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Carro de combate pesado



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Caça-tanques

 

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PzKpfw-V Ausf.G «Panther»
Carro de combate pesado (MAN AG)
PzKpfw-V Ausf.G «Panther»

Projeto: MAN AG
Alemanha
Dimensões
Comprimento
Comprimento máximo
Largura
Altura
Altura máxima
6.68
8.86m
3.3m
2.95M
Peso vazio
Peso / combate
Cap. Carga
Reboque
43.5t
46.2t
N/disponivel
N/disponivel
Motor / potência / capacidades
Motor
Potência
Vel. maxima
Terr. Irregular
Maybach HL 230 P30 V12/gas
700cv
46 Km/h
24 Km/h
Tração
Tanque combustivel
Autonomia
Tripulação
Lagartas
N/disponível
177Km
5
40º
35º
1.4M
1.9M
0.9M

Armamento básico
- 1 x 75mm KwK Mod.42 L/70 (Calibre: 75mm - Alcance estimado de 2Km a 2Km)
- 2 x 7.92mm MG-34 L/57 «Dreyse» (Calibre: 7.92mm - Alcance estimado de 1.2Km a 1.2Km)
Sistema de radar auxiliar:

País: União Soviética
Designação Local:Pantsyr
Qtd: Máx:150 - Qtd. em serviço:0
Situação: Retirado
Operacionalidade:
Foi comum durante a II Guerra Mundial a utilização de veículos inimigos capturados. Isto ocorreu quer por parte de alemães quer por parte de soviéticos, e mesmo os americanos chegaram a utilizar tanques alemães.

Os tanques Panther capturados pelos soviéticos chegaram no entanto a formar unidades completas, tendo estado operacionais mais de 150 unidades deste carro de combate ao serviço do exército vermelho.

A operacionalidade da força no entanto estava, como é normal nestes casos, dependente da captura de mais unidades e da captura também de munição adequada.
Russian Panther
Subunidade soviética equipada com tanques PzKpfw V - Panther. Chegou a haver pelo menos um regimento de tanques soviético totalmente equipado com este tipo de veículo blindado


Forum de discussão

O Panther, ou «Pantera» foi segundo a esmagadora maioria dos analistas, o melhor tanque da segunda guerra mundial.
Ele tem a sua origem quando em 1941 os alemães invadiram a União Soviética e concluíram que embora a grande maioria dos tanque soviéticos fosse ultrapassada oi ineficiente, tinha acabado de ser introduzido um novo tanque, contra o qual os carros de combate Panzer III e Panzer IV não tinham possibilidades de se defrontar sem ter que se aproximar perigosamente. Tratava-se do carro de combate médio T-34/76.

Precisando de uma resposta urgente o programa Panther foi iniciado ainda em 1941 tendo sido no inicio considerado pelos militares alemães num relatório secreto, que o T-34 era superior a qualquer tanque alemão em serviço na altura. A Alemanha já tinha em desenvolvimento o Panzer VI (Tiger), mas aquela viatura fora projectada para ser um carro de combate pesado e não médio, por isso era necessário e urgente desenvolver uma viatura média de combate para defrontar os seus congéneres russos.

Chegou a ser considerada uma especificação apresentada no inicio de 1942 que pedia um tanque de 35 toneladas, uma blindagem máxima de 60 a 100mm e uma velocidade máxima de 60Km/h. O tanque também deveria ter lagartas largas e laterais inclinadas, ou seja: as características básicas do T-34 russo.

 Panther
O primeiro protótipo do Panther: Janeiro de 1943

As propostas foram apresentadas em Abril desse mesmo ano e a mais simples foi a proposta da Mercedes Benz, que respondia à especificação, com um carro de combate muito parecido com o T-34, copiando directamente algumas das suas características, nomeadamente o perfil, embora isso implicasse adoptar conceitos incomuns para a industria alemã, nomeadamente a colocação da torre numa posição demasiado avançada.
O modelo da Daimler Benz copiava de tal modo as características do T-34 que o condutor se sentava dentro da parte inferior da torre.
Ele tinha um motor a Diesel e uma autonomia muito maior além de maior resistência à possibilidade de incêndios. A torre era no entanto demasiado pequena, e foi considerada pouco adequada.
Mesmo assim ainda foram feitos planos para produzir 200 unidades do modelo da Daimler Benz, mas o pedido foi cancelado poucos meses depois, porque os militares preferiram um desenho mais convencional.

Russian Panther
Comparação entre o projecto da MAN acima e o projecto da Daimler Benz abaixo. Este último modelo copiava muitas das características do T-34.
A proposta que acabou por ganhar foi a da MAN, sem que sequer tenha sido produzido um protótipo e o processo de produção de modelos de pré-produção decorreu durante o ano de 1942, com a pressão pessoal do próprio Hitler para que o tanque se desenvolvesse rapidamente. O numero inicial de veículos a produzir até ao verão de 1943 foi aumentado para 600 unidades mensais pelo que foi preciso pedir o auxilio da Daimler Benz e da Henschel para fabricar o tanque.

A primeira unidade saíu da fábrica em Janeiro de 1943.
Durante 1943 muitas alterações foram incluídas no projecto até que este fosse considerado operacional. A pressa, levou a que se enviassem tanques Panther para a União Soviética, onde participaram na batalha de Krsk com péssimos resultados. Parte dos veículos perdeu-se ou não participou nos combates por causa de avarias. Só em 1944 o tanque se transformou numa arma realmente fiável e capaz, passando a ser considerado como o melhor tanque alemão e o melhor tanque da II guerra mundial.

