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Carro de combate pesado



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Projeto: Henschel
Alemanha
Dimensões
Comprimento
Comprimento máximo
Largura
Altura
Altura máxima
6.29
8.45m
3.7m
2.93M
Peso vazio
Peso / combate
Cap. Carga
Reboque
54.5t
57t
N/disponivel
N/disponivel
Motor / potência / capacidades
Motor
Potência
Vel. maxima
Terr. Irregular
Maybach HL 230 P 45 - 12 cyl
700cv
38 Km/h
20 Km/h
Tração
Tanque combustivel
Autonomia
Tripulação
Lagartas
534 Litros
140Km
5
25º
35º
1.2M
1.8M
0.8M

Armamento básico
- 1 x 88mm KwK Mod.36 L/56 (Calibre: 88mm - Alcance estimado de 0.9Km a 2.5Km)
- 3 x 7.92mm MG-34 L/57 «Dreyse» (Calibre: 7.92mm - Alcance estimado de 1.2Km a 1.2Km)
Sistema de radar auxiliar:


Forum de discussão

O conceito que está na base de concepção do tanque pesado «Tiger» tem a sua origem em 1937, quando se fizeram estudos sobre tanques mais pesados que os Panzer-III e Panzer-IV. Se inicialmente o Panzer-IV era o tanque mais pesado previsto para as necessidades da Alemanha, foi estudada a possibilidade de produzir veículos ainda mais pesados que aqueles.

Esses carros de combate pesados foram o resultado de estudos conjuntos com os russos no inicio dos anos 30, pois o tanque pesado alemão, na altura conhecido como PzKpfw-V era idêntico ao tanque pesado russo T-35. (ver foto)

Embora este carro pesado tivesse sido projectado, os planos para produzir um tanque pesado ficaram congelados desde 1937 até que em 1940 foram analisados os tanques pesados ingleses «Mathilda» e franceses «Char-1B».

Os alemães ficaram surpreendidos com a dificuldade com que os seus tanques se depararam, pois a sua superioridade no terreno em França em 1940, deveu-se às tácticas utilizadas e não aos seus tanques.

Tigerr
O tanque pesado alemão do final dos anos 30: Inspirado nos tanques russos contemporâneos ele foi abandonado por ser julgado desnecessário. A Alemanha só voltou a estudar novos tanques pesados em 1940 e nessa altura este projecto já estava ultrapassado.


Na maioria dos casos os tanques franceses e britânicos estavam muito melhor armados e eram bastante mais blindados que os alemães. O único ponto realmente negativo que se podia apontar a franceses e britânicos (e especialmente aos franceses) era a má qualidade dos seus motores.
É o próprio Hitler que ordena a reactivação do programa alemão de tanques pesados.

É por causa de o projecto da Rheinmetal de 1937 para um tanque pesado ter recebido o numeral romano V, que o tanque pesado que se lhe seguiu foi conhecido como PzKpfw-VI. Mais tarde o numero V seria recuperado para utilização no tanque conhecido como Panther.

Tiger
O protótipo com torre Porsche, que acabou por ser recusado. Os modelos de pré produção, foram convertidos no caça-tanques Ferdinand
Ocorreram vários reveses no processo de escolha dos modelos apresentados, o VK4501(P) da Porsche e o VK4501(H) da Henschel. Foram construídos protótipos dos dois tanques e o modelo da Henschel foi considerado mais simples de fabricar, tendo sido colocada uma encomenda para 1300 unidades.

A especificação exigia que o tanque tivesse capacidade para passagem de rios com profundidade de 4metros e por isso os primeiros 495 veículos tinham essa capacidade, a qual deixou de ser incluida para aumentar o ritmo de produção.


Introduzido nos campos de batalha da frente leste pelas unidades blindadas alemãs em Dezembro de 1942, ele mostrou-se um adversário temível. A sua destruição por carros de combate soviéticos era virtualmente impossível a grandes distâncias.

Ele também foi enviado para o norte de África em Novembro de 1942, quando as tropas alemãs já estivam claramente na defensiva na Tunisia. Inicialmente foram enviados quatro exemplares, aos quais se juntaram mais vinte e dois. Em Abril de 1943 apenas oito estavam operacionais.

