialmente uma encomenda para 140 unidades e as encomendas chegaram aos 300 exemplares, embora apenas 134 tenham sido produzidas. A viatura esteve ao serviço até 1943, altura em que praticamente todos tinham sido retirados ou perdidos em combate.

Modelo D (1938)

Em 1938, 248 exemplares foram encomendados, embora apenas 229 tenham sido entregues. A blindagem lateral passa de 15mm para 20mm. Estas viaturas estiveram presentes na campanha contra a França em 1940.
Já depois da queda da França vários destes carros receberam placas adicionais de 30mm na frente (passando para 60mm) e placas laterais aparafusadas com 20mm (passando a proteção lateral para 40mm). Alguns modelos D receberam depois de 1943, a peça principal de 75mm e 48 calibres. Estes exemplares foram utilizados em unidades de instrução e para substituição de exemplares perdidos.

Modelo E

Esta série começou a ser entregue, já depois de a guerra ter começado. As primeiras unidades foram entregues em Setembro de 1940 e as últimas em Abril de 1941. Foram produzidos 223 exemplares. A série E tem uma nova cúpola e proteção blindada superior.
A blindagem frontal standard era de 50mm. Também as rodas tractoras foram simplificadas, um novo visor para o comandante poder ver em toda a volta.
O modelo E esteve presente na campanha alemã nos Balcans e fez parte das unidades blindadas que participaram na invasão da União Soviética. Eles estiveram ao serviço até 1944, altura em que praticamente todos os exemplares da série tinham sido destruídos ou retirados de serviço.

Modelo F1 / F2

Um total de 625 exemplares deste modelo foram encomendados (100 deles à industria Vomag e 25 à Nibelungenwerke). As lagartas são mais largas, facilitando operações na neve e na lama. As modificações relativamente ao modelo anterior são pouco significativas.
Todos os exemplares foram encomendados com a peça de 75mm de cano curto como armamento standard. No entanto, este modelo estava em produção quando a União Soviética foi invadida.
Após a invasão, as autoridades militares ordenaram que o carro passasse a receber o maior e mais poderosos KwK-40/L43 também de 75mm mas com 43 calibre de comprimento. 208 exemplares tinham já sido produzidos com cano curto.

Esta ordem a meio da produção, levou a que o modelo F, se divida em duas sub séries. A primeira constituida pelos carros que estão equipados com a peça de cano curto (F1) e a segunda constituída pelos carros armados com a peça de cano mais longo (F2). Em Julho de 1943, apenas 60 carros das primeiras séries do Panzer VI estavam disponíveis.

Modelo G
Este modelo foi o resultado direto da experiência alemã na frente leste, ao defrontar os carros de combate russos T-34. Ele foi encomendado em Novembro de 1941. A urgência levou a que o canhão longo fosse instalado nos modelos da série F que já estavam em produção e a modificação implicou a paragem da produção durante um mês.
O modelo G, é um modelo standard que já vinha de fábrica com a peça de KwK40/L43 de 75mm e que podia perfurar a blindagem do T-34.
A viatura teve que ser modificada para permitir o transporte de maior quantidade de munições (87 em vez de 80), considerando que a nova munição também era mais longa.

Foram feitas dez encomendas de viaturas deste tipo, totalizando 1750 veículos, dos quais 1687 foram produzidos.
O modelo G, começou a ser entregue na primavera de 1942 e finalmente deu às forças alemãs uma viatura superior ao até ali temido T-34. A partir de Março de 1943, 1275 destes exemplares receberam a peça principal KwK-40/L48 mais longa. Cerca de 700 exemplares receberam saias laterais de proteção.

Modelo H
O mais produzido de todos os carros do tipo IV foi o modelo H, com 3774 exemplares produzidos. Ele começou a sair das linhas de montagem em Abril de 1943, e esteve em produção até Julho de 1944. Outros 165 chassis foram utilizados para viaturas derivadas.
Entre as diferenças relativamente ao modelo G, encontra-se a nova transmissão, a blindagem frontal standard que passou de 50mm para 80mm. Foram igualmente modificados filtros de ar, utilizados roletes de retorno em aço e uma cupola que podia ser equipada com uma metralhadora anti-aérea.

Este carro representava grande parte da frota de 748 tanques das divisões blindadas alemãs que estavam em França em Junho de 1944.

Série J
A última série do PzKpfw IV foi produzida apelas pela Nibelungenwerke na Áustria, tendo a Krupp passado a produzir viaturas caça-tanques com base no chassis do Panzer IV. Foram produzidos 1758 exemplares desde Junho de 1944 até Março de 1945. Mais 278 chassis foram utilizados para produzir o caça-tanques IV/70(A) e outros 142 para produzir o sistema de artilharia auto-propulsada de 150mm Brummbar.




Ainda antes do final da guerra, várias adaptações e modificações chegaram a ser estudadas, entre as quais um modelo que juntava o chassis do Panzer IV, que estava em produção e nao precisava de grandes modificações, com a torre do carro Panther.

A solução ainda que interessante não foi considerada viável, porque embora pudesse entrar em produção mais depressa, o seu custo de produção era apenas ligeiramente inferior ao do carro PzKpfw V «Panther».

Carro de combate médio / leve
Neste site, consideramos carro de combate leve, todo o veículo com um peso máximo inferior a 25.000kg. Por esta razão, surgem classificados como «carro de combate leve», alguns veículos que no seu tempo foram classificados como carros de combate médios.