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Viatura táctica Ligeira

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Viatura táctica Ligeira (UMM)
Alter

Projeto: UMM
Portugal
Dimensões
Comprimento
Comprimento máximo
Largura
Altura
Altura máxima
4.13
n/disponivel
1.69m
1.95M
Peso vazio
Peso / combate
Cap. Carga
Reboque
1590kg
1990kg
400Kg
N/disponivel
Motor / potência / capacidades
Motor
Potência
Vel. maxima
Terr. Irregular
Peugeot 2,5L
76cv
110 Km/h
20 Km/h
Tração
Tanque combustivel
Autonomia
Tripulação
Quatro rodas motrizes
N/disponível
800Km
1+3
40º
0.55M
0M
0M

Sistema de radar auxiliar:


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A viatura táctica ligeira «UMM Alter» é uma versão fabricada em Portugal da viatura Cournil «longa», cuja licença de fabrico foi negociada nos anos 70 entre o fabricante francês e a UMM (União Metalo-Mecânica) que por sua vez estabeleceu um acordo com a sociedade MOCAR para o fabrico em Portugal.

O modelo Alter, foi lançado em 1984, e é uma modernização do modelo original simplesmente conhecido como «UMM 4x4» derivado da viatura da Cournil na versão alongada que começou a ser fabricado em Portugal em 1977 e da qual não se distinguia especialmente.

O fabricante português, que nunca comercializou a versão «curta», conseguiu manter as características de grande robustês do veículo Cournil, mesmo estabelecendo uma linha de montagem industrial de onde saíram milhares de veículos. A imagem de resistência do UMM foi ganhando terreno, especialmente depois da participação de viaturas no rallye Paris-Dakar em 1982. Em 1983, novamente, dos 234 veículos que saíram de Paris, apenas 54 conseguiram chegar a Dakar (23%). A UMM foi o único fabricante concorrente a conseguir que todos os seus veículos terminassem a prova. Esta prova da resistência do jipe da UMM, reforçada quando se repetiu no ano seguinte, foi importante no aumento de vendas durante a segunda metade dos anos 80, altura em que chegou a haver uma média de produção de 15 viaturas por dia.

Também em meados dos anos 80, com o lançamento a versão com «cara nova» o UMM começava a ser vendido em França. O preço da versão base do veículo português, com motor de 76cv era de 100,000 francos contra 160,000 do seu equivalente da Auverland, o modelo A2 com motor de 72cv. A versão topo de gama, que atingia 120km/h custava 160,000 francos com todas as opções, enquanto que a sua equivalente francesa que atingia 125km/h de velocidade máxima custava 180.000. Uma versão a gasolina com motor 2L atingia 140km/h de velocidade máxima.

O UMM era no entanto um veículo desenhado no inicio dos anos 60, e quando se completaram 30 anos sobre essa data começou o declinio das vendas, especialmente quando possuir um 4x4 passou a ser normal para a população em geral. O aumento do mercado, levou a um grande aumento da concorrência com o aparecimento de modelos luxuosos e confortáveis, características contra as quais o Alter não podia competir.

Mas se o problema do mercado civil era grave, no mercado militar/estado ele também se colocou, pois entidades oficiais optaram por não adquirir o modelo. Este problema colocou-se também ao seu equivalente francês produzido pela Auverland, que foi preterido nas aquisições de entidades do Estado. A «Gendarmerie» adquiriu viaturas Land Rover e o exército francês optou por um derivado do Mercedes-G fabricado em França sob licença.

Uma versão III do UMM Alter chegou ao estágio de protótipo, mas nunca foram reunidas as condições para que entrasse em produção. As modificações da versão III destinavam-se a criar um modelo mais «civilizado» e luxuoso, para competir no mercado civil, mas não a aplicações militares, as quais exigiam um reprojecto da viatura, o que estava fora das capacidades do fabricante.




Utilização militar
A utilização da viatura por parte de militares foi reduzida a poucas unidades. A GNR (Guarda Nacional Repúblicana) foi um dos principais clientes e o exército adquiriu um numero pouco significativo de unidades.