Aparentemente a introdução apressada da viatura não foi uma boa ideia, pois ele foi introduzido em pequenos numeros, não tendo influenciado decisivamente as batalhas. Os problemas mecânicos eram o principal problema dos Tiger.

Um carro de combate Tiger foi capturado pelos soviéticos e mostrado aos chefes do exército vermelho.
Os projectistas de tanques soviéticos, que tinham ordens para se concentrar na produção em quantidade e não na qualidade dos tanques, aproveitaram a oportunidade para provar que se não houvesse modificações na estratégia de produção, a URSS poderia ficar numa situação de desvantagem táctica em apenas alguns meses.

Por causa do aparecimento apressado do Tiger, as autoridades militares soviéticas deram autorização aos gabinetes de engenharia e de desenvolvimento de tanques e novas armas, prioridade para que se iniciassem os estudos sobre armamentos mais poderosos, capazes de derrotar o tanque Tiger.

Também como resultado do aparecimento do Tiger, os britânicos deram maior prioridade ao desenvolvimento do seu canhão anti-tanque de 17 libras (76mm) que viria a ser a mais poderosa arma anti-tanque dos aliados.

Informação genérica:
O Tiger (ou Tigre) é uma familia de carros de combate alemã, fabricada no periodo final da II guerra mundial.

Embora desde os anos 30 a Alemanha tivesse considerado a necessidade de tanques muito pesados, inicialmente os alemães consideraram que os seus tanques Panzer-II Panzer-III e Panzer-IV eram perfeitamente suficientes para as necessidades futuras e por isso cancelaram durante algum tempo o desenvolvimento de tanques muito pesados.

Tudo mudou no entanto aquando da queda da França, onde os alemães entenderam que embora mecânicamente inferiores, tanto os tanques franceses Char-1-bis como os tanques britânicos Mathilda, eram demasiado blindados para os canhões dos tanques alemães, cujos projecteir pura e simplesmente não conseguiam perfurar a blindagem inimiga, tendo como única opção imobilizar os tanques inimigos tentanto disparar contra as lagartas e a suspensão.

Em 1940, são dadas ordens para prosseguir o desenvolvimento do Panzer-VI que seria conhecido como Tiger e cujo desenvolvimento levou à sua forma final em 1941.

Os Tiger entraram em produção em Agosto de 1942.

Além do tanque pesado Tiger, a familia inclui o canhão de assalto/caça tanques «Ferdinand» derivado dos primeiros Tiger de um modelo da Porsche recusado pelo exército alemão.

Tendo sido desenvolvido inicialmente nos anos 30 e também em 1940/1941 o Tiger-I não foi influenciado pelos designs soviéticos que surpreenderam os alemães a partir de Junho de 1941 depois da invasão da URSS.

Rapidamente os alemães concluiram que o Tiger-I tinha várias deficiências e não era muito superior ao KV-1 soviético. A sua blindagem vertical embora superior à de qualquer carro russo podia ser perfurada pelos canhões anti-tanque e a protecção lateral também era deficiente.

Nasce o Tiger-II

Como resultado desta análise, o desenvolvimento de futuras versões do Tiger-I foi cancelado e um novo veículo pesado começou a ser estudado, o qual teria o mesmo nome «Tiger» mas que seria na realidade um veículo completamente diferente.

Esse veículo viria a surgir na figura do Tiger-II ou Tiger-B, conhecido também no ocidente como King Tiger.

Embora partilhe o mesmo nome, trata-se na realidade de um conceito novo, pois o Tiger-B era resultado da aprendizagem durante o conflito, que pedia laterais inclinadas para aumentar a resistência da blindagem.

Como no caso do Tiger-I, também o Tiger-II foi complementado com versões para diferentes fins.

Assim, juntamente com o carro de combate pesado foi desenvolvida uma versão equipada com um canhão instalado no casco. Neste caso foi utilizado um canhão de 128mm, o maior canhão utilizado num veículo blindado em toda a guerra.