O desenho do Panther era convencional, com uma área frontal fortemente blindada que conferia ao tanque uma protecção muito elevada. A suspensão de rodas múltiplas intercaladas era considerada complicada, porque as rodas congelavam nas condições duras do inverno russo, além de que para efectuar qualquer manutenção numa das rodas interiores, era preciso remover as rodas exteriores.

As primeiras versões, a «D» e a «A» (a versão A é posterior à versão D) foram posteriormente substituídas pela versão G cuja principal característica era ser mais despojada, para facilitar a produção.
Hitler estabeleceu um objectivo de produção de 600 unidades por mês, mas a média de veículos fabricados ficou-se por cerca de 220 unidades.
O Panther, era caro de produzir, embora fosse claramente superior a outros tipos de carros de combate. Por isso, o Panzer modelo IV continuou a ser produzido.

Os números de produção dos três modelos (variantes) produzidos, que partilhavam as mesmas dimensões, canhão principal e motor foram os seguintes:
Modelo D: 842 unidades em 1943.
Modelo A: 908 unidades em 1943 e 1292 unidades em 1944.
Modelo G: 2321 unidades em 1944 e 632 unidades em 1945.


Os americanos e o Panther
A colaboração entre britânicos e norte-americanos era muito estreita durante a guerra e os britânicos disponibilizavam aos americanos muita da informação disponível. Os britânicos tiveram conhecimento do desenvolvimento do tanque Panther durante 1942 e informaram os norte-americanos. Estes, também obtiveram informações sobre o veículo por parte dos soviéticos depois de 1943.

No entanto, os comandos americanos interpretaram incorrectamente os sinais recebidos e consideraram que os carros de combate Panther, eram na realidade carros de combate pesados, que por isso teriam uma função muito específica e seriam produzidos em numeros relativamente reduzidos.
Isso afetou as decisões norte-americanas, nomeadamente na recusa americana em aceitar equipar o tanque Sherman com canhões britânicos de 76mm Mk.II HV, que equiparam o Sherman Firefly (o mais bem armado tanque Sherman da guerra).

O erro seria trágico, pois os alemães colocaram a ocidente as suas mais poderosas formações blindadas e os seus tanques mais modernos, com resultados desastrosos para as tripulações de tanques americanos.

Queda na qualidade

É igualmente de referir que, quando enfrentaram os Panther na Europa, especialmente nos últimos quatro meses da guerra, os carros de combate alemães começavam a apresentar problemas de qualidade e deficiências na produção.

A pressão dos bombardeamentos sobre a industria alemã, começava já a mostrar as suas consequências.
O problema era mais grave, porque o Panther era um carro de combate complexo. A queda da qualidade geral dos componentes, aumentou a necessidade de reparações, que por sua vez eram cada vez mais complicadas.

Informação genérica:

A necessidade de desenvolver um novo carro de combate médio para bater o T-34 russo, levou ao desenvolvimento do Panther durante 1942 e o último trimestre de 1943.
O carro de combate foi apresentado pela primeira vez em Janeiro de 1943 e participou na batalha de Kursk, ainda que com resultados sofríveis.

Mas a construção do Panther implicou o desenho de um novo chassis e uma nova estrutura que podia ser utilizada para outras funções, que não apenas a de carro de combate principal.

Por isso, com base no chassis do Panther foram desenvolvidos outros veículos de combate que partilharam o mesmo chassis e parte dos componentes mecânicos.

Entre as viaturas que utilizaram o mesmo chassis do Panther, a principal e mais conhecida de todas é o caça-tanques Panzerjager-5 ou «JagdPanther», armado com o mesmo canhão de 88mm que equipava o tanque pesado Tiger-B, (mais conhecido como Tiger-II ou King Tiger).

O Jagdpanther, foi concebido para utilizar os mesmos componentes do «Panther» mas não foi uma adaptação daquele.
Na realidade o desenvolvimento do caça-tanques foi paralelo ao desenvolvimento do tanque, o que explica que as duas viaturas tenham entrado ao serviço quase na mesma altura.

Ambos os veículos partilhavam da mesma qualidade técnica, velocidade e proteção relativamente elevada.
Se o Panther foi sem grandes dúvidas o melhor carro de combate da fase final da II guerra mundial, o Jagdpanther foi também o melhor caça-tanques.

O sucesso da plataforma levou a que se considerasse a sua modernização e melhoramento, com o aumento do poder de fogo. Isto seria conseguido com a instalação de uma nova torre, armada com o canhão de 88mm que equipava o tanque pesado Tiger-II.
O desenvolvimento desta arma implicava no entanto vários estudos e a necessidade de tempo que os alemães definitivamente não tinham. O fim da guerra, impediu a continuação do desenvolvimento deste veículo.

O que realmente chegou a ser desenvolvido e entrou em acção, foi a viatura de recuperação «Bergepanther», um antepassado das modernas viaturas blindadas de recuperação.
Aquela viatura tinha-se tornado indispensável, pois os camiões de meia lagarta não tinham suficiente potência para rebocar um tanque Panther.

Outros veículos com base no chassis do Panther foram igualmente projectados sem que tenham chegado a ser produzidos, de entre os quais se destaca a versão de defesa anti-aérea que dispunha de uma torre equipada com dois canhões de 40mm.