Há várias razões (e versões) apontadas para o insucesso na tentativa de vender esta viatura para as forças armadas, mas entre elas não deixará de se contar alguma desconfiança que foi crescendo relativamente ao fabricante, quando se tornou evidente que o modelo precisava ser completamente remodelado.
Mas outras possibilidades têm sido apontadas como razões do insucesso.

Tanto o UMM como o Cournil, sofriam de um problema resultado da relação entre largura e altura. A viatura nas suas variantes de maiores dimensões, com capota rigida, tinha um centro de gravidade demasiado alto, resultando daí que fosse mais instável.
O resultado, é que embora o UMM tivesse uma agilidade e prestações elevadas quando vazio, esse desempenho era inferior ao de outras viaturas quando transportava carga volumosa.

O UMM dificilmente poderia receber uma cabine protegida ou blindada. Armamento mesmo ligeiro, colocado numa posição relativamente elevada, comprometia a estabilidade do veículo que na sua versão standard tinha uma capota em material plástico.

O UMM, independentemente da sua robustez não era imune a problemas técnicos. O consumo era considerado elevado. Suspensão, transmissão e sistema electrico normalmente não apresentavam problemas, mas já quanto aos motores não há unanimidade entre os utilizadores. As dimensões relativamente reduzidas da viatura no entanto levaram a que chegasse a substituir veículos do tipo Hummer quando estes apresentaram problemas de adaptação às necessidades do terreno, em Timor.

Informação genérica:
Tendo como base o jipe Willys, que montava nos anos 50,adaptando-lhes motores Hotchkiss de origem francesa, no inicio dos anos 60 Bernard Cournil começa a comercializar uma viatura 4x4 conhecida pela sua robustez. A viatura ficaria conhecida pelo nome do seu criador «Cournil». A produção da viatura prosseguiu ao longo dos anos 60 e 70, com quantidades residuais produzidas pela empresa SIMI.

A empresa sofreu sempre com problemas financeiros a que não era estranha a pequena capacidade de produção.

No final dos anos 70, foi vendida uma licença de produção à empresa portuguesa UMM (União Metalo Mecânica) que produzirá a sua própria versão da viatura, atingindo um considerável sucesso comercial.

Se a viatura teve sucesso em Portugal, em França os problemas continuaram durante os anos seguintes, até que a empresa SIMI acabou por ser vendida e criada a Auverland.

Desde 1984, a Auverland tem comerccializado vários modelos que foram adoptados em pequena série por forças armadas e militarizadas da Frnaça.

As viaturas 4x4 da Auverland foram também sendo adaptadas para a utilização em teatros de operações mais exigentes, onde não são necessários carros de combate médios ou pesados, mas onde o policiamento e a presença de forças militares robustas se tornou necessário.

Distinguem-se vários modelos e variantes, entre os quais há diferenças muito consideráveis:

- Cournil original
Basicamente um tractor agricola com um motor de 36cv de potência.

- Cournil / SIMI
A versão lançada no inicio dos anos 70, tendo em vista a tentativa de vender a viatura para o mercado militar.

- Cournil «Tropic»
Versão com a frente redesenhada pelo estilista Benoit Contreau lançada em 1982 e motorizada com motores SOFIM (versão curta com 3,84m e versão longa com 4,29m)

- Auverland A2
Basicamente idêntico ao Cournil «Tropic» derivado do Cournil original, após a Auverland ter tomado o negócio da SIMI.

- Auverland A3
Versão completamente modificada na estrutura e com com modificações estéticas muito significativas.

- UMM Alter
Versão do Cournil «Longo» fabricada sob licença em Portugal. Esta viatura foi baptizada «Alter» e foi adquirida por várias entidades da administração pública em Portugal embora não tivesse sido adoptada em números consideráveis.

A viatura portuguesa conseguiu manter as mesmas características de robustez que caracterizaram a viatura Cournil desde a sua concepção no inicio dos anos 60.

UMM Alter extra-longo
Foi produzida em Portugal uma versão extra-longa da viatura, com 5,06m de comprimento, na versão comercial de transporte de carga e numa versão com cabine dupla.

Foi a partir desta versão alongada que se efectuou aquela que é provavelmente a mais curiosa de todas as adaptações à viatura UMM.
Foi a base para a construção de uma viatura VIP que serviu para transportar o Papa João Paulo II durante a visita que fez à ilha da Madeira, em Portugal.